Onde foi parar o verdadeiro videoclipe de “Boyfriend”?
Por Yhury Nukui comentários
Se uma palavra pode resumir minha opinião sobre o videoclipe Justin Bieber para “Boyfriend”, carro-chefe de “Believe”, é decepção. Não que tenha ficado ruim, mas foi alarde demais pra trabalho de menos.
Nas prévias divulgadas, que começaram lá por meados de março, elas evidenciavam o cantor mais maduro, com uma fotografia com cores mais frias e muitas referências – querendo ele ou não, à Justin Timberlake e claramente ao Rei do Pop, Michael Jackson, artista que ele nunca se envergonhou em dizer que é fã. No entanto, muitas dessas prévias, particularmente a que ele mostrou no “The Voice”, foram excluídas da versão oficial divulgada na noite de hoje, 03 de maio.
Elas duram exatos trinta segundos e são substituídas por uma fotografia mais quente com Bieber dirigindo belos modelos de carros, onde se faz questão de exibir o nome do grande responsável pelo material, o Director X, um péssimo hábito em videoclipes que este rapaz dirige. É carinho pra cá, carinho pra lá e você se questiona se está dentro de “Teenage Dream” de Katy Perry.
As cenas do começo e do meio são tão diferentes que nem parecem dirigidas pela mesma pessoa – e realmente não são. Enquanto os primeiros segundos são de Colin Tilley, o resto, conforme anunciado, é de Director X. E por que a mudança? Eu realmente não sei o que houve, mas não trouxe benefício algum. “Não é algo como ‘Justin segue aquela garota até determinado lugar’. É um amontado de cenas incríveis, como uma cena de fogo e gelo”, disse ele à MTV News em março. E onde isso foi parar, e aquela sequência dele se afogando?
“Haviam apenas carros e simplesmente coisas que eles gostam. Carros, garotas, pessoas jovens, diversão, esse tipo de coisa”, disse o Director X, que é figurinha carimbada em vídeos da boyband The Wanted. É nisso que “Boyfriend” pode se resumir.
O videoclipe não é ruim, Justin está maduro. Mas não deixou de ser o Bieber que todos conheceram quando ele explodiu com “Baby”. Esperava algo bem maior e melhor. Fico no aguardo de uma “versão do diretor” de Colin Tilley!





