Te cuida, Lady Gaga. Foto: DivulgaçãoDiscos e singles com preços muitos baixos não entrarão na lista. Mudanças, para coibir excesso de recordes, entram em vigor na próxima semana.
Pronto, agora quero ver essa galerinha chegando ao primeiro lugar da Billboard com álbuns (por download) por menos de um dólar, ou lançando tantas e tantas versões de luxo pouco tempo depois da original. Basicamente, agora a Billboard vai se fazer de cega quando os artistas e gravadoras baixarem muito os preços dos lançamentos.
“Nossas listas se destinam a indicar as tendências dos consumidores”, explica Bill Werde, chefe de redação da revista, ao justificar o porquê da decisão. “Quando você opta em não contar álbuns de centavos, o único ponto é mostrar que deve haver um limite”, finaliza. Outro ponto, é limitar os excessos de recordes sendo quebrados.
A partir do próximo dia 21, qualquer disco abaixo de US$3,49 – e canções por menos de US$0,39 – não entrarão na contagem para nenhuma lista da Billboard. Os valores são baseados em até 50% de desconto no preço médio de um lançamento digital. Mas claro, há uma margem de tempo. Os álbuns não podem ter menos de quatro semanas, enquanto as faixas, doze. Passou o tempo, pode colocar até de graça que vale.
E a Billboard se protege de possíveis “jeitinhos”. Se o preço do produto em uma loja for abaixo do teto mínimo durante algumas horas, por exemplo, qualquer venda realizada naquele dia e naquela loja, será anulada na contagem de pontos. Ou seja, o que Lady Gaga fez no dia do lançamento de “Born This Way”, colocado o álbum a US$0,99 na Amazon, não contaria nenhuma ponto para ela na Billboard.
Sobre as deluxes, qualquer conteúdo extra superior a nove faixas, será considerado um outro lançamento. Por exemplo, se a versão especial dum hipotético álbum “Vestiário” tiver 10 faixas bônus, a Billboard o contará como um novo disco, tipo “Vestiário Dois”, e diminuindo os pontos do lançamento em suas listas. Essa nova regra só se aplica às versões digitais, para as físicas, nada muda.
Jornalista por formação e webdesigner com mais de meia década de experiência. Ama Pop, mas também não consegue ficar sem Samba.