Por Inês Amorim comentários
Segunda pele”, o quinto trabalho de Roberta Sá, se porta como uma profusão de ritmos. Diferente dos discos anteriores, o novo trabalho não traz o samba como gênero dominante, mas uma deliciosa salada de balada, marchinha, frevo e pop. Tudo numa mistura de melodias, cadências, sentimentos e tonalidades.
Eleita a melhor cantora de MPB na última edição do Prêmio da Música Brasileira, Roberta se firma a cada trabalho como um dos mais respeitados nomes da nossa música, e não é à toa. O esmero na produção do “Segunda pele” é algo latente. O virtuosismo das orquestrações compõe, juntamente com a voz suave mas de timbre forte da cantora, um trabalho que dá gosto de ser ouvido, além de orgulho. Afinal, dá uma ponta de satisfação ver a música brasileira alcançar níveis de tamanha excelência.
“Segunda pele” é composto por doze faixas, sendo sete inéditas. A abertura fica a cargo da belíssima e instigante “Lua”, composição de Mario Sève e Pedro Luís, e conta com participação d’A Parede. A canção é uma declaração de amor ao nosso satélite natural, que tanta inspiração desperta em artistas. “Faz o sóbrio enlouquecer, todo ébrio é poeta, quando olha pra você”.
Pela primeira vez, Sá se aventura na execução de uma canção em outro idioma. “Esquirlas”, composição do excelente Jorge Drexler, com quem também divide os vocais. É uma canção com as fortes marcas do uruguaio, e podemos afirmar que a cantora conseguiu se sair muitíssimo bem na empreitada.
Merecem destaque a divertida “Altos e baixos”, de Lula Queiroga e Yuri Queiroga; a carnavalesca “No Bolso”, parceria de Roberta e Pedro Luís e a romântica “Pavilhão de espelhos”, o primeiro single, composição de Lula Queiroga.





