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NX Zero realiza sonho e dá início a nova fase

Por Yhury Nukui comentários

Confesso que ao dar o play no “Em comum”, o novo disco do NX Zero, não achei se tratar do material dos mesmos caras que lançaram, há dez anos, “Apenas um olhar” e caíram no gosto do público com as emblemáticas “Razões e emoções” e “Pela última vez”. Os riffs mais pesados foram deixados de lado e as letras melancólicas estão mais adultas.

“Foi um amadurecimento natural, e ficamos felizes com essa mudança”, disse o guitarrista do grupo Filipe Ricardo, o Fi, por telefone em uma entrevista exclusiva ao Vestiário, e completou, “depois que lançamos o Ao vivo, ficamos bem satisfeitos, mas um espaço vazio se abriu, e cada um olhava pra cara do outro e se questionava do que faríamos a partir dali”. Fica claro que para o grupo que “Em comum” é um novo momento, ou, nas palavras do músico, “o primeiro passo nesses dez anos de carreira”.

NX Zero
Foto: Divulgação

Algo que chama atenção à primeira vista é a capa do material, assinada pelo artista plástico Flávio Rossi. “O bacana do resultado é que cada pessoa sente uma coisa diferente ao vê-la”, explica Fi. “Cada rosto tem uma expressão forte, e a do meio é mais serena”, analisa.

A primeira faixa de “Em comum” é a cheia de referências “Sem hora pra voltar”. Logo nos primeiros versos, Di já avisa: “Hoje quero esquecer e acordar na cama errada, sem desculpa e nem ressaca, tipo aquele som que o Zeca [Pagodinho] diz deixa a vida me levar”. E é isso! O som do NX Zero agora é descompromissado, alegre e, o melhor de tudo, um pouco mais maduro e pronto para ir além do que nos acostumamos a esperar.

“Maré”, o primeiro single do material”, vem em seguida e, nas palavras do guitarrista, resume bem o clima do disco todo, com direito a um solo de guitarra que lembra John Frusciante, ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers, um grande ponto focal. “Além do Red Hot, temos o Foo Fighters como inspirações e o Pearl Jam, uma banda lendária que se superou várias vezes”, justifica.


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Ainda sobre o Red Hot Chili Peppers, a faixa-título tem mais tantas influências do grupo norte-americano. “É muito louco falar sobre eles, é uma banda que eu ouço deste pequeno, e ter a oportunidade de tocar no mesmo lugar que eles foi inexplicável”, narrou, com um ar de fã, sobre a experiência do NX Zero ao lado dos californianos no Rock In Rio ano passado.

“Estrada (Gonza)”, é uma canção que fala sobre tudo que os garotos, agora homens maduros, passaram desde o início da carreira. Como toda e qualquer banda nacional, o desejo de levar a música ao exterior é enorme, e não seria diferente com o NX. O próprio baterista, Daniel Weksler, nos revelou isso em uma entrevista há pouco mais de um ano. Dito e feito. O grupo chegou ao mercado internacional com uma série de quatro shows no Japão.

Você deve estar se questionando se havia público para eles lá na Terra do Sol Nascente, não é? E teve, até demais. “A galera foi bem receptiva, o primeiro show foi quase lotado e os outros foram sold-out, com pessoal pra fora e tudo”, disse Fi, sem esconder uma pontinha de orgulho. “Ninguém invade seu espaço, todos foram bem respeitosos com uma educação, disciplina e organização fora do comum”.

Você deve estar se questionando se o público não era só brasileiro, e está enganado. “Um radialista brasileiro de lá tocou “Cedo ou tarde” e chamou atenção. A galera quis saber a tradução da música, quem tocava, então mais ou menos 5% do público era japonês”, disse Filipe. O NX até dividiu o palco com Hayoko Honda, que fez uma versão japonesa da faixa: “A participação dela foi bem legal, também pra galera entender um pouco da letra. Essa foi a primeira que alguém do exterior abriu a porta pra gente, e com certeza esperamos voltar, não só pra lá, como para outros países”.

A banda já lançou músicas em inglês e espanhol, e não pude deixar de questionar se há uma chance de arriscarem alguma coisa em japonês – e Filipe não descartou. “A maior barreira é a língua, mas seria um prazer se alguém ajudasse a gente a fazer, como a Kayoko, por exemplo”.

