As garotas Gilmore

Por Rayza Fontes comentários

Gilmore Girls
Foto: Reprodução

Sabe a cidadezinha simpática aí da foto? É Stars Hollow. Um lugar quase mágico, onde todos são amigos, tudo vira festa (e como são lindas as festas) e as garotas Gilmore aprontam horrores. Confesso, a cada episódio ficava com vontade de morar lá.

Acho que é o único lugar do mundo em que é possível encontrar mais restaurantes do que habitantes. Tem comida chinesa, tailandesa, indiana, italiana, panqueca e os lanches maravilhosos do Luke. Aliás, a água de Stars Hollow também deve ser mágica, porque Rory (Alexis Bledel) e Lorelai (Lauren Graham) passam no mínimo 30% de todos os episódios comendo, tomam mais café que universitário em fim de período e ninguém engorda!

Gilmore Girls
Foto: Reprodução

Mas chega de falar de todas as coisas legais da cidade como a lojinha de maquiagens, o mercadinho, o galpão de dança/teatro/qualquer manifestação cultural da Miss Paty, a pousada, o cinema, o Luke’s e o prefeito que é tão onipresente que mais parece um lugar do que uma pessoa… Vamos as mocinhas que dão nome à série: Lorelai e Lorelai, as garotas Gilmore.

Acho incrível isso de mãe e filha terem o mesmo nome, apesar de todo mundo chamar a mais nova de Rory. Quando a série passou na tv aberta – leia-se SBT- aqui no Brasil o nome foi traduzido para “Tal Mãe, Tal Filha”. Mas em vista de outras traduções, essa nem ficou tão ruim, porque elas são mesmo a cara uma da outra!

Se eu acabei virando uma seriadora e acompanhando uma série ou outra, devo a essas duas aí. Não comecei a ver do primeiro episódio da primeira temporada nem assisti tudo de uma vez, pra falar a verdade só vi tudo na íntegra e até o último minuto do último episódio em agosto desse ano. E até hoje, mesmo depois de uns bons cinco anos desde uma tarde trocando de canal e passando pela Warner, posso dizer com todo segurança que é a minha série favorita e que deixou muuuita saudade.

As brigas entre Lorelai e os pais, Richard e Emily, as brigas de Rory e Paris, a colega de sala e depois de apartamento, mais chata da história do mundo. Os muitos namoricos divertidíssimos e até meio dramáticos das duas. A amizade linda de Rory e Lane, Sookie e Lorelai.

Gilmore Girls
Foto: Reprodução

Acho que o mais legal foi descobrir que existia outra pessoa no mundo que sempre dava um toque especial nas roupas e não era a minha mãe, que alguém mais levava sempre um livro na bolsa e fazia uma escala com horário para lê-los e não era eu. No fim das contas algumas séries tem mais de identificação do que de qualidade mesmo, mas se alguém tem dúvida, eu garanto que não é esse o caso. “Gilmore Girls”, além de uma trilha sonora fofa, nunca apelou para o dramalhão. Acabou no tempo certo, deixando os fãs com saudade e não com aquela sensação de “já deu o que tinha que dar”.

É impossível falar de todos os personagens, mesmo que elas nem sejam tantos e não tenham mudado muito ao longo das sete temporadas. O Michel, um francês ranheta que trabalha com Lorelai e Sookie sempre me fez rir muito, mas pensando bem, o Kirk, um maluco-faz-tudo é quase imbatível no quesito risadas. Tem também a sul-coreana Dona Kim, mãe da Lane e metodista mais radical do céu e da terra. Ai, a grande verdade é que todo mundo sabe ser muito engraçado naquele lugar.


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Para deixar quem gostava com aquele apertinho, um video da despedida mais triste e menos apelativa que já vi. Se você leu o artigo, mas ainda não viu, espero ter dado muitos motivos para começar agora mesmo.

Artigo originalmente escrito em 09/12/2010

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