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“Glee” perdeu a pureza?

Publicado em Por Edgar Ignácio

Glee
Imagem: Reprodução

Que pureza? É o que me pergunto diante das diversas críticas a respeito do quinto episódio da atual temporada da série, exibido nesta semana. “Glee” sempre abordou assuntos sexuais, mas de forma tranquila e muitas vezes nas entrelinhas – até mesmo na polêmica performance de “Like A Virgin” na primeira temporada.

Porém, em “The First Time”, o assunto veio a tona de forma mais direta, e tratando um ponto ainda tabu sobre o sexo: a perda da virgindade.

No episódio, Rachel (Lea Michelle) finalmente entrega o “pote de ouro” para seu o seu amado Finn (Cory Monteith). Mas o ápice foi quando o mesmo aconteceu com o casal Blaine (Darren Criss) e Kurt (Chris Colfer) – como anunciamos aqui. E como consequência, um bombardeio de críticas negativas, a maioria pela mídia e pelo público ainda conservador.

Mas em resposta, Ryan Murphy, o criador, se manifestou: “todo mundo vê casais formados por homens e mulheres perdendo a virgindade, mas ninguém nunca encaixou histórias gays com heterossexuais e deram a elas o mesmo peso. O que pareceu ser uma escolha interessante e nova”, defendeu o seu produto.

O grande fato é que, como já falado, “Glee” sempre tratou sobre sexualidade e universo gay, mesmo sendo de maneira cautelosa ou até em alguns momentos bastante caricata. Certamente, a “opinião pública” não estava pronta pra ver a homossexualidade sendo levada a sério, tradada de forma equiparada e não marginalizada – como é o padrão que o público muitas vezes já está esperando.

O que fica desta história toda? Ponto positivo para “Glee”.