Uma coletânea de possíveis singles desperdiçados
Por Jader Gomes comentários
Outra dia um conhecido estava falando comigo sobre uma música da Christina Aguilera que ele acredita que teria se dado muito bem como single, “Monday Morning” do “Bionic”. Daí pensei que, assim como ele, todos nós, fãs ou não, reconhecemos o potencial de certas canções que, por trágico destino, acabam por se tornarem apenas uma das faixas que preenchem um disco.
E sim, muitas vezes não dá pra entender o que se passa pela cabeça dos responsáveis das gravadoras e até mesmo dos próprios cantores, que não batem o pé para suas preferidas – isso quando podem – e acabam por desperdiçarem preciosidades que poderiam render grandes frutos.
Já que comecei falando o texto falando sobre Aguilera, podemos enumerar mais algumas músicas do “Bionic” que ficaram, bem como o disco no geral, fadadas ao limbo: “Glam”, “Woohoo” e “Lift Me Up” – que inclusive foi performada num evento beneficente em prol das vítimas do terremoto que atingiu o Haiti em 2010 – são amadas pelos fãs, chegou a ser cogitado que seriam trabalhadas, mas ficou só nisso.
O “Femme Fatale”, que rendeu mais um topo da Hot 100 para Britney com “Hold It Against Me”, teve outros três singles – mas a galera pirava, ou ainda pira, em “(Drop Dead) Beautiful” e “Big Fat Bass”, que não tiveram esse privilégio. Outra musa do pop, Lady Gaga, também jogou um bando de música arrasa-quarteirão fora em seu “The Fame Monster”, com destaque especial para a maravilhosa “Speechless”.
Todo mundo sabe que “Teenage Dream” rendeu vários singles de sucesso, o que chegou até mesmo a saturar nossos ouvidos. Mesmo assim, Katy Perry ainda tinha “Peacock” na cartola. No álbum “E=MC²”, de 2008, Mariah Carey não aproveitou “Migrate” como deveria. Tem Kelly Clarkson, sempre arrasando, que também poderia ter escolhido “I Forgive You” como música de trabalho do “Stronger”.
Muitos outros exemplos existem por aí, e tenho certeza de que cada um vocês têm pelo menos um para acrescentar. De qualquer forma, deixei como saideira uma música que faz parte de um dos meus álbuns preferidos de todos os tempos, “22nd Century” do “Flesh Tone” da Kelis. Som na caixa:





