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Renato Cabral

5 filmes imperdíveis no Festival Varilux de Cinema Francês

A partir dessa quinta-feira, 10, vamos dar início a uma maratona cinematográfica. Ao longo de uma semana, 16 produções francesas serão assistidas por nós e serão comentadas aqui para você ficar sabendo tudo que o Festival Varilux de Cinema Francês vai mostrar na edição desse ano, que acontece simultaneamente em 45 cidades brasileiras. Entre comédias, dramas e thrillers, o evento parece primar por produções autobiográficas, como veremos abaixo. Então, para dar início aos trabalhos, listamos 5 filmes que estão no topo da nossa lista e mais um que é essencial para qualquer cinéfilo. Confere aí!

Uma viagem extraordinária
Uma Viagem Extraordinária. Divulgação

Eu, Mamãe e os Meninos, de Guillaume Gallienne

Vencedor de 5 prêmios César (o “Oscar europeu”), a produção dirigida, produzida, roteirizada e estrelada por Guillaume Gallienne é um retrato autobiográfico do artista, que na sua juventude não se via como um garoto e muito menos como uma garota, quem diria então como gay. Através de experiências dolorosas e de muito bom-humor, Guillaume irá descobrir aos poucos quem ele realmente é e terá a oportunidade de se libertar das amarras que sua mãe, uma senhora temperalmental, lhe coloca.

Uma Relação Delicada, de Catherine Breillat

Mais uma produção autobiográfica, aqui em “Uma Relação Delicada”, a diretora Catherine Breillat conta a história de Maud, uma cineasta vítima de uma hemorragia cerebral que um dia acorda com paralisia parcial do corpo e completamente sozinha. Apesar da desgraça, ela continua determinada a continuar seu último filme. É quando conhece Vilko, um caçador de famosos, ao assistir um programa televisivo. O encontro dos dois pode colocar tudo a perder para Maud, mas também pode trazer novas esperanças. Indicado a Melhor Filme no London Film Festival de 2013.

O Passado, de Asghar Farhadi

Do diretor iraniano Asghar Farhadi, premiadíssimo pelo drama “A Separação”, de 2011, “O Passado” vem há um ano fazendo uma grandiosa trajetória, muito similar a do filme anterior de Farhadi. Exibido no festival de Cannes no ano passado, acabou saindo com a Palma de Ouro de melhor atriz para Bérénice Bejo (de “O Artista”). Na história, um iraniano depois de deixar a família francesa para retornar ao Irã, se vê confrontado quando sua esposa começa um novo relacionamento, ao passo que ele não aceita a ideia do divórcio. Indicado ao Globo de Ouro de filme estrangeiro e a 5 César.

Yves Saint Laurent, de Jalil Lespert

Aguardada produção, “Yves Saint Laurent” é nada menos que uma cinebiografia do conceituadíssimo designer francês e aborda o começo dessa trajetória no mundo da moda. O olhar do diretor Jalil Lespert é focado no relacionamento com seu amante e parceiro nos negócios, Pierre Bergé, em interpretação de Guillaume Gallienne (de “Eu, Mamãe e os Meninos”).

Uma Viagem Extraordinária, de Jean-Pierre Jeunet

Somente pelo fato de ser um filme de Jean-Pierre Jeunet, já deveria fazer qualquer um ir correndo assistir. Afinal, o realizador francês é o criador de ninguém menos que Amélie Poulain e visionário para obras como “Eterno Amor”, de 2004, e “Ladrões de Sonhos”, de 1995. Em meio a um universo íntimo e fantasioso, ele entrega ao público belas histórias de personagens únicos. Nesse novo filme, co-estrelado por Helena Boham Carter, Jeunet adapta o livro de Reif Larsen para as telas, contando a saga de um menino de 10 anos que deixa a sua família (o pai caubói e a mãe cientista) para viajar pelo país e receber um prêmio em um instituto.

Bônus

Hors Concours é um termo utilizado nos Festivais para remeter a um filme que está acima de qualquer um dos outros e não precisa estar na competição por um prêmio. É o que acontece com “Os Incompreendidos”, de François Truffaut. O mais essencial dos essenciais da Nouvelle Vague, junto de “Acossado” (de Jean-Luc Godard), é uma produção que balançou as estruturas do que se conhecia como cinema nos anos 60. Em uma história que também traz traços de autobiografia, François Truffaut nos conta a história de Antoine Doinel, um garoto solitário e que não recebe a atenção necessária dos pais. Nisso, acaba praticando pequenos roubos. A exibição do filme no Festival é devido a uma homenagem ao diretor, que faleu há 40 anos vítima de um câncer no cérebro.

