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Femme Fatale, Britney Spears

Femme Fatale

Britney Spears

2011 - Jive

3 estrelas

Publicado em Por Leonardo Cataldo

Britney Spears está novamente nas pistas. Depois do insosso “Circus”, lançamento de 2009, a cantora entrega um trabalho que disputa com “Blackout” – laçado em 2008 em meio a sua pior fase – o título de melhor disco de sua carreira.

Se há pouco tempo o mercado fervia com os pancadões de Timbaland e companhia limitada, o cenário agora é dominado pelo electropop e dance farofa de figuras como Ke$ha e David Guetta. O mais viável para uma artista do estilo de link-britney-spears é apostar na coqueluche do momento e se jogar de cabeça. Neste ponto que “Femme Fatale” acerta em cheio.

Antes de mais nada, é preciso entender que a essência de “Femme Fatale” deve ser creditada à equipe por trás: com profissionais bem escalados, temos um ótimo trabalho. Sob o comando de Max Martin e Dr. Luke, a nova empreitada da eterna Princesa do Pop resulta em um álbum fresco, divertido e, pasmem, coeso.

É a unidade que dá credibilidade ao disco, principalmente por misturar estilos como Pop, R&B, Hip Hop, Eurodance e até Dubstep sem causar estranheza. O que nem vale a pena comentar é a presença do já batido auto-tune e alguns outros recursos usados para suavizar ou destacar a voz da cantora – em um álbum eletrônico, é até normal o emprego de tais efeitos.

A aventura noturna de Britney começa com a dobradinha “Till The World Ends” – assinada por Ke$ha – e “Hold It Against Me”, singles milimetricamente produzidos para bombar nos clubes. “I Wanna Go” tem assobios viciantes e “How I Roll” lembra algumas músicas de “In The Zone”, com um ótimo “minimalismo” eletrônico. A divertida “(Drop Dead) Beautiful” – com participação da desconhecida rapper Sabi – é uma potencial música de trabalho, assim como a repetitiva “Big Fat Bass” – com vocais bem colocados de will.i.am, do Black Eyed Peas. “Gasoline” parece uma faixa perdida da fraquíssima lavra de “Circus”, mas não ofusca a curiosidade em torno de “Criminal”, balada com arranjo de flautas, boa pegada e história curiosa.

No fim das contas, a femme fatale ainda rende um bom caldo e vai fazer você se jogar na pista. E isso é tudo o que se espera de um bom álbum de link-britney-spears.