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Os 10 melhores vídeos de Britney Spears

Publicado em Por Luccas Belfort

Os 10 melhores vídeos de Britney Spears

  • 10. Womanizer

    "Womanizer" repete a fórmula infalível já usada no video de "Toxic": historinha, efeitos especiais impecáveis, coreografia discreta, sexy do começo ao fim - e este é um clipe importante por dois motivos: Primeiro, porque é um dos melhores trabalhos do diretor Joseph Kahn, que já havia trabalhado com Britney em "Stronger", em 2000, e no já citado "Toxic", em 2004. Segundo, porque foi lançado apenas sete meses depois de Britney ter um colapso no banheiro de sua mansão e ser internada em uma clínica psiquiatrica - "meltdown" que pôs fim à confusão que estava sua vida particular em 2007. Em menos de um ano, lá estava ela: loira, magra, linda e nua em pelo numa sauna futurística, ora sendo sexy, ora dando uma lição de moral no incorrigível garanhão.

  • 09. Gimme More

    Apesar de ter sido filmado num momento bastante conturbado, o carro-chefe do aclamado "Blackout" ganhou um clipe "barato", para não dizer "trash", ou seja, fora dos padrões "britnianos". Há rumores de que 80% do material filmado foi descartado, o que explica o clipe ser basicamente cortes confusos de uma Britney muito diferente do que estamos acostumados, fazendo um misto de strip-tease com "papelão na buatchy", escondida em efeitos especiais de quinta categoria.

    O diretor? Fulano. O orçamento? Do bolso da própria cantora. A inspiração? Uma boate de Los Angeles onde, a grosso modo, as moças dançam e tiram seus tops para revelar desenhos aplicados em seus mamilos. Mas, mesmo parecendo um clipe de fundo de quintal, "Gimme More" é um dos melhores clipes de Spears. Por quê? Ora, apesar dos demônios que o cerca, retrata uma Britney livre, dona do seu próprio nariz, criando sua própria arte sem a intervenção de empresários, produtores, coreógrafos ou os incontáveis profissionais da área. É genuinamente Britney, bitch!

  • 08. Oops!... I Did it Again

    Eu imagino que o processo criativo de "Oops!... I Did it Again" deve ter sido complicado. Não porque mistura viagem à Marte, ficção científica e até mesmo uma passagem de "Titanic". E sim, porque após o sucesso absurdo de seu primeiro álbum, Britney estava retornando com uma nova fase de sua carreira e precisaria ser tão marcante e explosiva quanto da primeira vez. Deu certo! O figurino de látex vermelho consagrou Britney como a Barbarella dos anos 2000 e a coreografia icônica deu um novo significado aos videoclipes de uma década alimentada por boybands, imitações cafonas e novas tecnologias - como a Internet, por exemplo.

  • 07. Hold It Against Me

    Vamos supor que tivesse sido lançado há 10 anos. Com certeza seria um daqueles clipes sem sal que se passam em uma boate cheia de gente bonita fazendo coreografia. Mas hoje em dia, numa época em que a indústria Pop foi invadida pelos curta-metragens freak de Lady Gaga, Britney não podia se dar ao luxo de fazer algo previsível. Longe de mim comparar as duas, não é isso, mas o diretor Jonas Akerlund - também responsável por "Telephone" - retrata a ascenção, a queda e o renascimento da cantora nos últimos 12 anos num vídeo metafórico, cheio de significados, que finalmente deu à Britney a chance de pisar um pouco fora da linha e apresentar um material ousado e criativo, sem cair na perigosa armadilha criada por Gaga e seu universo inventado.

  • 06. If U Seek Amy

    Tapa na cara da sociedade, hein? Quer dizer, Britney lançou como single uma canção de duplo sentido, ora inocente, ora explícita, e só isso já foi o suficiente para gerar polêmica num país metido a conservador como os Estados Unidos. Podia ter mantido o disfarce e lançar um clipe "lobo em pele de cordeiro" pra agradar todo mundo? Podia. Mas pra quê? O vídeo começa satirizando a jornalista da Fox News que explicou ao público, abismada, o significado de "If U Seek Amy" (pronuncia-se F-U-C-K-ME). Depois corta para uma Britney sexy, destemida, invadindo um tradicional lar americano com sua gangue - sempre formada por gente bonita, óbvio - para fazer só Deus (ou o Diabo) sabe o quê, e saindo limpa, íntegra e acompanha da sua distinta família, pronta para os olhos da mídia, que não sai do seu pé. De que outra maneira a cantora conseguiria esfregar na cara de um país o quão hipócrita seu povo é?