Jader Gomes

Saiba a hora de ficar calado

Sim, esse é um post desabafo. Sim, o que me motivou, mais uma vez, é a forma com que fãs e não fãs encaram seus ídolos e os “rivais” deles. Pois bem, a gente ama e defende a liberdade em todos os sentidos e você pode odiar e amar quem quiser, tendo motivos ou não. Mas bom, às vezes não perdemos nada ficando calados quando as justificativas que temos pra atacar alguém não são verdadeiras, ou pelo menos não totalmente.

Lars von Trier
Lars von Trier/Reprodução

Nós, aqui no Vestiário, pensamos individualmente e como equipe, por isso temos textos tão plurais e opiniões diferentes e complementares de acordo com o momento. Porém, ao longo de todos esses anos que estamos no ar, sempre buscamos uma coisa acima de tudo, sermos lúcidos. Não é por todo mundo criticar que nós vamos na onda e vice-versa. Somos justos, se falamos bem de um artista, não quer dizer que nunca iremos falar mal, nem o contrário.

Quem nos acompanha, que seja há pelos uns três anos, sabe o quanto já criticamos e elogiamos um mesmo artista. Uma pena, MESMO, o nosso arquivo estar indisponível no momento - por questões técnicas - seria mais fácil mostrar do que simplesmente falar. Mas, como esse texto não podia esperar, antes de generalizar e dizer que nós agimos de forma tendenciosa somente por agir, saiba que buscamos embasar nossas opiniões e que elas podem ser diferentes da sua e da de milhares de pessoas. Se você justica uma crítica ou um elogio somente com o fato de gostar ou não de alguém, olha, você precisa aprender muito ainda.

É interessante tentarmos distanciar o nosso olhar contaminado ao julgarmos alguma coisa que vem de alguém que a gente não ame, assim como o que vem de quem amamos. Desculpe amigos, mas as inimigas são capazes de fazer coisas melhores do que nós.

Yhury Nukui

Leighton Meester e Adam Brody se casam secretamete

"Gossip girl here, you're one and only source into the scandalous lives of Manhattan's elite!"

Adam e Leighton
Reprodução

Ao que tudo indica, os atores Leighton Meester e Adam Brody se casaram secretamente, três meses depois do anúncio de noivado. Gossip Girl deve estar maluca com essa notícia.

Os pombinhos trabalharam juntos no longa "A Filha do Meu Melhor Amigo" - mas serão sempre lembrados como a Blair, de "Gossip Girl", e o Seth, de "The OC".

Já que não fomos nem convidados, queremos pelo menos ver as fotos. Libera, vai!

Jader Gomes

Nicki Minaj está basic bitch em novo clipe

Essa é uma das coisas pelas quais a gente não esperava ver: Nicki Minaj fazendo a linha “natural”. “Lookin As N*gga” traz a rapper bem diferente do clichê. Minaj, de quem sentimos falta nos últimos meses - quem diria, né? Lembra da época que era um clipe por semana? - não só descansou a imagem, como resolver voltar menos montada.

E a gente A-M-O-U o resultado!

Este vídeo está no YouTube e pode deixar de ser exibido a qualquer momento

A mudança faz parte da nova fase da cantora, com o lançamento do seu terceiro álbum de inéditas. “The Pink Print” chega às lojas em março.

Jader Gomes

Na cama com Miley Cyrus e muito mais

A sensualidade do P&B, camas, lençóis e celebridades seminuas. Essa é chave para um ensaio que tem dado o que falar na internet nos últimos dias. Algo que talvez não tivesse sido tão comentado não fosse o suposto vazamento do click de Miley Cyrus com os seios à mostra, que acabou viralizando.

Miley Cyrus
Miley Cyrus/W Magazine

Talvez, já que mesmo Miley sendo o grande chamariz, o time de estrelas que posou para as lentes de Mert Alas e Marcus Piggot é fantástico, com um resultado tão fantástico quanto. Confira todas as imagens no site da W Magazine e as nossas preferidas abaixo.

Ciara?
Ciara/W Magazine
Cindy Crawford
Cindy Crawford/W Magazine
Joe Manganiello
Joe Manganiello/W Magazine
Miranda Kerr
Miranda Kerr/W Magazine
Jonathan Rhys Meyers
Jonathan Rhys Meyers/W Magazine
Vanessa Hudgens
Vanessa Hudgens/W Magazine
André Pacheco

Quanto vale um like?

Quanto vale um like?
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Não sou santo. E nem nunca fui. Ninguém é, afinal, somos humanos com tantos erros quantos acertos. “Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”, já diz uma passagem bíblica — talvez uma das poucas que façam realmente sentido e possam ser aplicadas em qualquer situação, em qualquer lugar do mundo e independente de ser cristão. Não vejo como uma questão de pecado, mas de errar e seguir em frente. Aceitar os seus deslizes, e principalmente, compreender e perdoar os dos outros. Não escrevo este texto pra apontar as minhas verdades, mas apenas deixar solto por aí algumas reflexões minhas que há muito tenho tido.

