Se segura Banks, porque a Iggy Azalea está vindo com tudo!

Por Guilherme Azeredo comentários

iggyazalea
Foto: Divulgação

A cada dia que a passa, as mulheres estão conquistando mais espaço no mundo do rap. E a australiana Iggy Azalea não estáo perdendo tempo e já começou causando como a primeira rapper feminina não-americana a aparecer no Top 10 da lista anual da revista XXL.

Um ano depois de estar listada na revista especializada em rap e hip hop como um dos nomes para ficar de olho e lançar algumas mixtapes, Iggy lançou seu single “Work” no Reino Unido e logo conseguiu alcançar o Top 20. Logo, ela apareceu no especial Vevo Lift, onde ela apresentou uma versão acústica da música


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O segundo single de “The New Classic”, álbum de estreia da rapper previsto ainda para este ano, já tem clipe e será lançado oficialmente no dia 30 de Junho.

“Bounce” tem um pegada mais comercial e o seu refrão chiclete “Shake it, break it, make it bounce” é tão grudento quanto a batida contagiante. É impossível ouvir e não passar alguns bons minutos cantarolando. Por isso, aprenda logo, pois ela está bombando!


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Taylor Swift e Luka na voz da brasileira Maria Clara

Por Yhury Nukui comentários

Maria Clara
Foto: Divulgação

Adoro a genialidade de alguns artistas em dar arranjos diferentes a músicas ou de tentar misturá-las de forma inimaginável. E a brasileira Maria Clara Lima acaba de fazer ambos com maestria! A jovem aposta do pop sertanejo me foi apresentada pelo André Pacheco e Jader Gomes, que trabalham com ela, além de cuidar aqui do Vestiário.

Com apenas 18 anos, ela é um dos maiores trunfos da Universal Music Brasil para esse ano. Nascida em Rondônia, a “Menina Bonita”, título de seu disco debute, não tem apenas a beleza a seu favor. É talentosa e carismática.

E como prova disso, lançou um mashup maravilhoso com dois grandes hits: “Tô Nem Aí”, da Luka, e “I Knew You Were Trouble”, de Taylor Swift. Ao ler o título do vídeo, não sabia muito bem o que esperar, já que nunca imaginei as duas canções juntas. Mas é aí que a surpresa fica ainda melhor:


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Incrível, não? Maria Clara já é sucesso em rádios do interior do Brasil, com o single “Violetas”, e logo logo deve chegar à tevê para a divulgação de seu disco – que tem composições dos hitmakers Michael Sullivan e Dudu Falcão. Fiquem de olho, porque essa moça ainda tem muito o que mostrar!

O pop retrô e sensual do The Baseballs

Por André Pacheco comentários

Há meses eu queria falar dessa banda aqui no Vestiário, e eu só enrolando. A primeira vez que escutei o som deles foi no Tubaína, um bar bem bacana aqui de São Paulo, enquanto degustava uma deliciosa coxinha de feijão, a especialidade da casa. De fundo, “Umbrella”, da Rihanna, de um jeito que eu nunca havia escutado.

Era algo bem anos 50, bem aquele rock and roll do Elvis Presley, Little Richie. Um cover bem criativo, na verdade. “Que banda é essa?”, perguntei pra garçonete simpática. “Pera, vou pegar o nome pra você!”, respondeu enquanto deixava algum refrigerante diferente na minha mesa – o Tubaína tem esse nome por ser uma casa especializada em todo tipo de tubaína que você puder imaginar. Alguns segundos depois, ela me entregou um guardanapo escrito “The Baseballs”.

The Baseballs
Foto: Divulgação

Cheguei em casa e fui logo caçar mais sobre. Bem, eles são de Berlim e estão na estrada desde 2007, em 2009 lançaram o disco “Strike!” repleto de versões rockabilly de sucessos do pop. Rockabilly, em resumo, é o nome que a dão prum som rock and roll mais de raiz, com muita influência do country e do rhythm and blues. O som do The Baseballs chega a soar genial em muitos momentos, principalmente por eles desconstruírem as batidas sintetizadas do pop atual e darem a elas uma roupagem bem diferente do que a gente escuta nas rádios. Já imaginou Katy Perry com muita criolina? Então, é disso que estou falando, baby!


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“Strike!” traz outros covers bem legais, como de “Bleeding Love”, “Let’s Get Loud” e “Don’t Cha” – uma música que nunca imaginei que ficaria tão sensual em vozes masculinas. Ele fez bonito nas paradas da Europa, como Bélgica, Finlândia e Alemanha. Em 2010, foi relançado com mais cinco faixas. Um ano depois, o grupo lançou “Strings ‘n’ Stripes”, seguindo a mesma fórmula, mas a aceitação foi um pouco morna.

Mas, nem sempre sucesso é o que importa. No caso deles, parece que é o que conta é a diversão. E se engana quem pensa que só do pop americano vive The Baseballs, até pras bandas de cá eles vieram. Com o sucesso de Michel Teló e seu grude “Ai se eu te pego” na Europa no começo do ano passado… Sim, eles fizeram isso, e em português mesmo.


