Apenas alguém que saiu a pé da Bahia pra São Paulo, mas só conseguiu chegar até Belo Horizonte mesmo. Escreve semanalmente sobre qualquer coisa no Vestiário.
Antes de tudo, que fique bem claro, que esse texto é a forma como eu penso sobre os relacionamentos. Os meus desejos de como um relacionamento tem que ser, e a minha visão sobe os alheios. Fique livre pra discordar, comentar e criar uma discussão sobre o assunto. Estamos aqui para isso.
Já repararam que todo mundo quer namorar, mas ninguém namora? Engraçado isso, né? Se tantas pessoas estão solteiras e querem, porque não o fazem?
Ontem eu tava pensando na vida e, como bom homem que sou, depois de 15 minutos estava pensando em pornografia.
A partir daí eu não sei em que momento eu perdi o fio e comecei e ir além dos meus pensamentos pornográficos diários. Pensei em como as pessoas viam a pornografia. Talvez, no subconsciente, eu estivesse preocupado com o tempo que eu me dedico ao assunto quando estou sozinho. Mas, de uma forma interessante, comecei a listar algumas coisas.
Há algumas temporadas, Dexter não é mais aquele menino mal que vivia se deixando dominar pela fome de sangue. Em cada episódio novo, o personagem de Michaell C Hall ia se dominado pela curiosidade das relações humanas. Acabou se aproximando das pessoas e de sentimentos antes desconhecidos.
Na última temporada, Dexter se viu frente a com novos desafios, entre eles um que desacreditava. A fé humana.
Primeiro, o personagen se depara com o Irmão Sam, um ex-presidiário que tenta salvar, através da fé, as pessoas que cometem erros. Após uma leva desconfiança, ele entra de cabeça em uma amizade que não tinha tido até então. Em clima de companheirismo, o Irmão Sam conta a Dexter algumas situações onde precisou dominar o seu lado negro e continuar tendo fé que podia ser uma pessoa melhor. Inspirado, Dexter coloca em xeque assuntos que não contestava antes.
Então, com um amigo que prega a paz, o contato com o filho e a proximidade inevitável com a irmã, o personagem tentou cada vez mais manter o equilíbrio entre os mundos que transita. Descobrindo assim um Dexter mais humano.
Dexter teve que lutar contra uma dupla autointitulada “Os Assassinos do Apocalípse”. O professor Gellar e o seu escudeiro Travis, dois religiosos que torturam e matam suas vítimas recriando fatos bíblicos, acreditando naquelas ideologias malucas de fanáticos.
Alguns personagens, como Laguerta e Angel, perderam um pouco de força. Outros ficaram malucos, como Debra – que por alguns momentos pensar estar apaixonada pelo irmão (socorro), e por outros continua fazendo tudo errado e sofrendo mais que princesa Disney em começo de clássicos. Depois dessas confusões, altos e baixos (nem tão altos assim), Debra termina a temporada encontrando com Dexter matando um dos assassinos.
*Close na cara da Debra chocada, close no Dexter com cara de nada e assim termina a temporada*
Não dá para saber muito bem o que esperar da sétima temporada. A série pode tomar rumos diferentes, ou continuar na mesmice e vir com uma história repedindo todas as questões que já estão sendo debatidas. O seriado entra na reta final, pois já foi confirmado que só se mantem até a oitava temporada. Esperamos de dedos cruzados que a história seja encaminhada de forma que os desfechos dos personagens sejam surpreendentes e tenham um final que nós fãs merecemos.
“Dexter” estreia nos Estados Unidos dia 30 de setembro no canal a cabo Showtime.
Houve uma época, não tão distante assim, em que a música pop poderia ser uma baladinha divertida e pretensiosa, pronta pra incendiar quem estivesse nas pistas de dança. Um mundo onde trocávamos novas músicas, ficávamos esperando ansiosos os clipes na TV ou cruzando os dedos para que a nossa conexão não caísse e o download do nosso álbum fosse finalizado.
Tudo parecia ir bem, até que um dia uma bruxa muito má, enlouquecida com a felicidade da população gay mundial, resolveu fazer algo que mudaria o pop para sempre. Em um ato maligno, colocou uma sementinha na barriga de uma linda moça sueca e… nove meses depois nasceu David Guetta.
É engraçado como estamos construindo nossas novas formas de amizade, pelo menos online. Não existe mais isso de que todo mundo que temos nas redes serem nossos amigos, se é que já existiu. Adicionamos as pessoas por que são interessantes de alguma forma: ela parece ser bacana ou mesmo escreve sobre coisas legais. Ainda, adicionamos porque acreditamos que alguém passou no nosso processo avaliativo sexual e pode se transformar em uma potencial rapidinha no fim de semana, evoluir para algo além e etc.
E isso não é de tudo ruim, porque abre um leque de coisas que talvez você não conhecesse por outro meio. É maravilhoso quando você se sente sozinho ou deslocado do mundo e encontra ali pessoas que são malucas exatamente como você. Ou simplesmente esbarrara numa pessoa que você julgue ser um possível relacionamento – a tal da “pessoa legal” que a gente sempre anda procurando. E tem mais. Sabe aquela coisa que você tem a maior curiosidade de experimentar? Então, sempre procurar vai achar alguém no Facebook que tope fazer. Algo do tipo trair o namorado – aquele que você ama – de forma que ele não vá saber nunca ou coisas obscuras que jamais teremos coragem de confessar.