E o que o eles querem a partir de agora? “Assim como as bandas nacionais, queremos longevidade ao NX. Uma carreira extensa e continuar na estrada daqui a trinta anos”, contou Fi. Mas com tanta história pra contar, os rapazes só se deram conta dos dez anos de sucesso com a gravação do DVD, lançado no ano passado. “Ele fechou a etapa de uma fase para o início de outra”, disse. “Foi um resumo do que a gente aprendeu desde o começo, como independentes, até o “Projeto paralelo”, um projeto bem despretensioso que tomou uma proporção maior do que a esperávamos”, finalizou.

Aos que não curtem o som do NX, se desprenda das críticas e dê uma chance ao “Em comum”. Tenho certeza que não vão se arrepender.

Rosalina da Silva e o trabalho imprescindível da maquiagem no cinema

Por Yhury Nukui comentários

Rosalina da Silva
Foto: Reprodução

A maquiagem é um dos fatores primordiais para um bom filme, tanto que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles entrega anualmente um Oscar para profissionais que se destacam nessa área.

Para abordar a profissão de maquiador, que muitas pessoas podem não dar valor, mas que é imprescindível para um trabalho de última grandeza, conversamos com Rosalina da Silva, uma maquiadora que nasceu em Portugal, cresceu na Austrália – onde casou-se para depois ir para o Canadá. Segundo ela, passou por inúmeros sacrifícios em consequência do amor e dedicação ao trabalho tão importante, mas acredita ter conseguido finalmente o equilíbrio que sempre quis para sua vida pessoal e profissional.

Em seu currículo invejável, em vinte e sete anos na carreira cinematográfica, estão: “X-Men 3 – O Confronto Final” (2006), “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” (2007), “X-Men Origens: Wolverine” (2009), “Watchmen – O Filme” (2010), “Sucker Punch – Mundo Surreal” (2011) e “Tron – O Legado” (2011).


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Você nasceu em Algarve – Portugal e viajou para Sydney – Austrália quando completou dez anos de idade. Como e quando surgiu a ideia em tornar-se uma maquiadora profissional?

Desde muito jovem eu era fascinada por beleza e maquiagem. Depois de chegar na Austrália escrevi para uma estação de televisão local, sugeriram que eu contatasse a “The 3 Arts Make-Up” na Sydney Conservatory of Music – o curso durou um ano e eu amei.

Seu primeiro trabalho com filmes foi em “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão” (1985). Como surgiu a oportunidade e o que mudou em seu trabalho de 1985 para agora?

Eu trabalhava com um maquiador muito talentoso e que me convidou para liderar o grupo, fazendo maquiagens e cabelo. Foi um trabalho desafiador por inúmeros motivos, mas extremamente satisfatório quando me recordo. Muita coisa mudou de lá pra cá, mas o principal é o mesmo, fazer sempre o meu melhor que eu puder.

Você trabalhou em “Watchmen” (2010) e “Sucker Punch – Mundo Surreal” (2011) com Zack Snyder. Como foi essa experiência e como funcionou o processo criativo destes dois filmes em especial?

Trabalhar com Zack Snyder foi de longe o maior destaque de minha carreira. Ele permitiu que eu fosse louca e criativa, me encorajou a fazer o meu melhor e arriscar sem medo. Minha missão é trazer sua visão para as telas, fazê-la viver! Em todos os meus filmes eu faço alguns livros com ideias, desenhos e opções para diferentes personagens, geralmente inspirados no guarda-roupa e na direção de arte. Durante a pré-produção, nós fizemos diversas maquiagens, cabelo e testes de figurino para finalmente chegarmos no look final.

Rosalina da Silva
Com Olivia Wilde nos sets de “Tron – O Legado”. Foto: Reprodução

Em “Tron – O Legado” (2011) você foi a líder do departamento de maquiagem. Como a maquiagem influenciou na construção deste filme e quais foram inspirações para este trabalho?

A influência da maquiagem nesse filme é mérito de minha equipe de criação, meu trabalho foi apenas criar e exibir a visão de Joseph (Kosinski, diretor). Neste longa-metragem em particular, fui guiada pelo produtor Jeffrey Silver, que me deu a sinopse, e a partir daí comecei a trabalhar. Selecionei revistas e gráficos que poderia usar como exemplos para o que eu estava pensando.

Depois me encontrei com o diretor e exploramos algumas outras ideias. A arquitetura dos cenários e o fugurino foram, sem sombra de dúvidas, um dos pontos de inspiração. Por ser um filme gravado em 3D, o primeiro mês de testes foi bem difícil.

