O que esperar da final da segunda temporada do “The Voice”?
Por Yhury Nukui comentários

Se na primeira temporada o “The Voice” era visto como algo inédito e com chances ou não de dar certo, na segunda edição ele deslanchou e firmou-se como um grande reality show para calouros. A segunda temporada resumiu-se em uma estreia arrasadora, uma edição bem feita e menos massante, participantes muito melhores e todos os mentores se desafiando com cantores extremamente distintos em seus times.
Na noite de terça-feira, 01 de maio, Adam Levine, Christina Aguilera, Cee Lo Green e Blake Shelton precisaram escolher – com a ajuda do público – um participante de cada time para representá-los na grande final, com base nas apresentações feitas no dia anterior.
Adam Levine, que teve um de seus participantes como vencedor na primeira temporada, repetiu o feito de 2011 e conseguiu um time com cantores de muito bom gosto, onde destacaram-se Pip, Tony Lucca e Katrina Parker. Estes dois últimos foram os finalistas do líder do Maroon 5, que optou por dar uma forcinha ao rapaz dando mais pontos à ele, alegando que sentia uma conexão maior. Particularmente, não acreditava que Tony e Katrina fossem tão longe no programa, mas ao longo das semanas fui criando laços e passei a admirá-los.
Tony Lucca trabalhou com Christina Aguilera no extinto Clube do Mickey e sua audição, com a musa não o reconhecendo, garantiu um bom momento. Ele já começou o programa em grande estilo e com um passo a frente dos demais. Quando ele apresentou “…Baby One More Time”, single da também ex-Clube do Mickey Britney Spears, caiu no gosto do público. Ter entrado no top vinte do iTunes está aí pra provar.
Katrina me encantou com sua voz emocionante e as excelentes escolhas musicais – alguém lembra do quão lindo foi a apresentação de “Jar Of Hearts”? – ao longo do programa deveriam ter feito com que ela chegasse a final. O que a América também concorda, já que a diferença entre os dois foi de míseros dezesseis pontos. Se Adam não tivesse dado vantagem ao Tony, ela seria a representante do cantor na final, o que causou uma completa revolta nos telespectadores. No vídeo da decisão no canal oficial do programa no Youtube, mais de seiscentas pessoas demonstraram não terem gostado, contra pouco mais de cem que apoiaram a decisão de Levine.
Christina Aguilera promoveu uma festa. Foram cantores de todos os gêneros, o que me fazia acreditar que o vencedor poderia sair do seu time. Até que os programas ao vivo chegaram e meu interesse por seus participantes foram caindo. Faltou humildade em alguns, como Jesse Campbell, que cantava extremamente bem, mas se sentia o centro do universo. De seu time destacam-se os dois semi-finalistas Lindsey Pavao e Chris Mann.
Chris Mann surpreendeu na audição cantando ópera e não se pode negar que é o que ele faz de melhor. O que faltou em Jesse, sobrou em Chris. Ele se mostrou grato ao trabalho de Xtina durante todos os episódios, o que é louvável nos dias de hoje com a falta de humildade na indústria. Mas Lindsey mostrou ter um “quê” a mais e, assim como Katrina, teria sido minha escolha pelo conjunto que apresentou durante toda a temporada. No entanto, Aguilera optou por não dar vantagem a nenhum dos dois e a decisão coube aos telespectadores, que optaram pelo rapaz.
O excêntrico Cee Lo Green também formou um time muito diversificado, onde destacaram-se Erin Martin, James Massone, Juliet Simms e Jamar Rogers, dos quais os dois últimos foram os semi-finalistas. Em sua audição, Jamar optou por cantar “Seven Nation Army”, canção de enorme sucesso do White Stripes, e até admitiu que Cee Lo era a razão por ele estar ali – e apenas o cantor havia virado sua cadeira para o rapaz. Jamar Rogers é um exemplo de superação, está sóbrio há mais de seis anos, mas precisa viver com o HIV, adquirido com o uso das drogas.
Juliet Simms é um caso a parte. Seu talento é inexplicável e o conjunto da obra apresentado durante toda a temporada é louvável. No entanto, a escolha em favorecer a caloura na noite de ontem deixou a plateia boquiaberta. Eu não gostaria de ter estado na pele de Cee Lo, mas acredito que a decisão foi sábia, mesmo que eu tenha gostado de Jamar durante todo o programa.
Agora, Blake Shelton leva o prêmio de loser do “The Voice” com louvor e honrarias. Ele já começou de maneira terrível quando optou por ficar com Charlotte Sometimes ao invés da talentosa Lex Land durante as batalhas. A dupla cantou “Pumped Up Kicks” e a versatilidade de Lex era extremamente notável. Poderia muito estar nas finais. Charlotte foi tão descartável que foi eliminada na primeira semana das apresentações ao vivo.
Se isso já não fosse o bastante, Blake eliminou RaeLynn, uma de suas candidatas mais promissoras, nas quartas de final. No entanto, a garota tornou-se queridinha de Miranda Lambert, mulher de Blake, que o ajudou na fase das batalhas como conselheira, se apresentando com ela durante o Stagecoach Country Music Festival, no último sábado, dia 28 de abril. Quem sabe rola uma parceria em um futuro material de Miranda?
Entre os destaques que Shelton não deixou escapar estão Jermaine Paul e Erin Willett, justamente os dois que estavam na semi-final. Enquanto Erin era apenas uma caloura, Jermaine já trabalhou como backing vocal de Alicia Keys, ou seja, experiência é o que não falta – tanto é que o rapaz foi escolhido e representará Blake na final. Uma decisão muito bem tomada por sinal.
Enfim, todos eles tem grandes de levar o grande prêmio, mas vou aguardar as apresentações da próxima segunda-feira, 07 de maio, antes de qualquer veredicto.





