A velha conhecida do cinema, da televisão e da música

Por Olívia Miquelino comentários

Requiem for a Dream
Jared Leto como Harry Goldfarb. Foto: Divulgação

Uma sequência de estéticas e temáticas muito parecidas me levaram a escrever esse artigo. Há alguns meses, tive a oportunidade de assistir ao filme “Réquiem por um sonho” (Requiem For A Dream, 2000), que trata com intensidade nauseante a rotina em torno do vício dos personagens do drama. O que mais me marcou com relação à história não foram suas cenas fortes, como a que o protagonista tem o braço amputado – consequência do vício em heroína – mas sim, a estética da qual o diretor se vale na tentativa de aproximar o público das sensações e delírios vividos pelos personagens ao entrarem em contato com as drogas.

Essa mesma estética pude reconhecer em um segundo longa – o polêmico “Trainspotting – Sem limites” (Trainspotting, 1996). Ambientado na Escócia, o filme choca ao manter personagens e espectadores sob o efeito da heroína. As cores vibrantes, o ritmo acelerado, as pupilas dilatadas e a fumaça dos cigarros – estes presentes em quase todas as cenas – contribuem para a atmosfera hipnotizante.

Skins
Sexta temporada de “Skins” estreou em janeiro. Foto: Divulgação

Na série inglesa “Skins” – que já foi abordada em três especiais aqui no site: 01, 02, 03 – também somos induzidos a enxergar pelos olhos dos jovens retratados, que assim como nos filmes citados, não medem os limites quando o assunto é sexo, diversão e muita droga. Embora em “Skins” o tema sofra uma abordagem bem menos dramática, também acabamos sendo convidados, em cada episódio, a embarcar nas viagens alucinógenas de seus personagens.

Censurado em alguns países como a França, o clipe “We Found Love”, da cantora Rihanna, igualmente explora a temática do vício, fazendo uso de uma estética que inclui jogo de luzes com fogos de artifício e pisca pisca – aquele mesmo das árvores de natal. A pupila que se dilata como consequência do efeito da droga no organismo também é representada, além dos roubos e do vandalismo que transformam o crime em diversão.


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Não é de hoje que filmes, séries e até clipes expõem o tema da dependência às drogas, até porque o tempo passa, mas elas continuam a existir e a arrastar uma multidão de personagens da vida real com elas. Embora a estética colorida e inebriante utilizada para nos passar o “barato” dado pelas drogas soe como uma tentação aos olhos de nós, espectadores, o recado de cada uma dessas produções é claro quanto às conseqüências negativas do vício. Então, minha gente, o melhor ainda é tentar encontrar amor em lugares com esperança!

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