Seria Adele a Alanis Morissette desta geração?
Por Jader Gomes comentários

O sucesso de Adele dispensa muitos comentários, todo mundo já sabe sobre o alcance de suas músicas e a máquina de vender discos que se tornou após o lançamento de “21″, em março do ano passado.
Mas Adele, segundo o que diz a Rolling Stone, não é um fenômeno novo. Há 17 anos, o mundo da música viveu algo parecido quando a canadense Alanis Morissette chegou como um furacão no mercado dos Estados Unidos com “Jagged Little Pill”.
O álbum de Alanis vendeu quase 15 milhões de cópias e “You Oughta Know” foi seu single arrasa-quarteirão, assim como “Rolling in Deep” foi para a britânica. E as músicas tem mais em comum, a de Adele não havia sido comprada para ser tocada nas rádios pop até que “21″ estreou no topo da Billboard e ela não era vista como concorrência a altura das já consagradas divas.
“You Oughta Know” começou nas estações alternativas e brigou, sem o esforço da cantora, por espaço até chegar ao mainstream, onde reinavam artistas como Mariah Carey e TLC. Alanis marcou cinco singles entre os dez mais da Pop Songs e da Top 40.
Nas palavras do diretor associado dos charts da Billboard, Keith Caulfield: “Era tudo sobre empoderamento feminino, e Alanis estava passando a sua mensagem para tantas pessoas que normalmente não ouvem esse tipo de coisa”, o que cabe muito ao cenário vivido por Adele.
Com ambos os álbuns inspirados em romances fracassados e sofridos, as duas, cada uma a sua maneira, foram alçadas ao holofotes dos quatro cantos do planeta quando, de fato, não esperavam por isso. Aliás, se não fosse por Taylor Swift levar o Disco do Ano no Grammy em 2010, Adele tiraria o recorde de Alanis como a mais jovem artista a levar esse prêmio.
Os álbuns foram tão bem sucedidos pois são relacionáveis com as massas ao ponto dos ouvintes obterem um pequeno vislumbre do sofrimento de outra pessoa, completou Caulfield.





