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Eu Pop

4; Beyoncé

4

Beyoncé

2011 - Sony Music

1 estrela

Publicado em Por André Pacheco

Toda cantora veterana enfrenta um fracasso. É normal, e até certo ponto, pode ser saudável para a sua carreira. Ou a faz descer do trono, como foi o caso de Christina Aguilera em “Bionic”. Ou a faz dar uma guinada posterior, como foi o caso de Mariah Carey em “Glitter”. Ou a faz criar vergonha na cara e produzir um disco (comercialmente) decente, como foi o caso de Madonna em “American Life”.

Para Beyoncé e a sua mais nova cria, as três justificativas acima se fazem plausíveis. Um fracasso a deixará mais humilde e menos funesta. Porém, ao contrário dos trabalhos fracassados de Aguilera, Carey e Madonna, “4” é realmente péssimo. Uma palavra, mesmo sendo bem grotesca, para defini-lo? Lixo.

Em suma, ela quis inovar. Coitada, o tiro saiu pela culatra. Ela deveria deixar inovações pra quem tem cacife e know how, e se contentar em ser uma artista medíocre – exceto quando sobe ao palco, pois não há como negar que ela até beira em ser é uma boa performer. A voz, se mal usada – como na maioria de suas canções – irrita facilmente qualquer pessoa com o mínimo de bom gosto.

O single de abertura, “Run The World (Girls)”, não deixa dúvidas do tanto que “4” está fadado à galeria da inglória. Faixa totalmente sampleada, se deu mal nos charts – o que realmente importa para uma artista pop como Beyoncé. As românticas “1 + 1” e “Best Thing I Never Had” são frustradas tentativas de tentar resgatar o seu passado glorioso em baladas com sustância. “Party”, ao contrário do título, é entediante.

Talvez haja uma injustiça com Beyoncé nas pesadas críticas a “4”. Talvez, bem talvez, não seja um disco tão enfadonho. Num emaranhado de sons, onde se tem de tudo, menos clássicos instantâneos como “Crazy In Love” e “Single Ladies”, é complicado não ser pessimista. Se um dia “4” se tornará uma referência para o pop, só o tempo poderá dizer. Por enquanto, temos uma pausa no domínio mundial de Beyoncé.

Aviso: Retratação

Creio que eu não tenha nenhuma obrigação de justificar a minha opinião. Mas, neste caso, acho que se faz necessário. E eu também não vou apagar esta resenha, fica “mais feio” do que deixar.

Eu não mudei a minha opinião sobre este disco. Afinal, tenho total direito de não gostar dele. Também tenho total direito de não gostar da Beyoncé. E tenho a liberdade para escrever sobre, e de forma parcial. Pois é uma resenha, e pra quem não sabe, é um texto opinativo.

Porém, a minha crítica foi infeliz e mal estruturada. Não fui um bom profissional. O texto, de fato, ficou vazio e com o uso de palavras “desnecessárias” e que não condizem com o manual de estilo deste site. Muitos comentários aqui – os que eu deixei passar, porque a minha mãe não tem nada a ver com isso, né? – de alguns amigos e colegas de profissão, foram coerentes neste ponto.