Musas que não foram: Dido
Por Jader Gomes comentários

Nascida Florian Cloud de Bounevialle Armstrong, a inglesa Dido levou sua carreira bem por cerca de cinco anos, desde que se tornou hit com a música “Thank You”, em 2001, até o lançamento de seu segundo álbum, “Life For Rent”. Passou muito perto, mas perdeu o fôlego nos quarenta e cinco do segundo tempo. Tanto é que em comparação com as “musas” que já deram o ar da graça aqui na seção, podemos dizer que ela está na lanterninha – o que neste caso, significa algo bom.
O debute da cantora aconteceu em 1999, com o disco “No Angel”, que arrasou comercialmente e até 2011 figurava como o terceiro disco mais vendido no Reino Unido neste século – ficando atrás de “Back To Black”, Amy Winehouse, e “Back To Bedlam, James Blunt.
“Thank You”, seu segundo single, emplacou em todos os continentes, desde a Rússia aos Estados Unidos, onde entrou bem colocada em diversas listas. Na Billboard, foi primeiro lugar na Adult Contemporary, Dance Music/Club Play, Top 40 Adult Recurrents e na Hot 100 ficou com o bronze. Serviu como sample para “Stan”, do Eminem, e Dido participou inclusive de seu videoclipe.
Quando o sucessor de “No Angel” chegou, em 2004, seus números também não decepcionaram. Mas “White Flag”, música de trabalho derivada do material, foi o último grande sucesso de Dido a figurar em charts. Quatro anos mais tarde, o disco “Safe Trip Home” vinha demarcar definitivamente o lugar da cantora como “Musa que não foi”.
Mas de vez em quando, ela ressurge de um possível esquecimento e resolve gritar ao mundo que ainda pode surpreender. Em 2010, liberou o single “Everything To Lose” que foi trilha sonora de “Sex And The City 2”. Em 2011, foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original por “If I Rise” do filme “127 Horas”. No limite entre o sucesso avassalador e a decaída sem muitas explicações, ainda restam esperanças para Dido.





