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Google adquire a RightFlow

Publicado em Por André Pacheco

Além de aumentar o número de licenciamentos, compra honra promessa da empresa feita às grandes editoras. O Google, enfim, entrou de vez no setor de música.
Vevo
Vevo foi o primeiro passo na reconciliação entre o Google e a indústria fonográfica. Na festa de lançamento, em janeiro de 2010, Mariah Carey (garota propaganda do serviço) e Lady Gaga. Fotos: Reprodução

Via Billboard.Biz – Na noite de ontem, foi feito o anúncio oficial de que a gigante da internet comprou a RightFlow, empresa especializada em gerenciamento de direitos autorais online. O que isso quer dizer? Em primeiro lugar, um aumento no licenciamento para um público muito maior. Em segundo, honra uma promessa do YouTube às grandes editoras de música feita ano passado.

Durante meses, o YouTube e as editoras de música, travaram batalhas legais caras e desgastantes. Era um vídeo com proteção colocado, eram três vídeos com proteção retirados do ar. No fim, o Google e as gigantes da indústria fonográfica chegaram a um acordo, como por exemplo a criação do Vevo e o pagamento de um valor – não divulgado – sobre cada visualização nos canais oficiais.

O Vevo foi lançado em janeiro de 2010, e rapidamente se mostrou uma alternativa viável e lucrativa para as gravadoras e os artistas.


Este vídeo está no YouTube e pode ser removido e/ou impedido de ser exibido a qualquer momento

Mas ficou faltando um ponto na negociação, que será resolvido agora.

A nota oficial não dá muitos detalhes sobre como se dará os processos, mas que haverá impacto, isso não há dúvidas. Patrick Sullivan, CEO da RightFlow, disse no comunicado que a aquisição “beneficiará usuários, artistas, gravadoras, compositores, editores e todo o ecossistema da indústria fonográfica através de um processo de massa no licenciamento de música”.

A RightFlow, fundada em 2007, é um intermediário entre as editoras de música e quem quer comprar direitos. Seria como o ECAD aqui no Brasil, mas sem nenhuma ligação com o governo – nos Estados Unidos, o Estado passa longe dessas relações, apenas legisla e cobra impostos, tudo é feito pela iniciativa privada.

Com a aquisição do Google, o YouTube – também o Google Music, serviço beta de compartilhamento de música disponível apenas nos Estados Unidos – poderá resolver com mais tranquilidade quando uma pessoa subir um cover de sua música preferida, por exemplo. Ao invés de ter a sua versão retirada, o usuário pagaria uma taxa, que não deve ser muito alta, e o valor será distribuído para os detentores dos direitos.