  • 05. Someday (I Will Understand)

    Tão simples, mas ao mesmo tempo tão cheio de significados. A música, composta pela própria, fala sobre sua gravidez e suas expectativas. Na época, Britney estava esperando o seu primeiro filho, cheia de coragem e vontade de realizar o sonho de muitas mulheres: constituir uma família. Eu considero Someday um presente aos fãs. Ela está ali, gravidinha, inchadinha, bonitinha, passeando pela mansão e dizendo que um dia vai compreender os planos de Deus e blá blá blá. Também é um jeito de dizer "olha, eu estou vivendo um momento meu, construindo minha vida particular, e vou ficar um tempo longe dos holofotes, viu?". Mas é fofo, é romântico, é meio cafoninha, mas ainda assim é bacana.

  • 04. My Prerogative

    Eu bem me lembro quando saiu a primeira notícia de que o novo videoclipe de Britney Spears começaria com um Porsche 928 sendo lançado na piscina de uma luxuosa mansão de Los Angeles. Já sabiamos que ela não faria nenhuma coreografia mega elaborada pois estava se recuperando de uma cirurgia no joelho, feita meses antes após um acidente no set de um outro clipe que nunca existiu de fato: "Outrageous". Sabiamos também que Kevin Federline, o recém marido (?) de Spears faria uma pontinha. O resultado? Um dos mais sexies e provocativos vídeos de Britney. É sensualidade pura quando a cantora está numa cama desarrumada, vestindo apenas lingerie, se contorcendo e berrando que ser extravagante, sexy e polêmica é um direito dela! E não é?

  • 03. Toxic

    Nove entre dez fãs apontariam esse como o melhor clipe da cantora. Lógico, ele marca o que os fãs consideram como a melhor forma de Britney. O álbum, "In The Zone", era um sucesso, e Spears estava dançando como nunca, exibindo um corpo e um astral maravilhosos em todas as suas performances. As cenas em que ela está vestindo apenas diamantes, cuidadosamente colados pelo seu corpo perfeito, renderam assuntos por semanas, aliás, rendem assunto até hoje. Apesar de não ter ganho nenhum VMA - estava indicado em quatro categorias - é um dos melhores e mais marcantes vídeos da época.

  • 02. ...Baby One More Time

    Um clássico, um ícone de uma geração. Aceitem! "Baby" é o canhão que atirou Britney direto para o topo. E não foi aqui ou alí não, foi no mundo inteiro. As meninas queriam ser como ela, os meninos queriam ter meninas como ela (ou ser como ela, né?). E os adultos? As mulheres olharam meio torto enquanto os homens tiveram muito material para construir fantasias e fetiches. E ela só tinha 17 anos e estava lançando seu primeiro single. Quem é Britney Spears? A eterna colegial que ficava choramingando pelos armários a perda de um grande amor. Porque todo amor colegial é grande. Grande como o nome Britney Spears se tornou semanas depois do lançamento. E o mais incrível? Essa explosão fetichista foi toda inventada por ela mesma.

  • 01. I'm a Slave 4 U

    Se eu precisasse resumir esse clipe em uma palavra, eu usaria "explosivo". Existe uma listinha de itens indispensáveis num clipe de Britney, elementos que não podem faltar de jeito nenhum. Vamos lá, um por um! Sensualidade? Tem! Coreografia matadora? Confere! Gente bonita? Muita! Climão? Opa! Historinha? De certa forma, sim! Polêmica? Pra dar e vender! "Slave" marca a mutação: de virgem e inocente para exageradamente e sexual. Britney largou os livros e cadernos do colegial e se atirou numa baladinha suja e abarrotada de gente suada e mal vestida - mas não menos bonitas - para uma carnificina Pop.

    Tolinhos, ela só quer saber porque não deixam menininhas entrarem na balada, afinal de contas, ela só quer dançar... E como quer! Portanto, "I'm a Slave 4 U" é a explosão de sentimentos de Britney, a fúria pela liberdade e o descobrimento de sua tão aflorada sexualidade. É como se ela nos dissesse: "Agora eu entendi porque vocês fantasiavam comigo em roupinha de colegial. E agora que eu tenho controle sobre minha sexualidade, eu vou esfregar ela na sua cara até você não aguentar mais". Os escravos, na verdade, éramos nós.