The Fame
Lady Gaga
2008 - Universal Music
3 estrelas
Publicado em Por André Pacheco
O codinome e o estilo glam fazem com que Stefani Joanne Germanotta pareça uma veterana dos anos oitenta reciclando a sua carreira. Ledo engano, Lady Gaga é a mais nova sensação do Pop, principalmente para o público gay. A moça debutou “The Fame” em finais do ano passado no mercado internacional, e recentemente chegou (de forma oficial) ao Brasil pela Universal Music.
Com um semblante blasé, mas ao mesmo tempo sensual, Lady Gaga entrega seu primeiro disco repleto de firulas, excessos e brilho. Superficialmente, “The Fame” comporta-se como uma válvula de escape no mainstream já saturado de Hip Hop e R&B. Como um todo, o disco pode vir a funcionar como uma referência para outras cantoras de sucesso ou estreantes.
Num misto de Madonna e Cindy Lauper, pegando emprestado um sucesso do Queen e brincando como uma criança que acabou de descobrir os assessórios da mãe, Gaga tem potencial de se firmar e permanecer por anos na estrada. Afinal, o Pop ao mesmo tempo que descarta, escolhe os competentes para se tornarem ícones.
“Just Dance”, o primeiro single e faixa de abertura de “The Fame”, já mostrou a que veio, conseguindo incendiar pistas de qualquer lugar do mundo minimamente ocidentalizado. “Poker Face” com sua pegada urbana traz os ingredientes certos para o ouvinte fazer caras e bocas enquanto dança. “Money Honey” é uma dose de alienação num mundo repleto de informações e opiniões.
“Paper Gangsta” – que mais parece uma música tirada de um dos discos de Gala Rizzatto – ou a estressante “Summerboy” conseguem manter uma sintonia de animação e excitação com o ouvinte.
É indiscutível que “The Fame” chegou fazendo barulho e anunciando mais uma princesa para o Pop.





