Habítame Siempre; Thalía

Habítame Siempre

Thalía

Sony Music - 2012

4 estrelas

Por Jader Gomes comentários

Depois de quatro anos desde seu último álbum de estúdio, Thalía volta ao mercado com “Habítame Siempre”. Mas entre “Lunada”, de 2008, e o mais recente, temos o ao vivo “Primera Fila”, onde Thalia se despiu de suas vaidades e foi com a cara limpa, literalmente, gravar o primeiro acústico de sua longa carreira. A influência desse último no atual trabalho é visível no clipe de seu primeiro single, “Manías”, que mostra os bastidores da gravação em um estúdio.

Enquanto Shakira é a latina que foi abraçada com todas as forças pela indústria norte-americana, Thalía, que ensaiou uma entrada em 2003 – com um disco totalmente em inglês e que teve como destaque “I Want You”, vigésima segunda posição na Billboard Hot 100 – não permaneceu no projeto. Mas, em se tratando de cantar em sua língua e raízes, a multifacetada artista é um dos maiores e mais estáveis nomes da música.

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Lotus; Christina Aguilera

Lotus

Christina Aguilera

Sony Music Brasil - 2012

3 estrelas

Por Yhury Nukui comentários

É engraçado o poder que os reality shows ganharam nos últimos anos e tornaram-se salvadores de carreiras, como foi o caso de Jennifer Lopez no “American Idol”. Ou até mesmo um meio de um artista novato se aproximar de um público mais amplo, como Jessie J na versão britânica do “The Voice”. Mas, Christina Aguilera continua sendo uma incógnita pra mim!

Com o baixo rendimento do injustiçado “Bionic”, a repercussão mediana de sua estreia no cinema com “Burlesque”, o divórcio do então marido Jordan Bratman e a prisão sob efeito de álcool com o atual namorado, Xtina foi anunciada como mentora do “The Voice” – formato holandês que tornou-se um fenômeno nos Estados Unidos. Seria essa a salvação da musa? Não ainda! Com o sucesso do programa, que privilegiou muito a carreira de Adam Levine, e fez de Blake Shelton e Cee Lo Green dois cantores do mainstream, Christina não conseguiu o mesmo efeito.

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Unapologetic; Rihanna

Unapologetic

Rihanna

2012 - Universal Music

3 estrelas

Por Jader Gomes comentários

“Unapologetic” não é o tão esperado novo álbum de Rihanna, e sim mais um deles. E não estou dizendo isso por se tratar de um material ruim, pois de fato não é – assim como nenhum de seus outros seis discos. Como sabemos, a cantora funciona como uma máquina, ao mesmo tempo em que não se importa muito com a imagem que vão fazer dela. Talvez, por isso, apesar da enxurrada de trabalho, as polêmicas pessoais e um disco atrás do outro, ela se mantém bem por não ter se tornado um pastiche de si mesma, como é comum na mega indústria do pop.

Rihanna pode ser tudo, mas o que não podemos negar é que ela não faz tipo, ela se banca, se assume e goste quem gostar. E sem apelar para a arrogância. Dessa forma, sem arrependimentos – que é a tradução do título do álbum – ela dá a cara a tapa. E, mesmo que às vezes soe como desnecessário e que sim, ela deveria digerir/curtir melhor os seus lançamentos – ou nos dar tempo para isso – não irei crucifica-la exatamente por tudo o que disse acima.

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Real Fantasia; Ivete Sangalo

Real Fantasia

Ivete Sangalo

Universal Music - 2012

4 estrelas

Por Yhury Nukui comentários

Ivete Sangalo é uma artista dos palcos, uma verdadeira performer e ninguém pode negar. Depois do sucesso explosivo do registro audiovisual no Maracanã, a baiana pensou mais alto e gravou um novo material, também ao vivo, no grandioso Madison Square Garden – estádio americano que já recebeu centenas de estrelas da música.

O show foi tão bem recebido pela imprensa americana, que eles chegaram a comparar sua presença de palco com artistas do calibre de Beyoncé, Madonna e Shakira. Mas, porque seria diferente com a nossa espontânea e sempre divertida Veveta? E mais uma vez ela nos surpreende com o lançamento de “Real Fantasia”, seu primeiro disco de inéditas desde o delicioso “As Super Novas”, de 2005.

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Butterfly; Mariah Carey

Butterfly

Mariah Carey

1997 - Sony Music

4 estrelas

Por André Pacheco comentários

Lançado em 1997, “Butterfly” apresentou ao público uma, por assim dizer, nova Mariah Carey. Após dois discos bem-sucedidos e elogiados, e uma carreira de, até então, sete anos seguindo a linha de melodias românticas, ela surgia com uma musicalidade mais pulsante e menos adulta. Era a virada, pessoal e profissional.

Carey já vinha apresentando mudanças significativas na maneira de produzir, compor e cantar – como na faixa “Fantasy”, de 1995. Mas em “Butterfly”, a transformação foi brusca. Tudo foi diferente, e como a história não deixa mentir, passou a ser para ela e também para a leva de divas glicosadas que vieram depois. Beyoncé, Jennifer Lopez, Christina Aguilera e tantas outras pegaram carona no voo de “Butterfly”.

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