Musas que não foram: Des’ree

Por Jader Gomes comentários

Des'ree
Foto: Divulgação

DesWHO? Pois é, eu também demorei um pouco pra me situar que a britânica Des’ree é a dona de um hit que que dominou diversos charts na década de 1990 – mas que hoje ninguém mais sabe por onde anda ou até mesmo quem é. Tô mentindo?

E antes que você desista de ler esse texto por eu ainda não ter contado qual música é, chega de suspense. “You Gotta Be” tocou muito em diversos países e dominou listas da Billboard por mais de dois anos. Em 1994, quando foi oficialmente lançada, atingiu o décimo sexto lugar na HOT 100 e, no ano seguinte, subiu para quinto.

Sua estreia aconteceu um pouco antes, com “Feel So High” de 92, que se saiu muito bem para um single debute. Mas a projeção só aconteceu mesmo após o segundo álbum, “I Ain’t Movin’” e a fatídica música que você pode dar o play logo abaixo:


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O vídeo se tornou o mais executado no canal VH1 durante o ano e o álbum vendeu cerca de dois milhões de cópias mundialmente, o que fez Des’ree desembarcar nos Estados Unidos em turnê ao lado de Seal e gravar para a trilha sonora de “Romeo+Juliet”, estrelado por Leonardo DiCaprio.

Mas, o sucesso mundial ficou por aí. A cantora até conseguiu ~~emplacar~~ mais uma única música, “Life”, e em 1998 ganhou um BRIT Awards por ela. Depois disso, deu uma pausa e em 2003 veio seu último material inédito colocado no mercado.

“You gotta be… flop?” Acho que esse não era o desejo dela, mas foi o que veio!

Musas que não foram: Willa Ford

Por André Pacheco comentários

Willa Ford
Divulgação

Quando Britney estourou no final de 98 com o grudento “hit me baby one more time”, uma legião de ninfetinhas platinadas invadiu o pop. Não tem aquele velho ditado “quando a porteira abre, a boiada passa”? Mais ou menos assim. Só que poucas vacas conseguiram se manter no pasto (perdão pelo trocadilho, foi irresistível). Willa Ford foi mais uma das que tentaram e tentaram uma carreira no pop. Não deu, coitada.

Em 2001, Ford lançou o disco “Willa Was Here”, que trouxe a animadinha e grudenta “I Wanna Be Bad”. A faixa fez um sucesso relativo, chegando a 22 na Hot 100 da Billboard. E só!

Talvez se ela tivesse cantado “I Wanna Be Famous”, “I Wanna Be Hit” ou “I Wanna Be Britney Spears” teria tido um pouco mais de sorte, quem sabe? O vídeo tem uma produção bem feitinha, trazendo uma menina que acha que ser mau é ser stripper, entornar todas na balada e comer rosquinhas com os policias que a prenderam por dirigir sensualmente em alta velocidade.


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Antes de debutar com o disco, ela participou, em 2000, de alguns shows de abertura da turnê “Into the Millennium” dos Backstreet Boys – na mesma pegada da musa flopada que abriu essa seção, a Krystal Harris. E tem mais! Antes de usar o nome Willa, ela esteve na trilha de “Pokémon: The First Movie” com “Lullaby” e assinando Mandah (apelido de Amanda, seu nome de batismo). “Willa Was Here” também rendeu um outro single, e ninguém parece que deu bola: “Did Ya’ Understand That” chegou e não tocou, e com razão, a faixa é sofrível.

Ela até chegou a cogitar um segundo disco, mas foi engavetado sem dó nem piedade. O material se chamaria “Sexysexobsessive” – isso porque o primeiro nome pensado foi “Porn Poetry”. Willa participou de alguns programas de tevê, filmes e especiais que nem valem citar – com exceção do trash “The Anna Nicole Smith Story” lançado em DVD em 2009, dois anos depois de finalizado. Ela também posou nua na Playboy e namorou por três anos o ex-BSB Nick Carter. Se Willa realmente quis ser má, eu não sei; mas a carreira, essa sim, fez jus ao título do primeiro single.

Musas que não foram: Luka

Por Jader Gomes comentários

Luka
Capa do disco debute.

Pode ser que você não esteja nem aí para a Luka, mas vai que, ao contrário, a porta do seu quarto ainda esteja aberta esperando que ela volte. Ok, ok. Chega de piadinha sem graça com os hits da cantora, aliás, os dois únicos. Isso mesmo, hoje, pela primeira vez, a nossa musa que não foi, mas que ainda quer ser – já explico isso – é brasileira.

Vamos fazer uma breve viagem pelo tempo e aterrissar em 2003. Sem muito esforço, você vai lembrar de uma moça de cabelos cacheados e avermelhados que entoava em todos os programas de tevê os versos: “tô nem aí, tô nem aí…”, certo?

Então, Luciana Karina era uma cantora e compositora de longa data se lançando no mercado nacional e podemos dizer, sem dúvidas, que foi uma estreia e tanto. A primeira música de trabalho, “Tô nem aí”, do disco debute “Porta aberta”, bem como a música que lhe deu este título, ainda estão na ponta da língua de todos que tínhamos pelo menos uns sete ou oito anos na época.