Esta semana, escrevi sobre a Rachel Sheherazade. Deixei que as palavras fluíssem, sem querer bancar o dono do mundo ou mudar a cabeça de ninguém. São só pequenas ideias que levo. Concorde quem quiser, discorde quem achar que estou errado. E assim, a gente vai seguindo a trancos e barrancos nessa delicada relação com o próximo a que estamos sujeitos. Mas algumas coisas realmente precisariam ser revistas, por todos nós. Por mim, por você, pelo seu colega de trabalho, por algum fake famoso ou blogueiro grande. O que a gente está fazendo com as outras pessoas?

Como disse no meu editorial sobre a Sheherazade e os “justiceiros”, “não se responde violência com violência”. E violência, ao meu ver, não é apenas enfiar a arma na fuça de alguém e levar um celular ou amarrar um bandido num poste e deixar a deus dará. Violência também é a gente se achar superior a outro ser humano seja por questão de renda, de formação acadêmica, cor da pele, orientação afetiva e lugar de origem. Violência também é tirar a foto de uma pessoa na rua e postar em suas redes sociais fazendo uma piada, um comentário pejorativo ou julgando. Tudo a troco de quê? De um like? De ser um formador de opinião? Ou seria de se esconder atrás do que desprezamos nos outros como uma forma de tentarmos dormir mais tranquilos à noite?

Repito, eu não sou santo. E nem tenho pretensão de ser. Se eu olhar minha timeline do Twitter, por exemplo, vou encontrar muita coisa que me arrependo de ter escrito. Você, se botar a mão na consciência e voltar aos seus compartilhamentos, também. Todo mundo já agrediu alguém, de uma forma ou de outra, na vida. Infelizmente. Ninguém é superior a ninguém, por mais que a sociedade nos ensine que talvez-possamos-quem-sabe ser. Mas a grande verdade, é que somos uma monte de pedaço de carne com data de validade. E aí?

Expor publicamente ao ridículo uma mulher, que num momento de enorme estupidez, postou em seu Facebook a foto de um homem no aeroporto enquanto se vangloriava de ser de uma classe social mais abastada, não seria também ser um “justiceiro”? Não digo pra passarmos a mão na cabeça dela, e que a reflexão em cima não tenha algum valor. E tampouco acho correto o que ela fez com o outro cidadão, que na minha concepção, deveria ser indenizado judicialmente.

Mas não estaria havendo aí uma caça às bruxas? Um “queimem na fogueira essa elitista!”? Por mais que o perfil no Facebook seja público, houve uma invasão de privacidade. Ela não se propôs a escrever em um espaço de formação de opinião, como um jornal ou um blog, e sim compartilhou o seu próprio preconceito num espaço dela. E nós, que espalhamos o que ela fez como se não fossemos passíveis de errar, estamos fazendo a mesmíssima coisa. Só mudamos o discurso. Estamos nos machucando o tempo todo.

Às vezes parece que fomos colocados no meio de um campo de batalha, onde as nossas frustrações são descarregadas em cima das outras pessoas e o que vale é só o share, o like do amigo e o compartilhamento dos conhecidos. É triste.

Não estamos respeitando ninguém. A sua privacidade, o seu direito de errar, de estar num aeroporto comendo enquanto espera o voo, o seu direito de ser um pré-adolescente e fazer um vídeo engraçado pra ser apresentado no seu bar mitzváh. É gente “feia” virando meme em perfil de gente “linda”. É uma moça, que infelizmente foi assassinada em sua casa, e talvez tenha postado em seu Facebook um pedido de ajuda, que virou uma piada coletiva. É gente não tendo o mínimo de humanidade dizendo que “bandido bom é bandido morto” ou “viado está querendo privilégios e tem que desaparecer do mundo”. Um like pela nossa "opinião" vale mais que a dignidade de outra pessoa?

Yhury Nukui

Loiras e tóxicas: Britney e Gaga vão dar trabalho para os paparazzi

A Mãe Monstra não está para brincadeiras. Com um álbum de jazz em colaboração com Tony Bennett confirmado para 2014 e um dueto com Christina Aguilera lançado no início do ano, Lady Gaga se prepara para gravar uma música com Britney Spears.

Lady Gaga e Britney Spears
Reprodução

A informação foi confirmada, com exclusividade, pela revista Us Weekly. Uma fonte revelou que as estrelas discutiram a possibilidade da gravação nos bastidores de um show da residência de Spears em Las Vegas. "Vai acontecer em breve", disse. Lady Gaga prestigiou a Princesa do Pop na apresentação do dia 1º de fevereiro e, inclusive, a encheu de elogios no Twitter.

