Optic Yellow Felt, um hino ao sentimento
Por Wesley Muniz comentários

Optic Yellow Felt é aquele tipo de banda que, ao ouvir pela primeira vez, pensei no porquê de não tê-la conhecido antes! Quem não conhece os garotos – não se engane pelo nome, eles são brasileiríssimos – esteja preparado para o melhor da fusão bem elaborada de folk, jazz e rock inglês. A banda, que está junta desde 2009, está a pouco tempo no cenário da música independente mas, se depender da peculiaridade de seu som, vai permanecer por muito mais tempo na estrada.
E digo isso principalmente para quem gosta do bom e contagiante jazz, uma das vertentes tocadas pela banda, que é formada pelos irmãos Victor (voz, violão) e Lino Nader (baixo, banjo e guitarra), e por seus companheiros Ricardo Pires (saxofone, flauta, clarinete, didgeridoo, metalofone, panderola e sintetizadores, ufa!), Thiago B. (bateria e percussão), Nando Morsani (piano, acordeon, sintetizadores, escaleta) e Eduardo Marson (guitarra, baixo, bandolim, piano, banjo, pifo, percussão).
Dia 20 de maio, o Optic Yellow Felt lançou oficialmente seu primeiro disco. O autointitulado “Optic Yellow Felt” foi gravado com muito carinho pelo lendário produtor americano Roy Cicala, que trabalhou com artistas renomados como John Lennon, Madonna, Elvis Presley, Elton John, Sting, Frank Sinatra, Jimi Hendrix, David Bowie, Queen, Aerosmith, Bon Jovi, The Who, dentre inúmeros outros. Tá bom pra você?
Mixado por Mauricio Ruiz e masterizado em Los Angeles por Michael White – uma bela viagem que valeu a pena -, OYF é totalmente autoral, já que todas as 12 faixas do LP foram criadas e arranjadas pelos seis integrantes do grupo. Veja um pouco do processo de gravação:
“Talking n Talking” é uma das músicas mais sentimentais e intensas, ao estilo “she drives me crazy”, porém lenta ao ritmo de folk progressivo de primeira linha, que lembra um pouco de Damien Rice com mais graves. O mesmo se pode falar de “Cup o’ Coffee” com arranjos que lembram algumas das músicas do U2 com seus altos de guitarra de tirar o fôlego misturado à sensualidade do saxofone de Ricardo Pires. Em “Fine Fine” o saxofone volta com tudo junto com o que, em minha opinião, é um dos melhores arranjos de OYF.
Se eu pudesse resumir Optic Yellow Felt – o disco – diria que é um hino ao sentimento e à paixão; uma forma não singular do sentimento que todas as bandas procuram reproduzir em cordas e sopros, mas que poucas conseguem transmitir. Infelizmente, devido à sua peculiaridade, a banda não deve agradar a todos; mas se você gosta de música, MÚSICA MESMO, no melhor do estilo romântico independente, essa será uma dose certeira, que seus ouvidos precisam ouvir!
Para saber mais de Optic Yellow Felt, você pode encontrar algumas músicas para ouvir no Myspace.





