Seis amigos inseparáveis

Por Caroline Lomar comentários

alt
Foto: Divulgação

Comecei a ver “Friends” com uns quatro anos de atraso, na verdade depois que a série já tinha terminado. O que facilitou pra mim, já que isso me possibilitava assistir uma temporada inteira em, digamos, dois dias. É sério!

A série ficou no ar de 1994 a 2004, somando dez temporadas. Durante esse tempo, foi indicada a nada menos que 63 prêmios Emmy e 10 Globos de Ouro. Fora a influência sobre a cultura pop de toda uma década e personagens, expressões e costumes que sobrevivem até hoje. “Friends” ainda é reprisada todos os dias, com dois episódios diferentes a cada dia, no Warner Channel.


Este vídeo está no YouTube e pode ser removido e/ou impedido de ser exibido a qualquer momento

A série é um sitcom que retrata a vida de seis amigos vivendo em Manhattan: Ross (David Schwimmer), Rachel (Jennifer Aniston), Monica (Courteney Cox), Chandler (Matthew Perry), Phoebe (Lisa Kudrow) e Joey (Matt LeBlanc). Rachel é a patricinha, Phoebe é a louca, Monica é a mãezona, Chandler é o piadista com orientação sexual sempre questionada, Ross é apaixonado por dinossauros e por Rachel e Joey é, bem, Joey é o Joey. A cada episódio eles são colocados em situações engraçadíssimas e que, às vezes, fazem a gente passar mal de tanto rir.

As três primeiras temporadas eram tão engraçadas, que não dava pra passar um episódio sem dar risada. Depois disso, na minha opinião, “Friends” foi perdendo o fôlego, se preocupando demais em fazer sentido, quando a maior graça da série eram justamente os absurdos. Mas eles se recuperaram e fizeram da nona e décima temporadas as mais louváveis. A décima traz os episódios mais engraçados, como o que Phoebe tenta ensinar Joey a falar francês e quando ela decide mudar seu nome para Princess Consuela Bananahammock.


Este vídeo está no YouTube e pode ser removido e/ou impedido de ser exibido a qualquer momento

O que eu acho mais legal em “Friends” é a ausência de um personagem principal. Os seis tinham a mesma importância, e qualquer um que fosse perdido faria uma falta inestimável. Jennifer Aniston, por exemplo, se casou com Brad Pitt durante a série e passou a ser mais requisitada que os outros para trabalhos fora. Mesmo assim, a relação entre eles continuou inabalável e nenhum nunca aceitou ganhar mais que o outro. E olha que eles ganhavam muito: na última temporada, os atores chegavam a faturar 1 milhão de dólares por episódio.

“Friends” acabou e deixou a gente com um buraco no coração que nunca será preenchido. Nenhum fã vai esquecer a casa da Monica, os cafés no Central Perk, o “How you doing?”, Smelly Cat. Fala sério, quem não chorou no último episódio? No fim, Monica e Chandler adotam gêmeos, Ross e Rachel, depois de muitas idas e vindas, ficam juntos e vão criar a Emma, Phoebe está casada com o Mike e o Joey ganha um spinoff com seu nome. Que diga-se, de passagem, não deu certo. Vai ver faltaram cinco personagens lá… Dez temporadas foram muito pouco. Eu queria “Friends” pra sempre.

Artigo originalmente publicado em 21/10/2010

Fechar

Contato ou mande um email para contato[at]vestiario.org

Nome
Assunto
captcha