Nostalgia, inspiração e “The O.C.”
Por Lucas Calore comentários

Sou suspeito DEMAIS para falar de “The O.C.”, que sem dúvida alguma é a melhor série da geração. Quantos domingos que acordei cedo para ver a versão dublada nas manhãs do SBT? Muitos. A série conseguiu mexer com minha vida, e mexe até hoje, de tal maneira que sempre estou vendo de novo. Não que eu fique triste com muita frequência – já que quando estou triste ou mais reflexivo, sempre me bate aquela vontade de assistir algo que “combine” com esse momento – mas também vejo pelo simples fato de ter saudades.
Tudo se passa no universo de Condado de Orange County – daí “O.C.” – em Newport Beach, Califórnia. Apesar da riqueza e do luxo, todos têm conflitos e guardam segredos que sempre acabam revelados. Criada por Josh Schwartz, a série foi produzida pela Warner e estreou em 2003. Teve quatro temporadas, durando até 2007. Os dramas vividos pelo misterioso Ryan, pela problemática Marissa, pelo nerd Seth e pela fofa Summer mexem com a gente. O clima de festas, praias, baladas e muita, muita diversão é inspirador. Porém, o drama é profundo e, ficamos tão envolvidos, que mergulhamos em suas histórias.
Kirsten (Kelly Rohan) e Sandy Cohen (Peter Gallagher), pais de Seth, são o casal perfeito. Julie (Melinda Clarkle) e Jimmy Cooper (Tate Donovan), pais da Marissa, são o oposto e sempre se envolvem em polêmicas. Além do multimilionário Caleb Nichol (Alan Dale), pai superprotetor de Kirsten. Mas tudo começa quando Ryan chega a esse universo, sendo “adotado” por Sandy, advogado criminal.

O jovem misterioso, mas de coração bom, faz com que todos se choquem. Ele conhece Marissa – “Quem é você? – Quem você quiser que eu seja?” – e o amor que ali nasce é o gancho de todo o enredo. Conforme as coisas vão acontecendo, Ryan percebe que a vida nesse “paraíso” não é tão perfeita, e às vezes, não muito diferente do lugar onde cresceu. Seth, o garoto apaixonado por quadrinhos, e também pela fofa – antes periguete – Summer, dá o tom de humor à história – “Eu não consigo dizer eu te amo para outro homem, mas eu também tenho um grande afeto por você, pai!”. Ela reluta para deixar-se ser conquistada pelo jovem judeu, mas o namoro de idas e vindas dos dois tem um encanto todo especial.
Fora tantos outros personagens que foram essenciais para as histórias. Anna Stern (Samaire Armstrong), que disputava o Seth com a Summer, Kaitlin Cooper (Willa Roland), irmã safada e mimada da Marissa, Trey Atwood (Logan Marshall-Green), irmão cafajeste do Ryan, Taylor Townsend (Autumn Reeser), a que “substitui” Marissa, Luke Ward (Chris Carmack), o primeiro (e infiel) namorado de Marissa, Alex (Olivia Wilde) a rolinho do Seth que depois vira caso lésbico da Marissa (foi chocante), enfim. O colégio, a turma toda, os bailes, o clima nostálgico em todos os episódios.
Uma das coisas mais marcantes da série é a trilha sonora, que rendeu seis álbuns. Bandas alternativas, covers de famosas músicas e sucessos da época deram o tom essencial às histórias. Impossível ser diferente. As cenas não seriam iguais se as músicas não fossem àquelas.
A série foi um verdadeiro fenômeno. Mas chegou uma hora em que tudo explodiu, literalmente. Na terceira temporada, a trama tem uma reviravolta e um acontecimento chocante, o acidente e morte de Marissa. Ninguém, até hoje, sabe o real motivo. Especula-se que ela causava muito nos bastidores, mas a justificativa foi de que Mischa queria se dedicar ao cinema. Sim, estou chorando ao escrever. Mas não fiquem preocupados, eu gosto de ficar assim. Quietinho, vendo “The O.C.” e seus momentos e conflitos que tanto me identifico. Outro dia faço um novo post, contando as melhores coisas que vi e ainda vejo na série.





