Não é de hoje que quando um grande nome, outrora esquecido, se ausenta definitivamente da existência física, surge uma grande massa, maior do que a originalidade fanática, dizendo que “sentirá saudades”.
Não quero entrar no mérito sobre a onda de violência que aflige o campus da USP na Zona Oeste de São Paulo. A questão é outra, e não tem nada a ver com latrocínio, assalto ou sequestro.
“Medianeras” fala sobre a vida que cresceu sem controle, bem como as metrópoles. Mas fala também dessa beleza do fracasso, sobre a esperança, sobre o amor. Mostra que o final pode ser perfeito como nos contos de fadas.
De um tempo para cá, até cantora de axé que vira de cabeça pra baixo no Rock In Rio está sendo tratada como diva. Mas poucas são as cantoras do pop que merecem estar no panteão da voz.