A iluminação foi muito extensa e suave, com pouca sombra. A intenção foi manter cores monocromáticas para que os personagens fossem totalmente incorporados ao cenário, assumissem e refletissem o ambiente.

Muitos dos filmes que você trabalhou como “X-Men Origens: Wolverine” (2009), “Watchmen – O Filme” (2010), “Tron – O Legado” (2011) e “Anjos da Noite: O Despertar” (2012) foram fenômenos de crítica e bilheteria. Como você se sentiu fazendo parte desse sucesso e quão maravilhoso é ver seu trabalho sendo admirado pelo mundo?

Meu sonho sempre foi trabalhar com pessoas talentosas, criativas, que me inspirem a fazer meu melhor trabalho. Ter a chance de conhecer pessoas que eu admirei por anos foi surreal. Sou muito autocrítica, então é um pouco difícil me separar de mim como pessoa e como maquiadora. No entanto, alguns anos depois eu finalmente me sinto preparada em ver o filme novamente e apreciá-lo da maneira com que foi criado.

Rosalina da Silva
Maquiagem de Carla Gugino em “Sucker Punch – Mundo Surreal”. Foto: Reprodução

Percebi que em todos os seus trabalhos você prepara os testes faciais em uma folha antes de fazê-los nas atrizes. Em “Sucker Punch”, alguns desses testes foram divulgados na internet, mas nem todos foram usados no filme. Em média, quantos testes você faz e como funciona o processo de escolha?

Infelizmente algumas cenas foram cortadas do filme, especialmente as de dança, onde haviam inúmeras maquiagens maravilhosas que nunca foram mostradas. Foi decepcionante. E o final oficial também foi diferente do que nós filmamos inicialmente. No entanto, você pode ver um pouco das cenas musicais enquanto passam os créditos.

Quanto ao número de testes, depende muito do resultado final do primeiro – em “Sucker Punch” foram três. Nós também fizemos outros que foram apenas fotografados e mostrados à Zack Snyder para aprovação.

Rosalina da Silva
Vanessa Hudgens em cena de dança em “Sucker Punch – Mundo Surreal”. Foto: Reprodução

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas premia todos os anos os melhores filmes e também os destaques na área técnica, inclusive a maquiagem, no Oscar. Sei que nesse universo da indústria cinematográfica há muita competição, mas há algum profissional de sua área que você admire?

Claro, há muitos. Ve Neill – “Jogos Vorazes”, “O Espetacular Homem-Aranha” e “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” – é a primeira que vem a minha mente agora. Amo os riscos que ela toma com os personagens.

Paul Engelen – “Gladiador”, “Game of Thrones” e “Fúria de Titãs 2” – também faz um trabalho incrível. Sua aplicação de maquiagem é tão boa que nem parece que há algum produto ali.

Noriko Watanabe – “Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças” e “Memórias de Uma Gueixa” – é outra profissional que admiro, porque ela conta uma história através de suas escolhas na maquiagem. E a lista só vai crescendo! Eu poderia ficar por horas assistindo e lendo sobre tudo relacionado a maquiagem. Pesquisar é o meu grande hobby.

Você está trabalhando em um novo projeto da Disney. O que você pode nos adiantar sobre ele?

O projeto chama-se “Girl vs Monster” e é muito divertido. Há diversos personagens ótimos, como a bruxa e um monstro assustador, foram maquiagens divertidas de se criar. A Disney tem investido todos seus esforços em Olivia Holt, Kerris Dorsey e Katherine McNamara para os papeis principais, elas são as novas revelações da companhia.

A carreira de altos e baixos de Jessie Malakouti

Por Yhury Nukui comentários

Jessie & The Toy Boys
Foto: Divulgação

Criativa. É a principal palavra que me vem a cabeça quando penso em Jessie Malakouti, a líder do Jessie & The Toy Boys. Os toy boys em questão são manequins, que uma vez ou outra podem ser substituídos por homens que agem como tais, tudo isso porque ela gosta de estar com uma banda. No entanto, os garotos não opinam em absolutamente nada, Jessie gosta de ter um controle criativo em suas mãos.

Esta moça, natural de Los Angeles, começou com a banda Shut Up Stella. Depois seguiu com a carreira solo, onde teve problemas com alguns produtores renomados, que a fizeram desistir do projeto. Mas, persistente como é, Jessie criou os Toy Boys e finalmente sua carreira começou a dar uma reviravolta.

