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Adele é a garota da indústria

Publicado em Por André Pacheco

Cantora foi a responsável por 2% das vendas de álbuns nos Estados Unidos em 2011, que pela primeira vez, desde 2004, cresceu em relação ao ano anterior.
Adele Infográfico
Arte: André Pacheco

No início deste mês, a Nielsen divulgou o relatório do desempenho da indústria fonográfica nos Estados Unidos em 2011. Para surpresa de muitos, o setor apresentou um crescimento significativo de 6,9%. A soma de todos os álbuns, faixas e vídeos vendidos em 2011, em qualquer formato, foi de 1,6 bilhões.

Só a venda de álbuns, que desde 2004 perdia fôlego, apresentou um crescimento de 1,6%. Foram 330,6 milhões unidades – físicas e digitais – vendidas. As vendas foram impulsionadas, principalmente, pela redução nos preços, lançamentos especiais e a volta do vinil (que cresceu 36,3% e fechou o ano com 3,9 milhões de cópias).

O maior destaque foi da britânica Adele, responsável por 2% de todos os álbuns vendidos em território norte-americano. E quem agradeceu foi a sua gravadora, a Sony Music. Na participação do mercado em vendas de álbuns (lançamentos ou de catálogo), a empresa abocanhou 29,29% do mercado, diminuindo a distância da líder Universal Music – que em 2010 deteve 30,84% e fechou 2011 com 29,85%. Na venda de discos físicos – que engloba CDs, LPs e cassetes – a Sony é a líder com 31,08% – “21” foi comprado mais de 4 milhões de vezes. Pela primeira vez desde 2004, um disco vendeu mais de 5 milhões de cópias ao longo de um ano.

“Rolling In The Deep” e “Someone Like You” venderam juntas 9,5 milhões de cópias digitais – ao todo, Adele foi baixada legalmente 14,3 milhões de vezes, ficando atrás apenas de Katy Perry, com 15,2 milhões. O relatório da Nielsen foi encomendado pela Billboard e contou o período de 03 de janeiro de 2011 a 03 de janeiro de 2012, totalizando 52 semanas.