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“MDNA” será o oitavo disco top de Madonna

Por André Pacheco comentários

Nada como vender algo em torno de 300 mil cópias logo na primeira semana, ainda mais em tempos como hoje para a indústria fonográfica. “MDNA”, o décimo segundo álbum de Madonna, além de conseguir a proeza, vai debutar logo de cara no topo da Billboard 200.

De acordo com previsões da Nielsen SoundScan, até o domingo, 01 de abril, as duas versões do disco somarão entre 300 e 350 mil cópias comercializadas – tanto no formato físico como digital – em território americano. Se tudo correr como o planejado, “MDNA” será o quinto álbum consecutivo da Rainha a estrear em primeiro lugar, e o oitavo em sua carreira.

Madonna Billboard 200 Infográfico
Arte: André Pacheco

“Music”, de 2000, abriu a sede de Madonna pelo topo na semana de estreia. O trabalho vendeu absurdas 420 mil cópias nos primeiros sete dias, o que dá uma média de 60 mil por dia, e já acumula até o momento mais de 4 milhões mundo a fora. O primeiro disco de Madonna a ficar na cabeça da Billboard 200 foi “Like A Virgin”, de 1983, porém ele estreou na terceira posição. “True Blue” (1986) e “Like A Prayer” (1989) também chegaram ao topo.

Sobre as vendagens de “MDNA”, lançado oficialmente na última segunda, dia 26, a Billboard faz uma ressalva. Só serão contadas as cópias vendidas junto com os ingressos da próxima turnê se o consumidor tiver tido a opção de não fazer compra conjunta. Ou seja, venda compulsória não entrará na contagem de pontos.

A semana na Billboard 200 promete marcar um reencontro entre Lionel Richie – que também volta com material novo – e Madonna. Em outubro de 1986, ambos estavam na lista quando “Dancing on the Ceiling” (de Richie) foi topo enquanto “True Blue” estava em quinto. A lista sairá oficialmente na próxima quarta, dia 04 de abril. Lionel deve vir logo atrás de “MDNA” com o seu disco de colaborações “Tuskegee”, com vendas estimadas entre 125 e 150 mil cópias. Ficaremos de olho.

Madonna conquista o seu 151° primeiro lugar na Billboard

Por Yhury Nukui comentários

Via Billboard – Com “MDNA”, o seu décimo segundo álbum de estúdio, sendo lançado na próxima segunda-feira, 26 de março, essa notícia não poderia vir em melhor momento. Madonna acaba de conquistar mais uma vez o topo no chart “Dance/Club Play Songs” da Billboard.

A faixa “Give Me All Your Luvin’”, com participação de M.I.A. e Nicki Minaj, é o 41° single #1 da Rainha nesta lista – fazendo dela a artista mais bem-sucedida de toda a história no segmento. Ao todo, Madonna agora soma 151 primeiros lugares na Billboard se contarmos todos os charts da publicação, incluindo as listas dedicadas a álbuns, como a Billboard 200.

Veja no infográfico abaixo as listas e o número de vezes que Madonna abocanhou o topo ao longo de sua carreira:

Madonna Infográfico
Arte: André Pacheco

E possivelmente vem mais por aí, “Girl Gone Wild”, que teve o clipe lançado esta semana, em pouco tempo pode se tornar a 42ª medalha de ouro na “Dance/Club Play Songs” – a faixa pulou da 46ª colocação para a 20ª esta semana.

“MDNA” também promete quebrar recordes. Em 03 de fevereiro, quando a versão deluxe do disco foi disponibilizada na pré-venda, a Rainha conquistou em poucas horas o topo do iTunes em 51 países.

Adele é a garota da indústria

Por André Pacheco comentários

Cantora foi a responsável por 2% das vendas de álbuns nos Estados Unidos em 2011, que pela primeira vez, desde 2004, cresceu em relação ao ano anterior.
Adele Infográfico
Arte: André Pacheco

No início deste mês, a Nielsen divulgou o relatório do desempenho da indústria fonográfica nos Estados Unidos em 2011. Para surpresa de muitos, o setor apresentou um crescimento significativo de 6,9%. A soma de todos os álbuns, faixas e vídeos vendidos em 2011, em qualquer formato, foi de 1,6 bilhões.

Só a venda de álbuns, que desde 2004 perdia fôlego, apresentou um crescimento de 1,6%. Foram 330,6 milhões unidades – físicas e digitais – vendidas. As vendas foram impulsionadas, principalmente, pela redução nos preços, lançamentos especiais e a volta do vinil (que cresceu 36,3% e fechou o ano com 3,9 milhões de cópias).

O maior destaque foi da britânica Adele, responsável por 2% de todos os álbuns vendidos em território norte-americano. E quem agradeceu foi a sua gravadora, a Sony Music. Na participação do mercado em vendas de álbuns (lançamentos ou de catálogo), a empresa abocanhou 29,29% do mercado, diminuindo a distância da líder Universal Music – que em 2010 deteve 30,84% e fechou 2011 com 29,85%. Na venda de discos físicos – que engloba CDs, LPs e cassetes – a Sony é a líder com 31,08% – “21” foi comprado mais de 4 milhões de vezes. Pela primeira vez desde 2004, um disco vendeu mais de 5 milhões de cópias ao longo de um ano.

“Rolling In The Deep” e “Someone Like You” venderam juntas 9,5 milhões de cópias digitais – ao todo, Adele foi baixada legalmente 14,3 milhões de vezes, ficando atrás apenas de Katy Perry, com 15,2 milhões. O relatório da Nielsen foi encomendado pela Billboard e contou o período de 03 de janeiro de 2011 a 03 de janeiro de 2012, totalizando 52 semanas.