Em 2011, uma das faixas da nova era, “We Own The Night”, foi exibida em diversas propagandas para o canal CW, enquanto “Push It” chegou à sétima colocação na Hot Dance Club Play Chart. Para coroar o ano, Jessie foi selecionada como ato de abertura da bem-sucedida “Femme Fatale Tour” de Britney Spears, junto com Nicki Minaj e as gêmeas da Nervo.

Neste ano, ela deve continuar colhendo bons frutos. “Let’s Get Naughty”, música que já sugerimos na seção Três no Armário, segue crescendo nos charts. Na semana passada, ficou com a décima nona colocação na já anteriormente citada lista da Billboard. E finalmente, depois de um EP lançado, o disco debute da moça chega às praças quando for verão nos Estados Unidos – entre junho e setembro – e tem tudo para ser um sucesso.

Como se a música não fosse o suficiente, a moça ataca de atriz na websérie “This Is How Rumors Start”, uma obra semi-autobiográfica que conta sobre o que a cantora passou quando viveu em Londres. Em meio ao ótimo início de carreira, o Vestiário se reuniu para uma entrevista exclusiva com Jessie, onde ela ela falou sobre sua vida profissional e os planos para o futuro.


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Sua admiração pelo trabalho de Madonna é tão notável que você trabalhou com Nellee Hooper – o homem por trás do icônico “Bedtime Stories” – e Jimmy Harry, responsável pela vencedora do Globo de Ouro, “Masterpiece”. Como você vê Madonna como fonte de inspiração?

Amo como Madonna é uma mulher forte que constantemente ultrapassa as fronteiras com sua música e visual. Trabalhar com Nellee e Jimmy foi um sonho que tornou-se realidade. Eles são alguns dos melhores produtores deste meio e estou muito animada para que o mundo ouça meu álbum debute neste verão. Espero que Madonna ouça e goste.

Você trabalhou com Ryan Tedder e recentemente gravou uma música com Benjamin e Joel do Good Charlotte. O que você aprendeu com essas experiências?

Trabalhei com Ryan em 2007, pouco antes dele estourar na indústria com um hit. Me lembro que ele vivia com sua esposa em um apartamento bem pequeno em Los Angeles. Como não tinha lugar para estúdio, ele montou um em sua sala de estar. Ryan foi uma grande inspiração ao mostrar que não é preciso de muito para fazer boas músicas. Ele trabalhou duro e é muito talentoso – atualmente um dos compositores mais bem-sucedidos do mercado. Fico feliz por ele! Benji e Joel seguem esta mesma linha. Eles vieram de origens humildes e mesmo tornando-se duas grandes estrelas do rock, continuam trabalhando duro como no início da carreira.

Jessie & The Toy Boys
Foto: Divulgação

“We Own The Night” foi usada para inúmeras propagandas do canal CW, enquanto “Push It” e “Let’s Get Naughty” apareceram em outras séries. Como é a sensação de ver o seu trabalho atrelado a outros produtos?

É maravilhoso ter minha música na televisão e cinema. Atualmente, meu cover de “Sing Sing Sing” está sendo usado em um programa muito popular por aqui, o “Dancing With The Stars”, e costumo ver muitas vezes no comercial. É uma sensação muito boa.

Você tem um excesso de criatividade, ama estar com uma banda e por isso criou os Toy Boys. Quantas músicas você escreveu para o seu primeiro álbum? Como foi o processo de seleção de repertório?

Escrevi cerca de quarenta e cinco músicas para este álbum. Metade delas eram boas e outra metade apenas legal. Eu sempre quero fazer o melhor no trabalho e estou lutando para ter um álbum de estreia respeitado e muito amado neste verão.

Amei você em “This Is How Rumors Start”. O que lhe motivou a fazer esses vídeos?

São de histórias verídicas que vivi em Londres. Mudei alguns nomes aqui e ali, mas é tudo baseado em experiências e pessoas reais. Eu quis colocar um visual nas minhas músicas para que meus fannequins tenham uma ideia de como flui minha criatividade.


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Como você se sentiu ao ser escolhida para abrir uma série de shows para a turnê “Femme Fatale” de Britney Spears? Como foi estar com ela e Nicki Minaj?

Foi uma honra. Uma quantidade enorme de novas garotas do pop queriam aquele lugar e eu o consegui. Isso me motiva e me faz sentir muito bem todos os dias. Estou ansiosa para voltar em turnê neste ano.

