EMI será vendida e decreta o fim de uma era
Publicado em Por André Pacheco

Via The Guardian – Após amargar anos de vendas baixas e caixa no vermelho, a EMI não aguentou e está próxima a ser vendida para o bilionário russo Len Blavatnik e o seu grupo Warner Music. Fundada em 1931, a Electric And Musical Industries é casa de nomes de peso do pop britânico, como Beatles e Coldplay, e também da australiana Kylie Minogue – que todo mundo pensa ser do Reino Unido. A sua venda é um choque no mercado musical britânico, o país deixa de ter uma multinacional fonográfica.
Há alguns meses, a disputa pela compra da EMI estava acirrada entre a Warner e a Universal Music Group – maior gravadora do mundo em receita e parte do grupo francês Vivendi. A EMI é controlada pelo banco norte-americano Citigroup Inc. desde fevereiro deste ano, quando foi tirada das mãos de Guy Hands e de seu grupo Terra Firma Capital Partners. Hands comprou a EMI em 2007 com capital financiado pelo Citigroup, na época, a dívida do grupo era próxima a dois bilhões de libras.
O Citigroup esperava que a EMI valesse ao menos 4 bilhões, mas devido à crise financeira que se arrasta desde 2008, os bancos estão relutantes em liberar empréstimos para a compra da empresa. Mas antes fosse isso a única causa de impasses para a transação.
De acordo com a Wall Street Journal, os 22 mil aposentados da EMI são um custo de mais de 300 milhões de libras esterlinas, e nem a o Citigroup, nem a Universal Music Group ou a Warner Music querem liquidar esse passivo. Outro problema envolve o governo norte-americano. Mesmo pertencendo a um grupo russo, a Warner Music continua sendo uma empresa norte-americana (o mesmo vale para a Universal Music). Para a fusão ser reconhecida após a compra, um órgão governamental tem que aprovar a transação.