O som brasileiro que já invadiu o mundo

Por Wesley Muniz comentários

De Carmen Miranda – a mulher mais bem paga do mundo em sua época, a Michel Teló – o rapaz que acaba de desbancar grandes nomes do pop internacional em mercados importantes como Reino Unido e Espanha. A música brasileira já foi apresentada mundialmente em várias sonoridades, o mais clássico ou mais populesco.

Veja no infográfico abaixo alguns dos maiores destaques brasileiros no mercado internacional, do maior sucesso (Carmem Miranda) ao maior fracasso (Sandy & Junior).

Music brasileira no mundo
Infográfico: Wesley Muniz. Arte: André Pacheco

A trinca fonográfica

Por André Pacheco comentários

A Trinca Fonográfica

O desmembramento da EMI e a sua aquisição pela Universal Music Group e Sony Music Entertainment, colocou 80% do mercado mundial na mão de três grandes empresas

Com a venda da EMI para dois gigantes, o panorama da indústria fonográfica vai mudar. A Universal Music Group comprou por 1,2 bilhão de libras a gravadora, enquanto o consórcio liderado pela Sony Music Entertainment arrematou por 2,2 bilhões de libras a EMI Music Publishing, responsável pelo registro, arrecadação e distribuição de direitos autorais.

A EMI Music Publishing gerencia mais de 1,3 milhões de músicas de artistas consagrados como Rihanna, Beyoncé, Arcade Fire e Alan Jackson. Várias canções famosas estão em seu catálogo, como “Bohemian Rhapsody”, do Queen, e “Over The Rainbow”, do tradicional musical “O Mágico de Oz”.

Agora, Universal, Sony e Warner representam 84% do mercado mundial. Em 1998, seis grandes gravadoras dominavam: Warner, EMI, Sony - até 1991 se chamava CBS - BMG, Universal e Polygram. Os anos 90 foram o início de uma era dourada para a indústria após o sufoco e estagnação na década anterior. Em 1999, o setor faturou aproximadamente 52,5 bilhões de dólares mundialmente.

Mas em 2000, a coisa começou a esquentar. O download ilegal colocou em xeque o modelo de negócios e por meses o setor se arrastou com queda nos lucros, quebradeiras, fusões e toda a sorte de tentativas para evitar um naufrágio. Deu certo. O faturamento pulou de 60,7 bilhões em 2006 para estimados 67,6 bilhões este ano.

No panorama atual, a Universal e a Sony vão repartir a fatia do mercado que pertencia à EMI - o quanto fica para cada uma ainda não foi divulgado. Para a Warner, restam 14,8%, e as gravadoras menores abocanham os outros 16%. A EMI teve uma queda significativa em sua participação nos últimos anos. Até a venda, a empresa detinha 11,8% do mercado, ante 13,8% em 2005.

No primeiro trimestre deste ano, Universal, sony, Warner e EMI abocanhavam 84% do mercado global de música, que deve faturar 67,6 bilhões de dólares até dezembro

A EMI era controlada pelo banco norte-americano Citigroup Inc. desde fevereiro deste ano, quando foi tirada das mãos de Guy Hands e de seu grupo Terra Firma Capital Partners. Hands comprou a gravadora em 2007 com capital financiado pelo Citigroup. Na época, a dívida da EMI era próxima a dois bilhões de libras.

A Sony, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre como serão os negócios da nova aquisição. A empresa possui 38% da EMI Publishing - o resto da compra foi financiado por investidores. “Trabalharemos para encontrar uma maneira eficiente de gerir os ativos e aumentar a receita”, disse Rob Wiesenthal, vice-presidente executivo da Sony Corporation Of America. É provável que a empresa trabalhe com a EMI e a Sony/ATV paralelamente.

“Nosso histórico na Sony/ATV nos últimos quatro anos demostra a nossa capacidade de construir uma plataforma forte e sustentável”, disse Martin Bandier, CEO da Sony/ATV Music Publishing, à Billboard.Biz. Bandier, que também foi o manda-chuva da EMI Music Publishing por anos, afirma estar contente em se unir novamente com a empresa que ajudou a construir. “A oportunidade representada por esta transação é, ao mesmo tempo transformadora para a Sony/ATV e um momento verdadeiramente especial para mim”, finaliza.

A Sony/ATV é encabeçada pela Sony Corporation Of America e por outras empresas e famílias como o espólio de Michael Jackson.

Do outro lado, a Universal Music Group se mostra satisfeita e confiante com o seu pedaço do bolo. “É uma aquisição histórica para a UMG e um passo importante na preservação do legado da EMI”, disse Lucian Grainge, presidente e CEO da empresa em comunicado oficial divulgado na sexta-feira, 11. Pelo que parece, a Universal manterá o selo EMI. O fechamento da compra ainda continua sujeito a uma série de condições, incluindo aprovações das autoridades reguladoras dos Estados Unidos e Reino Unido.

A Universal Music Group estima que o faturamento anual dos trabalhos em sinergia com o catálogo da EMI será de 100 milhões de libras.

O que vem salvando o setor são os investimentos em novas formas de aquisição e licenciamento de catálogo. E claro, a diversificação de plataformas e meios de vendas, como lojas virtuais e rádios online.

As vendas de CDs vêm despencando sistematicamente. A queda desde 2000 passa de 50%, quando a RIAA (Recording Industry Association Of America) registrou o ápice em vendas com quase um bilhão de cópias comercializadas só nos Estados Unidos. Em 2009, os CDs físicos movimentaram mundialmente 5 bilhões de dólares, enquanto em 2001 passou de 15 bilhões.

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