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O pior é que ficou bom. The Baseballs vale o play?

Que tal Michael Jackson dum jeito bem diferente?

Por André Pacheco comentários

Em junho do ano passado, a gente falou do Cover Flow Apresenta, um projeto super bacana que coloca bandas independentes em releituras pra lá de criativas. O resultado é sempre legal, tipo esse aí abaixo. Aperta o play!


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Dessa vez, o Coverflow chamou a banda vocal Ordinarius pra dar o seu tom à clássica “Beat It”, de Michael Jackson. O vídeo, gravado em novembro de 2012 durante uma apresentação no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, Rio de Janeiro, foi divulgado essa semana pelo projeto. Curtiu? Você pode escutar outras faixas do Ordinarius aqui e conhecer outros trabalhos do Cover Flow aqui.

A deliciosa bossa de Emma Bunton

Por André Pacheco comentários

Com influência da bossa nova, a ex-Baby Spice se mostrou mais madura em seu segundo disco. Lançado em 2004, “Free Me” vale o play por ser um pop diferente e arrojado do que estamos acostumados a escutar.

Era uma vez um grupo pop, formado por cinco lindas garotas, que fez muito sucesso e arrastou multidões! Mas um dia, o fantasma do rompimento começou a assombrar e as cinco garotas se transformaram em quatro. Mas não adiantou nenhuma fada madrinha, elas tiveram que dizer adeus umas as outras. Era o fim do fenômeno Spice Girls. Quem viveu a adolescência em meados da década de 90, sabe o quanto foi marcante a pequena, porém efusiva, passagem delas pelo pop. E a gente sabe que quando marca, é difícil dar um fim. O que fazer? Tentar carreira solo.

Emma Bunton
Vai me enterrar na areia? Foto: Divulgação

Geri, que abandonou o trem quando ele estava em pleno vapor, lançou três discos. Mel C, com seis materiais, oscilou entre o sucesso e o ostracismo, e hoje parece viver tocando em churrascarias. Mel B e Victoria não tiveram absolutamente nenhuma sorte, seus discos de estreia – péssimos, cada um a sua maneira – juntaram tanta poeira que causariam um ataque de rinite só de chegar perto. Emma Bunton, com três materiais solos, também não se deu muito bem por muito tempo, mas acabou sendo relativamente bem-sucedida comercialmente e arrancou suspiros emocionados com “Free Me”, o seu segundo material.

Lançado em maio de 2003, o single de estreia, com o mesmo nome do disco, foi impactante por si só. Se antes Emma era a Baby Spice com vestidos fofos e sapatos com mais plataformas que a Petrobras, agora tínhamos uma mulher sensual e reluzente, no auge de sua maturidade emocional. Não que ela não tivesse seguido esse caminho antes com o disco “A Girl Like Me”, mas aqui ela vinha com mais sustância, mais malemolência. Ela vinha, literalmente, com bossa. Com forte influência da escola Jobim, Bunton mergulhou de cabeça numa era de ouro pra música, quando misturar estilos, mas sempre com personalidade, era coqueluche.

O All Music Guide classificou “Free Me” como o melhor disco solo de qualquer Spice Girl até aquele momento. “A música é estilosa sem ser espalhafatosa, principalmente pelas encantadoras melodias e canções fortes”, afirma Stephen Thomas Erlewine em sua resenha pro site. Não poderia concordar mais. “Free Me” é um disco marcante, milimetricamente bem produzido e delicioso. São 12 faixas com tom retrô, muitos elementos brasileiros – mas sem aquele quê asqueroso da maioria das produções internacionais que resolvem se aventurar pelo estilo. E Emma merece outro mérito. Sua voz açucarada, porém nada potente, casou perfeitamente com o adocicado cantarolar quase falado da bossa nova.


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O mergulho nas influências brasileiras foi tão profundo, que a cantora gravou o clipe de “Free Me” no Rio de Janeiro. O vídeo tem uma fotografia estilosa, enquanto a narrativa quase lembra cenas de alguma novela de Manoel Carlos e com foco numa sensualidade natural da cantora. Outro ponto positivo é a regravação de “Crickets Sing For Anamaria (O Grilo)”, originalmente de Marcos Vale, mas que ganhou o mundo na voz categórica de Astrud Gilberto. Com cuícas, apitos e tamborins, Emma anuncia que “quando alguém está apaixonado, os grilos cantam uma canção feliz”.

Se “Free Me” vale o play? Além das duas faixas citadas, “Maybe” – que casaria muito bem como trilha sonora de algum filme antigo de James Bond -, “Who The Hell Are You” – a mais pop do material, mas sem destoar do resto – e “Amazing” – dueto com o porto-riquenho Luiz Fonsi – completam minha tentativa de persuasão. Se deixe levar pela adocicada voz de Emma em melodias ironicamente tão comuns pra nós brasileiros, mas tão distantes pros amantes do pop. Não é todo dia que uma ex-Spice está livre o suficiente pra tentar algo tão certeiro, arrojado e envolvente.

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