Believe; Justin Bieber

Believe

Justin Bieber

Universal Music - 2012

3 estrelas

Por Yhury Nukui comentários

A expectativa em torno do terceiro disco de Justin Bieber é enorme desde que o projeto foi anunciado – já que com o álbum natalino, “Under The Mistletoe”, não havia como imaginar a sonoridade que o cantor seguiria depois do sucesso explosivo do disco debute “My Worlds”. Hoje, 19 de junho, o disco foi finalmente lançado no Brasil e Estados Unidos.

“Believe” é uma grata surpresa, tanto para os fãs quanto para aqueles que torciam o nariz para Bieber. O disco abre com a forte “All Around The World”, com participação do rapper Ludacris, que também contribuiu para o primeiro grande hit de Justin, “Baby”. O dubstep é bem usado, fazendo da música uma das melhores do material.

“Boyfriend” vem em seguida e como sabemos, traz uma sonoridade similar a de Justin Timberlake. Ao contrário de muitos cantores que nem sempre escolhem uma faixa que represente bem um álbum como primeiro single, a equipe de Bieber soube fazer isso com maestria. É uma música que transmite bem o desejo do cantor em se renovar como artista e atingir um público mais maduro.


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“As Long As You Love Me” tem nome de música dos Backstreet Boys mas sua sonoridade não lembra a boyband que marcou as paradas de sucesso dos anos 90. A parceria com o rapper Big Sean é indiferente na faixa, Bieber conseguiria conduzí-la muito bem sozinho. “Take You” vem em seguida e é divertida, somente isso.

A terceira participação especial do disco é do também canadense Drake. Mesmo que Justin cante boa parte da faixa, os versos do rapper acabam roubando toda a atenção. “Right Here” soa como uma canção descartada de “Take Care”, disco de Drake lançado em novembro de 2011, que Bieber tomou para si apenas para ter uma participação do rapper no disco. É de muito potencial para as rádios urban, mas não seria uma escolha certeira como single.

“Catching Feelings” abre as portas para uma série de baladas que começam a dominar o álbum. Com claras influências ao Rei do Pop, Michael Jackson, ídolo que Justin nunca escondeu admiração, o início lembra “One Less Lonely Girl”, single do disco debute de Bieber. “Fall” vem em seguida e pode render bons frutos se escolhida como uma das músicas de trabalho.


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“Die In Your Arms” lembra as músicas dos Jackson 5 e tem até “We’ve Got a Good Thing Going”, de MJ, como sample. É agradável, mas não traz nenhum aspecto inovador ao álbum. “Thought Of You” vem em seguida e é um dos pontos altos de “Believe”, começa lenta e evolui de maneira inexplicável, uma das cinco melhores do disco.

Junte Max Martin, Nicki Minaj e o queridinho de Lady Gaga, Anton Zaslavski (DJ Zedd), e o resultado não será nada menos que um hit. “Beauty And A Beat” tem potencial para single e a participação de Minaj traz toda uma irreverência que só ela tem. Quem, se não Nicki, para brincar com a namorada de Bieber, Selena Gomez? “Justin Bieber, you know I’m gonna hit them with the ether […] But I gotta keep an eye out for Selena”.

“One Love” é a próxima e é uma midtempo deliciosa. Próximo do final, as duas últimas faixas, “Be Alright” e “Believe”, trazem um aspecto mais leve ao álbum, com destaque para esta última, dedicada as maiores admiradoras do cantor: as beliebers. Nela, Justin agradece por elas acreditarem nele.


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Para a edição deluxe, Justin escolheu três faixas: “Out Of Town Girl”, onde arrisca-se no rap, “She Don’t Like The Lights” e “Maria”, que retrata a polêmica de Mariah Yeater, que alegou ter tido um filho com o cantor.

Descrita como a “Billie Jean” de sua carreira, a canção é a melhor entre as três e de enorme destaque no disco como um todo – talvez por ser a mais próxima da vida do astro, já que todos os fatos foram expostos a mídia nos últimos meses. Um dos grandes trunfos do álbum e que deveria ter entrado na edição simples.

“Believe” mostra um Justin Bieber mais maduro e seguro de si com claras referências aos já mencionados Michael Jackson e Justin Timberlake. A sonoridade também lembra o que foi visto em “Fastlife”, de Joe Jonas. Mesmo que as composições deixem a desejar na maioria das faixas, o amadurecimento pessoal e profissional de Bieber sobrepõe-se a isso, cumprindo com louvor o que se propôs com o álbum.

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