A música e as suas drogas
Publicado em Por Wesley Muniz
Não se iluda com o título desta matéria, não vamos falar sobre nenhum tipo de música ruim. Você, com certeza, já ouviu falar de algum cantor ou compositor que caiu nas garras de alguma droga ilícita, seja ela qual for. A mídia sempre mostra o lado lastimável que estes entorpecentes influenciam em suas vidas. Muitos casos chegaram ao extremo, temos talvez como um dos maiores ícone perdidos, Kurt Cobain, vítima de si mesmo em 1994 e mais recentemente Amy Winehouse.
Não é questão de estar fazendo apologia às drogas, muito pelo contrário. Mas também não vou levantar bandeira alguma. Quero mesmo é falar sobre como as drogas modificaram a vida desses músicos, pela visão de um fã. Para começar essa lista, vou falar de quem, talvez, seja o maior representante destes.
Pete Doherty
O compositor, e ex-vocalista do The Libertines, ficou muito famoso ainda em 2005 pelo relacionamento com a modelo Kate Moss. Mas a relação foi apenas um dos assuntos que norteavam a imagem dos dois. Talvez até mesmo um coadjuvante. O mote principal em tudo isso foi a polêmica envolvendo as drogas.

Pete tinha uma carreira promissora e já era considerado um dos melhores compositores de seu tempo. Mesmo depois do sucesso do primeiro álbum da banda “Up The Bracket”, com ótimas críticas, o descontrole foi total. O músico que já tinha um histórico anterior com as drogas acabou tendo sua imagem sempre envolvida com escândalos, reabilitações, escândalos e até mesmo dois meses preso.
Demitido do The Libertines, montou a Babyshambles, que também não perdurou muito. Novamente sozinho, Pete lançou o seu primeiro álbum solo, “Grace/Wastelands”, que obteve grandes críticas positivas, e o single “Last O The English Roses” merece destaque.
Mesmo estando sempre no mundo da arte, parece que Pete nunca abandonou as drogas.
Aaron Carter
Também conhecido como o irmão mais novo do Nick Carter, o loirinho dos Backstreet Boys. Tudo bem que o jovem nasceu em berço de músicos, e quase todos os irmãos trabalham com arte, mas o então adolescente preferiu seguir os passos de Nick e se tornou um ídolo pop ainda aos 12 anos, sem tempo algum de pegar seus brinquedos e ser criança.

Com o primeiro álbum “Aaron’s Party (Come Get It)” tirado do forno em 2001, rendendo milhares de cópias vendidas, o jovem acabou se tornando centro das atenções.
Repetindo a mesma história, Aaron acabou se envolvendo em alguns escândalos, sendo o maior deles em 2008, quando foi preso por posse de maconha. Como toda celebridade, como forma de se redimir, foi para a rehab, onde, aparentemente, abandonou esse mundo. Recentemente, ele revelou que Michael Jackson havia lhe fornecido drogas ainda na adolescência.
“Michael me deu vinho. Quero dizer, eu poderia ter recusado, mas tinha 15 anos. Drogas? Ele me deu cocaína. Me sentia estranho sobre isso e outras coisas”, revelou. Bafão!
Boy George
Boy George por si só é um dos membros mais polêmicos da cultura pop. Com seu jeito excêntrico, o famoso astro da década de 80 parece ter sido apagado. Mas qual será o motivo? Relembrando um pouco sua carreira, desde que estourou ainda no Culture Clube, glorificando o nome da new wave ainda em 1982, já se viu em escândalos pouco tempo após seu estouro, em 1986, quando foi pego por policiais sob posse de maconha.

O próprio Culture Club acabou devido os problemas com drogas que George enfrentava. Para sermos ainda mais polêmicos, o tecladista do Culture Club morreu de overdose, na casa de Boy George. Caindo na rehab, como método de apagar seu passado, parece que não foi o bastante.
Apesar de aparentemente reabilitado, George só alcançou o sucesso novamente em 1992 em “The Crying Game”, produzido pelo Pet Shop Boys, música integrante da trilha sonora do filme “Traídos Pelo Desejo”, de Neil Jordan. O estranho astro no new age se viu novamente em escândalos envolvendo as drogas já em 2006, quando policiais encontraram cocaína em sua casa. Dessa vez, em vez de ser preso, ficou prestando serviços comunitários, limpando ruas.
Whitney Houston
A viva do R&B foi a maior estrela do gênero antes de Beyoncé, ainda nas décadas de 1980 e 1990. É a cantora com maior número de prêmios pelo Guiness Book, com cerca de 450 conquistados, dentre eles dois Emmys, seis prêmios Grammy, 30 Billboard Music Awards, 22 American Music Awards. Ufa!

Whitney tem em seu sangue a música, e maior inspiração a madrinha Aretha Franklin. Não tinha como ter melhores companhias, certo? Errado. Tendo conquistado também o título de cantora mais jovem a bater 25 milhões de cópias vendidas em um único disco, ela se viu envolta por todo tipo de gente, dentre eles até mesmo o astro Kevin Costner. Mas como a fama foi grande, seus problemas tomaram as mesmas proporções. Já viciada em cocaína, de repente seus discos não vendiam mais. Aquela linda voz que podia docemente ser escutada com o single “I Will Always Love You”, trilha sonora do filme “O Guarda-Costas” (1992) não era mais tão reconhecida.
Entre os anos de 2001 e 2005, Whitney Houston teve sua pior fase, onde foi fotografada em condições precárias em sua mansão não pior. A salvação veio tarde, mais ainda em tempo de nada pior acontecer. Com a ajuda de amigos ela anunciava em 2008, depois de algumas rehabs, o início de gravações de seu sétimo álbum de inéditas, que seria lançado em 2009, chamado “I Look to You”. Esse foi o marco do retorno da Diva, com o sucesso, parece que finalmente ela pode estar feliz em ter dado a volta por cima.
Entre quedas e retornos. Muitos voltam iguais, outros talvez nunca terão seu brilho. Mas nada é melhor do que voltar