No ano passado, Britney Spears revelou que gostaria de gravar um dueto com Gaga. E vale lembrar que se discute há algum tempo a possibilidade de um relançamento do "Britney Jean". Seria esse o momento oportuno?

Por essa nem Romagaga esperava!

André Pacheco

Sheherazade, faça um favor ao Brasil?

Rachel Sheherazade
Divulgação/SBT

Rachel Sheherazade é aquele tipo de pessoa que você fica espantado com as coisas que saem de sua boca. É um pedacinho do regime militar nos dias de hoje. “Como alguém consegue ser tão limitado?”, você deve se perguntar. Claro, tem quem a ovacione. Parabenize, dizendo que ela é um exemplo! Daí você realmente percebe que temos um problema seríssimo de formação por aqui. E eu sempre digo, o brasileiro médio faz uma força pra ser medíocre. Rachel é a prova viva disso. Medíocre da unha do pé à ponta do cabelo cuidadosamente descolorido.

Desde que chegou à bancada do principal jornal do SBT, a moça tem crescido as asinhas cada dia mais. É opinião sobre tudo quanto é coisa, da Valesca Popozuda à maconha no Uruguai. Mas é sempre o mesmo discurso, com aquele tom pedante na voz, aquela carinha de “sou foda, olha meu ponto de vista fantástico”. Seus argumentos são tão profundos quanto meia bacia d’água. É tudo falado pra agradar quem não gosta de sair da caixinha.

Mas hoje, o que parecia impossível, aconteceu. Ela se superou. O assunto foi aquele adolescente pobre-preto-marginal vítima de bandidinhos cariocas de classe média, aqueles que se intitulam “justiceiros”. Ganha um doce quem adivinhar o que ela falou. Claro, ela apoiou quem amarrou o rapaz no poste, ela concordou com quem faz “justiça” com as próprias mãos. Estúpida!

“No país que ostentam incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes”, diz Rachel antes de concluir que “a atitude dos vingadores é até compreensível”. Nunca, em hipótese alguma, nem se a sua mãe estiver em risco de morte, você deve cogitar em concordar com quem faz esse tipo de coisa. Rachel foi irresponsável num nível nefasto. A partir do momento que você permite que as pessoas saiam por aí “limpando a sociedade”, o caos impera. Imagina se todo gay fosse na porta de seitas evangélicas e batessem em evangélicos? Pois é. Não pode, mesmo que essa atitude “seja até compreensível”. Não se responde violência com violência.

Só que Rachel se “esqueceu” de um mero detalhe. Os mesmos “justiceiros” que ela apoiou, talvez sejam os mesmos que saíram no Aterro do Flamengo no último domingo, dia 02, caçando homossexuais. É pau, é pedra! E a gente ainda tá em janeiro. “Ah, mas essas bichonas estavam fazendo atos libertinos”, dirá algum dos apoiadores da Sheherazade. Pra isso existe a lei, pra ser aplicada. “Mas a PM não faz nada!”, esbravejará algum defensor do cidadão de bem. Aí a gente tem um outro problema, e que não dá direito de civil sair por aí caçando pessoas.

Ser contra os “justiceiros” não é questão de ser de esquerda, ou de ser “comunistinha”, ou de “adotar um marginal” — como ela finaliza em sua opinião. É questão de ser lógico, só isso. Não é sobre passar a mão na cabeça de assaltante ou assassino, é sobre viver em sociedade. Se os índices de homicídio no Brasil são altos, é porque alguma coisa tá desequilibrada aqui. E é o quê? Todo mundo já deve estar cansado de saber. É renda mal distribuída, é educação defasada, é legislação muitas vezes esquizofrênica — inclusive, a própria não se esqueceu desses pontos.

Mas não é só isso, tem mais coisa nesse balaio todo. O problema da violência no Brasil está muito mais na forma como o poder se arranja aqui, do que só em IDH, escolas e judiciário. E a classe média conservadora que quer justiça aos bandidos do morro, mas se esquiva de seus próprios delitos? E quem tem um pouco mais de posses se achar no direito de subjugar outros, até mesmo queimar um índio e se desculpar porque “achou que era um mendigo”? Ou você pensa que isso não influencia na violência urbana? Ou você acha que o “sentimento de superioridade” e o “egoísmo da meritocracia elitista” não são também uma forma de violência?

Mas, pra Sheherazade, seria mais aceitável responder com barbaridade às consequências, e permitir que mais caos impere na nossa frágil democracia, do que adotar um pouco mais de empatia por todos, até por bandidos amarrados num poste.

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