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Falando por mim mesmo, não faz mais de três meses, ouvi “Porta aberta” tocando em um bar. Resultado: cantei como se o tempo nunca houvesse passado e fiquei pelo menos uma semana com a música na cabeça. Mas também não pude deixar de pensar: “E a Luka, kd?”… Eis que pouco depois surgiram notas na imprensa de que ela foi uma das participantes das audições para o “The Voice Brasil” acontecidas em São Paulo, e com o seguinte discurso: “Eu que já tive alguns sucessos, agora tenho a oportunidade de mostrar um lado B”, disse. Ainda não sabemos se Luka conseguiu a vaga no reality show que estreia este mês na Rede Globo, vamos aguardar.

De qualquer forma, ela lançou mais dois discos além do já citado: “Sem reposta”, de 2006, e “Próximo trem”, de 2009. E gente, como deixar passar despercebido esses títulos e não fazer as seguintes associações – mesmo que ~toscas~: Luka chegou e encontrou todas as portas abertas, mas logo ficou sem reposta e agora espera pelo próximo trem. RISOS!

Musas que não foram: KT Tunstall

Por Jader Gomes comentários

KT Tunstall
Divulgação

A escocesa Kate Victoria Tunstall não teve somente quinze minutos de fama, teve quase todo um filme de uma hora e quarenta e seis para alavancar sua carreira. Seu maior hit, “Suddenly I See”, foi um dos grandes destaques da trilha sonora do famoso “O Diabo Veste Prada” (The Devil Wears Prada, 2006). E olha que as concorrentes eram de peso, somente de Madonna eram duas músicas, “Vogue” e “Jump” e Alanis Morissette com “Crazy”.

“Eye To Telescope” (2004), o álbum debute de KT Tunstall, foi muito bem recebido pela crítica, além de vender muito bem. Só no Reino Unido, foram 73 semanas não consecutivas figurando nas paradas de sucesso e no total quase cinco milhões de cópias vendidas mundialmente.

E “Suddenly I See” não foi o único hit do material, “Black Horse And The Cherry Tree” também foi um estouro em várias listas da Billboard americana – na Hot 100 atingiu o vigésimo lugar e Hot Adult Top 40 Recurrents e Hot Adult Top 40 Tracks, o quarto.


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Mas em 2007, com “Drastic Fantastic”, o sucesso não se repetiu, o fôlego da boa recepção do segundo disco foi curto e o barulho não ultrapassou as fronteiras da Europa. Mesmo assim, podemos citar “Hold On” como o último grito da cantora a ecoar, nem que seja baixo. Há dois anos, chegou ao mercado o terceiro e mais recente álbum da moça, “Tiger Suit”, e me digam o nome de uma música dele que seja lembrada? Cri, cri, cri…

KT Tunstall completou trinta e sete anos no último sábado, dia 23, e o que podemos desejar pra ela: sucesso, apenas!

Musas que não foram: Mandy Moore

Por Jader Gomes comentários

Mandy Moore
Divulgação

Mandy Moore, xará daquela atriz morena?! Não. A mesma. No apagar das luzes da década de 90, aos 15 anos de idade, Mandy Moore lançava seu primeiro disco, “So Real”, que trazia para o mercado mais do pop açucarado e grudento que traduz a época.

Mesmo num cenário onde nomes como Britney Spears e Christina Aguilera despontavam como furacões, a platinada e quase infantil Amanda Leigh Moore, com números e repercussão bem mais modestos, parecia uma grande promessa. “Candy”, sua primeira música de trabalho, chegou ao 41º lugar na Billboard Hot 100 e foi, junto a “I Wanna Be With You” – single de seu segundo álbum, lançado seis meses após o primeiro e 24ª posição na mesma lista – seus maiores sucessos comerciais. Inclusive, ambas integraram a trilha sonora do filme “Sob a Luz da Fama” (2000).

Por falar em filme. Se você ainda não está localizando exatamente que é Mandy Moore (e teve preguiça de usar o Google), vamos voltar ao ano de 2001 e relembrar – novamente aqui no “Musas que não foram” – o “Diário da Princesa”. Se lembra da vilãzinha do colégio da personagem de Anne Hathaway? Sim, a adolescente que canta “Stupid Cupid” naquela sequência da praia. É a própria! Tem ainda “Um Amor Para Recordar”, de 2002, onde viveu a protagonista Jamie Sullivan.


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Mandy lançou mais dois álbuns até 2003, um homônimo e outro somente de covers, que obteve sua melhor colocação na Billboard 200, #14. Depois de uma longa pausa na música, retornou em 2007, com o “Wild Hope”, que acabou passando despercebido pela indústria e o grande público.

Há dois anos, a atriz/cantora quebrou um jejum de seis anos sem que alguma de suas canções figurasse em um chart dos Estados Unidos, “I Could Break Your Heart AnyDay of the Week”, do disco “Amanda Leigh”, alcançou a singela 90ª posição na Pop 100.

No intervalo entre os materiais, Mandy se dedicou a carreira de atriz. Foi a voz da Rapunzel em “Enrolados”, participou de inúmeros filmes e séries como “Grey’s Anatomy”, “How I Met Your Mother” e “Entourage”. E ao que tudo indica, vai ganhar o papel de protagonista na nova comédia da ABC, “US And Them”, que ainda não transmitiu seu episódio piloto.

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