O que você pode nos contar sobre seu álbum de estreia?

Estou trabalhando com Lil Eddie Serrano, que escreveu muitas músicas boas e mais recentemente o single de Nelly Furtado e K’naan, “Anybody Out There”. Ele é incrível, escrevemos juntos com Rob Knox uma canção muito boa. Acredito que seja minha melhor música até agora e será lançada em breve.

Jessie & The Toy Boys foram indicados pela Macy’s como “Estrela em ascensão” onde, se forem os mais votados, abrirão o iHeartRadio Music Festival. No ano passado, grandes nomes da música como Lady Gaga, Nicki Minaj, Coldplay, Bruno Mars e Kelly Clarkson se apresentaram no evento. Para votar, basta acessar a página da banda no concurso.

Jessie passou por inúmeros altos e baixos na carreira, mas nunca desistiu de seus sonhos. Parece que finalmente sua hora está chegando, portanto, não se assuste se o nome dela aparecer pelo mainstream nos próximos meses.

Essa entrevista não teria saído sem o apoio de Brian Simpson da gravadora Prospect Park, Laio Coelho do Fannequins e Filipe Sampaio do Assimétrico. Fica aqui o meu agradecimento!

Do colorido ao (muito) chiclete, é a nova missão do Cine

Por André Pacheco comentários

Cine
Imagem: Divulgação
No segundo disco, Cine deixa de lado as roupas coloridas e qualquer resquício do emocore, para entregar um material divertido, linear e de fácil assimilação.

Aquela velha – que existia principalmente quando as pessoas tinham o costume de ir a uma loja de CDs – de não julgar um disco pela capa, não cabe a “Boombox Arcade”, o segundo da banda Cine, lançado ontem pela Universal Music. Todo o conceito da obra está estampado logo de cara, e também no encarte.

DH, Dan, Dave, Bruno e Dash são os personagens centrais de um jogo de videogame oldschool, dividido em quatro fases. O objetivo? Entreter. O chefão? O rótulo de banda emo. “Esse é um disco para quem não curtia o nosso som, para que escutem e quebrem a ideia que têm da gente, o preconceito musical”, diz o baterista Dave Casali, em entrevista exclusiva por telefone.

Foi-se as roupas coloridas, o jeitão marrento e as caretas de adolescente mimados presente em “Flashback”, material de estreia da banda lançado em 2009. Em “Boombox Arcade” temos um Cine mais eletrônico, assumidamente pop e sem pretensão nenhuma de ir além da diversão.

“Conseguimos fazer um trabalho que misturasse bastante do que a gente gosta, e algo diferente também”, defende um convicto Dave. O encontro com o eletrônico e os níveis de um jogo estão registrados na catorze faixas, dividas em quatro blocos. O disco abre com “#EmChoque” – toda moldada no pop, electro-house e dubstep – deixando claro que o Cine pouco se importa com os obstáculos presentes nas fases de “Boombox Arcade”, ou transparece não se importar.

Na primeira parte, a missão é pegar geral na balada, ou pelo menos a garota certa. “Top Models”, a segunda faixa, é difícil de tirar de cabeça – a letra não é lá grandes coisas, como a maioria do disco, mas quem se importa? – e remete bastante ao eletrônico de meados dos anos 1990. “Seguir o sol”, que vem depois, fecha o bloco “Paquera” – ou como eles chamam, “Level One” – e é uma ótima pedida para as rádios.

Mas, por que mudar tanto? “Neste disco, decidimos apelar mais para o eletrônico. É o que gente está escutando no momento, e também é o que bomba no cenário internacional”, explica Dave. “Não adiantaria a gente lançar um disco igual ao primeiro, ia ser fórmula repetida. Gostamos de arriscar”, finaliza o baterista.

Mas para que o Cine não receba um “game over”, eles contam com a ajuda de amigos. Das várias parcerias, são cinco no total, podemos destacar Bochecha em “Reset” e Jay Vaquer em “Esse aqui é mais um (sonho)”. “Nós chamamos pessoas que gostamos, todos toparam na hora”, diz Dave, e finaliza: “os nomes e as parcerias surgiram naturalmente, não foi uma exigência de ninguém da gravadora”.

