Esses seus cabelos, Rihanna
Por Jader Gomes comentários
Uma das coisas que mais chama atenção num artista, sem sombra de dúvidas, é o visual. Ele diz muito sobre a personalidade e até mesmo o personagem que ele quer vender para a mídia e, consequentemente, para o seu público. Hoje é ainda maior a corrida pelo apelo visual, já que praticamente tudo é válido. Se destacar no meio de um bando de gente que, além de ter talento – em alguns casos – se veste de forma escandalosa, ousada, ou seja lá o que for, torna-se algo trabalhoso.
E uma artista que soube utilizar de sua imagem para se destacar nesse concorrido meio foi Rihanna. A cantora, de apenas 23 anos, já mudou o corte, cor, textura e afins do cabelo mais do que muita mulher com o dobro, quiçá o triplo de idade.
Lembrar de todas as mudanças assim, sem fazer um esforcinho, é difícil. Até mesmo pra quem é fã de carteirinha. Por isso, para facilitar a sua vida, fizemos essa listinha, mostrando como o cabelo de Riri foi se transformando ao longo desses anos, desde o lançamento de seu primeiro álbum – em 2005 – até o vermelho fatal de “Loud”.

O primeiro disco de Rihanna, intitulado “Music Of The Sun”, saiu em agosto de 2005 e pode-se dizer que alcançou boas marcas para um debute de uma total desconhecida. Na época, o cabelo da cantora não era nada mais do que comprido, com algumas nuances que variavam entre o castanho e o loiro escuro.

Da estreia em 2005 ao lançamento de “A Girl Like Me”, em abril de 2006, pouca diferença se notou na sua cabeleira. Talvez uma franja mais curta e uma escurecida sutil no tom. A verdade é que, até meados de 2007, nada mudava a ponto de causar frisson.

Mas foi com o lançamento de “Good Girl Gone Bad”, ainda em 2007, que percebemos a primeira mudança de impacto no cabelo da cantora: uma releitura do corte chanel, assimétrico e totalmente preto. Maduro e fatal.

Coincidentemente ou não, foi nessa época que Rihanna tornou-se mundialmente famosa. De “Umbrella” a “Please Don’t Stop the Music”, ela caiu nas graças do povão e todo mundo sabia cantar pelo menos seus refrões. O corte apresentou algumas variações, como a versão cachos, franja reta e espessa e mechas loiras e avermelhadas.

Em 2008, na festa que rola antes da cerimônia oficial do Grammy, ela roubou a cena com seu new hair style. O cabelo estava com as laterais e a parte de trás bem curtas, valorizando o topo da cabeça e o franjão. Esse é um dos meus cabelos preferidos da Rihanna. Ele foi usado por um bom tempo, alternando entre franja sob o olho ou topetão.
Depois, a radicalização não parou…

As laterais foram raspadas, e logo o imponente topetão ganhou nuances de loiro acobreado. Como visto na capa do single “Roussian Roulette”. Mas não demorou muito para que ele fosse diminuindo e ganhando a versão franjinha… e que a franjinha fosse se tornando vermelha. Mas não tardou e o cabelo todo estava tomado por um vermelho MUITO vivo.

Na era “Loud”, Rihanna já sustentou todos os cortes possíveis e impossíveis. As madeixas rubras foram as campeãs de versatilidade. Haja cabeleireiro e dinheiro para dar conta de tanta mudança drástica.

Destaque positivo para o black power que arrasou no clipe de “S&M”. Negativo para a trança pra lá de bizarra que Riri ostentou no Met Ball deste ano. Como se não bastasse, a marmota acompanhava modelito e make horrendos – uma Rapunzel menstruada e gótica.

Rihanna com certeza será uma artista que, além dos feitos com a música, vai deixar seu legado capilar para a posteridade. Arrisco em dizer que ela consegue chamar mais atenção do que Lady Gaga, pelo menos quando o assunto é só o cabelo.





