Porque há amores e amores, mas é tudo amor
Publicado em Por Jader Gomes
Amor, talvez é o que faça o mundo ser mundo, que nos dá força para abrir os olhos todos os dias, querer viver. Palavra do latim, que representa um sentimento com tantas faces e tão complexo, que sua simples grafia nem condiz com a grandiosidade do que nos faz sentir.
Quem consegue definir o amor? Eu não, e nem tenho essa aspiração. O fato é que há várias formas de amar, e não digo as óbvias, aquelas que separam o amor pelos pais do amor pelo cachorro, pela roupa preferida e tantos mais. Falo das diferentes formas de amar aquele “estranho” que nos fez/faz sentir um friozinho na barriga ou, como os mais românticos dizem, borboletas no estômago.
Paixão, atração ou seja lá a forma como o amor pode se manifestar, o erro é querermos restringi-lo somente aos relacionamentos duradouros ou onde se esgota tudo o que se podia saber sobre outra pessoa. Porque se enganar e achar que para amar é preciso tempo e conhecimento? Onde ficam os amores que a gente encontra andando pelas ruas somente pela troca de olhares? E os platônicos, que nos fazem criar um mundo onde mandamos e desmandamos, afinal, a história é de dois, mas só um é o autor?
Sim, o amor é um sentimento nobre, mas não pelo fato de poucos sentirem ou ser difícil senti-lo. É nobre pelo simples motivo de nos fazer desejar somente coisas boas para o nosso “sujeito de adoração”. Acredito que a melhor maneira de se aproximar da definição do que é o amor seja exatamente essa: sentimento que nos torna alguém melhor e, por consequência, nobre.

Não quero de forma nenhuma banalizar o tão endeusado amor, muito menos dizer que tudo o que sentimos por terceiros seja isso. Apenas não podemos criar padrões para amar, pois eles não existem e, por mais que tentemos, nunca existirão. Porque o amor é assim, às vezes precisa de nomes, endereços, convivência e contato. Nasce do querer amar e não da despretensão. Mas o contrário é tão amor quanto e não são necessários rédeas, beijos ou qualquer outra coisa.
Há o amor das nossas vidas, o amor da infância, o da adolescência, o da maturidade. Há o amor do supermercado, o da rodoviária, o da faculdade. Há o amor que nunca se saberá o nome, há o amor que se sabe até a hora de nascimento. Há o amor que dura toda a eternidade, há o amor que se passa em segundos. Amor, esse algo tão pessoal e ao mesmo tempo universal.





