MPB do dia: dizem que é mulher da vida, mas vale mais que ouro para mim

Por André Pacheco comentários

Filipe Catto
Foto: Divulgação

São duas da manhã, domingo, dia 28 de outubro de 2012. A noite promete! Promete muito código prum frila que tenho que entregar logo mais. “Que tal escutar uma música de leve pra animar o job?”, pensei. Fui à minha estante e peguei um disco de MPB. Escolhi o material de estreia do Filipe Catto.

Coloquei o CD do rapaz pra tocar no notebook. Prefiro escutar diretamente do disco do que em MP3, a qualidade é infinitamente melhor. Ganhei “Fôlego” da Univerasl Music Brasil quando foi lançado no final do ano passado, mas nunca cheguei a escutar o material. Resolvi dar uma chance pra ele hoje. O encarte, que eu tinha foleado na época como bom designer que sou, é lindo – não poderia deixar de dizer.


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Não sei porque motivo, pulei diretamente pra segunda faixa, “Gardênia Branca”. Deve ser por causa do título. Quando a faixa começou, pensei: “legal, um dueto com uma cantora de MPB”. Mas nada da voz de Catto aparecer, só tinha a tal cantora. A música acabou e então me dei conta, essa “tal de cantora da MPB” era o rapaz. A voz de Filipe Catto é aguda, com um certo quê de Ney Matogrosso.

Se valeu escutar? Valeu, e muito. Há muito tempo não me deliciava com uma música surpreendente – não apenas por causa do susto com a voz de Catto (que assina a composição), mas pela letra. “Gardênia Branca” é sobre um affair com uma “mulher da vida”, mas que “não é puta não”. “Essa nega de noite quando deita na cama dorme tranquila, pois não teme a ninguém”, diz uma parte da letra. Vou me inspirar nela, pois tenho um trabalho pra entregar daqui a pouco e também não quero dever nada pra ninguém.

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