Whitney, sentiremos a sua falta
Publicado em Por Yhury Nukui

Se a morte da lendária Etta James, aos 73 anos, já não fosse suficiente como uma das grandes perdas já no início deste ano, ontem fomos arrebatados por uma notícia que parou o mundo. Whitney Houston nos deixou.
Me recuso a lembrar dessa ilustre cantora nos anos em que esteve na pior e rendeu-se ao álcool e outras drogas. Prefiro pensar naquela linda Whitney de vinte anos atrás, quando estrelou “O Guarda-Costas” (The Bodyguard, 1992) e o mundo a aclamou com “I Will Always Love You”. Não havia quem não entoasse a canção aos quatro cantos e admirasse o seu tamanho talento.
O que torna tudo ainda mais difícil é que Houston nos deixou muito nova, aos 48 anos. Ao contrário de Etta, que já vinha sofrendo com inúmeras doenças, Whitney nos pegou de surpresa. Michael Jackson (50 anos), Janis Joplin (27 anos), Amy Winehouse (27 anos), Elis Regina (36 anos), são apenas alguns dos inúmeros exemplos que possuimos de artistas da indústria fonográfica que nos abandonaram muito cedo.
Eu não pude presenciar o lançamento do primeiro disco em 1985 e sucesso indiscutível de “I Will Always Love You”, sete anos depois em 1992, já que em ambos eu ainda não era nem nascido. Tudo que sei veio de horas em pesquisas incansáveis e de histórias contadas por pessoas mais velhas, que puderam ver a estrela de Houston brilhar.
A 54ª edição do Grammy Awards, que acontece nesta noite, foi acrescida de um tributo à Whitney. “Ela foi uma grande vencedora nesta premiação, onde apareceu por inúmeras vezes. Estamos inconsoláveis e não queremos apresentar algo que não seja respeitável à sua família”, disse Ken Erhlich, produtor da maior premiação música.
Para as honrarias, Jennifer Hudson e Chaka Khan foram convidadas às pressas. “Estamos pensando em como o tributo será feito. Será algo muito respeitoso, não será uma homenagem completa, já que a notícia ainda é muito recente. Faremos algo em respeito à memória de Whitney”, disse. “Conhecendo como a conheci, ela era uma artista incrível e sabia a importância de emocionar seu público. Isso será o que faremos”, completou Erhlich.

Ontem, 11 de fevereiro, aconteceu a tradicional festa pré-Grammy de Clive Davis, produtor que a descobriu e lhe ofereceu um contrato na Arista Records, no hotel Beverly Hilton, o mesmo onde a cantora foi encontrada morta. Em um certo momento do evento, os convidados fizeram um minuto de silêncio. “Whitney era uma pessoa maravilhosa, de um talento incomparável. Ela nos presenteou com apresentações memoráveis ao longo desses anos e nesse momento ela teria desejado que a música continuasse”, disse Davis em um discurso.
Coincidentemente, Amber Riley – a Mercedes de “Glee” – gravou a canção “I Will Always Love You” que irá ao ar no episódio dessa semana, especial para o Dia dos Namorados norte-americano. Segundo o GO!BR, uma nota especial à Whitney está sendo considerada pelos criadores da série e uma outra canção da estrela pode ser gravada às pressas para ir ao ar ainda nesta terça-feira, 14 de fevereiro.
Em uma carreira de altos e baixos, Whitney mal se foi e o mundo já sente saudades. Posso não ter presenciado nenhum show ou apresentação dela, mas sua música vai viver para sempre – seja na minha geração, na dos meus filhos ou de meus netos. Descanse em paz.