“Nunca ninguém morreu de amor” também merece uma atenção especial – se bem trabalhada, pode fazer bonito nos charts – pela participação do grupo SevenLox. Paradoxalmente, é a única faixa que remete às batidas anteriores do Cine. O refrão é chiclete, tem um break com violão acústico e conseguiria colocar a “galera com as mãos para cima” em um show. E com absoluta certeza vai, o Cine tem uma quantidade boa de fãs, e bem fiéis.

Com um álbum de estúdio e um ao vivo já lançados, o grupo acumula a respeitável marca de 65 mil cópias vendidas no Brasil, e com (relativamente) pouca divulgação. As estratégias se concentram nas redes sociais. “A internet consegue ser mais forte que a tevê e o rádio”, decreta, com razão, Dave no fim da entrevista.

Na última fase, como era de se esperar, o Cine consegue zerar o jogo. “Esse aqui é mais um (sonho)” – de longe a melhor faixa do disco – conta as dificuldades que a banda enfrentou, e ainda enfrenta, na carreira. Ao lado de Jay Vaquer, eles avisam que este é apenas mais um entre tantos álbuns que pretendem fazer. Que venham os próximos jogos, tão ou mais divertidos quanto “Boombox Arcade”.

Nascida no Rio, espalhada pelo mundo

Por Lucas Lucena comentários

Lura Rizzotto
Foto: Divulgação

O cenário da música pop nacional pode ter andado devagar no últimos anos, mas essa situação está para mudar com a chegada de Laura Rizzotto. Com apenas 17 anos, e um vozeirão de diva do blues, a cantora acaba de lançar o seu disco de estréia “Made In Rio”. Com jeitinho de Taylor Swift e voz de Joss Stone, Rizzotto traz uma mistura do pop folk – como ela mesma define sua música – com a malemolência e alegria de uma típica garota carioca.

Apesar da pouca idade, o trabalho de Laura é fruto de muito estudo e dedicação à música. A garota começou as aulas de piano aos oito anos e, ainda em 2011, se forma no curso técnico de piano clássico na Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Essa formação erudita ajuda a dar maturidade à composição pop”, explica.

A paixão por artistas britânicos e norte-americanos, e parte da adolescência vivida nos Estados Unidos, introduziram o inglês na rotina criativa da cantora. “Os versos vieram espontaneamente, foi um processo totalmente orgânico, não uma escolha preconcebida”, conta a moça, que compôs doze das quinze canções de “Made In Rio”. “Acho que foi bom ter seguido por esse caminho, pois como diz a Rita Lee, o inglês é o esperanto que deu certo. Uma canção em inglês tem mais chances de ser assimilada por outras culturas”, defende.


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As doze canções de “Made In Rio” – compostas em parceria com o seu irmão Lucas – mostram a versatilidade e competência de uma artista que, apesar de jovem, sabe muito bem o caminho a trilhar. A inspiração vem do cotidiano, e Laura canaliza as mais diversas emoções para criar composições extremamente pessoais. “Compor pra mim é uma espécie de terapia, onde reviro sentimentos pelo avesso e fico muito exposta,” conta a cantora.

Mesmo possuindo uma boa química com o irmão, Laura não nega que prefere trabalhar sozinha. “Gosto de compor no meu violão, sentada no chão do meu quarto, sempre com a porta trancada”, revela. “Até as minhas parcerias com o Lucas são introvertidas. Cada um faz a sua parte sozinho no seu canto e depois a gente se encontra e chega a um consenso sobre como integrar as partes num todo harmônico”.

Lura Rizzotto
Foto: Divulgação

O contato com a gravadora veio como recompensa do trabalho. Com apenas 15 anos e um repertório de mais de 20 músicas, a carioca começou a fazer apresentações em casas noturnas do Rio. Em um desses shows, Laura se deparou com o convite de um dos diretores do grupo Universal. “Fiz um pocket show para a direção da gravadora, e em seguida assinamos contrato para a gravação de quatro discos”. Hoje, além de cantora, Laura também é compositora contratada pela Universal Publishing e já conta com mais de 30 canções editadas e prontas para serem distribuídas a outros artistas do grupo.

Para o futuro, Rizzotto não pensa pequeno. “Minha maior ambição é daqui a cinco anos estar no mainstream da música pop internacional, atualmente dominado por artistas de origem anglo-americana,” revela. “Quero vencer esse preconceito de que artistas de origem latina só fazem sucesso em nichos específicos. A Shakira conseguiu superar essa barreira e se consagrou como artista global, cantando em inglês. Quero seguir esse caminho”, finaliza. No que depender de “Made In Rio”, o primeiro passo já foi dado.

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