O suicídio do extremista, a vida longa do extremismo
Por Murilo Araújo comentários

E quando você acha que um extremista não podia ir mais longe do que tudo que a galera conservadora já aprontou, o que ele faz? Exatamente, entra numa igreja e dá um tiro na própria cabeça em sinal de ~protesto~. Foi o que fez Dominique Venner, historiador e ensaísta que cometeu suicídio na tarde de hoje, em frente ao altar da catedral de Notre Dame, em Paris.
Os reais motivos do ato, registrados na carta que Venner deixou na igreja antes do tiro, ainda não foram revelados pela polícia francesa, mas o que se sabe é que, em um post publicado em seu blog horas antes do ato, o suicida manifestava-se contrário a lei sancionada dias atrás no país, permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. No texto, Venner afirma que “são necessários gestos novos, espetaculares e simbólicos para tirar as pessoas da sonolência, balançar as consciências anestesiadas e acordar a memória das origens”.


