Musas que não foram: Lara Fabian
Por André Pacheco comentários

Na semana passada, conhecemos a italiana Alexia na nossa seção especial “Musas que não foram”. Hoje vamos para a Bélgica, lá do lado da Itália. Estou falando de Lara Fabian, que assim como Alexia, é responsável por transformar as nossas vidas com a sua (única?) música. Não necessariamente transformar para o lado positivo.
Em uma época que a Carolina Dieckmann era apontada como uma atriz promissora e Vera Fischer ainda tinha expressões na face, a faixa “Love By Grace” de Fabian foi um sucesso absoluto no Brasil graças à novela das oito “Laços de Família”. Feito um vírus, a voz da cantora se espalhou pelo país.
Casamento? “I said I didn’t come here to leave yo”. Formatura? “I didn’t come here to lose”. Festa de 15 anos? “I didn’t come here believing I would ever be away from you”. Até em velório deve ter tocado o trecho “I was brought here by the power of love, love by grace”. Um praga, principalmente graças à cena da novela em que a personagem de Carolina raspa o cabelo por causa do tratamento contra a leucemia.
Aperte o play e relembre uma dos momentos mais antológicos da tevê brasileira, com direito a tradução simultânea da moça do “Video Show”:
Lara começou a carreira cedo, aos 21 anos lançou em 1991 o primeiro disco, todo em francês. “Lara Fabian” vendeu relativamente bem no Canadá (150 mil cópias). Mas em 1999 que veio o sucesso global. Também chamado criativamente de “Lara Fabian”, o quarto trabalho da moça vendeu 2,5 milhões de cópias e trouxe, além de “Love By Grace”, a açucara “I Will Love Again” – que chegou ao número 32 na Billboard Hot 100. Foi o primeiro trabalho dela todinho em inglês.
Mas nem só de francês e inglês vive a carreira de Lara Fabian. Ela também já gravou em italiano, espanhol, alemão, português, russo e hebraico. Facilmente poderia mudar o seu nome para Babel Fabian ou Lara Babel.
“Every Woman In Me”, o seu último disco, foi lançado em 2009, e pelo que consta não trouxe nenhuma faixa grudenta que entrou em alguma novela da Globo. O material foi vendido apenas em site oficial e em barraquinhas de sua turnê. “Every Woman In Me” foi todo acústico com as bases em piano.





