Posts de Inês Amorim

Colunista

Inês Amorim era colunista no Vestiário.

Inês Amorim
Caravana Sereia Bloom; Céu

Caravana Sereia Bloom

Céu

Universal Music - 2012

4 estrelas

Por Inês Amorim comentários

Um dos maiores nomes atualmente na MPB, pelo menos fora do Brasil, é a cantora e compositora paulista Céu. Ela conquistou o público e a crítica no exterior com o seu primeiro disco, lançado em 2005. “CéU” chegou ao topo na lista na World Music da Billboard, vendendo mais de 100 mil discos nos Estados Unidos além de outras 25 mil na Europa.

Após um hiato de três anos desde o seu segundo álbum “Vagarosa”, em fevereiro deste ano, chegou às lojas “Caravana Sereia Bloom”. No novo material, Céu demonstra, além de mais maturidade artística, audácia para agregar outras influências em suas melodias. O disco é uma obra elegante, recheada com uma sofisticação musical latente, mas ao mesmo tempo, carrega uma simplicidade melódica encantadora. Céu possui uma voz rouca, doce e afinada, que desliza pelos ouvidos. Poucas vozes no cenário atual da MPB possuem esse poder e suavidade.

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Lady Soul; Aretha Franklin

Lady Soul

Aretha Franklin

Atlantic - 1968

5 estrelas

Por Inês Amorim comentários

Aretha Franklin tinha 25 anos quando lançou “Lady Soul”, o seu décimo quarto álbum. Naquela altura, já era vista como uma diva, havia conquistado dois Grammys e possuía respaldo do público e da crítica. O disco é considerado um de seus trabalhos mais emblemáticos, além de trazer alguns de seus maiores sucessos.

A primeira faixa, o hit “Chain Of Fools”, alcançou o segundo lugar da Billboard e ganhou um Grammy de Melhor Performance Vocal Feminina de R&B em 1970. Também está em 249 na lista das 500 melhores canções de todos os tempos na opinião da conceituada Rolling Stone. Nada mais justo para uma faixa que se tornou um dos ícones da artista. A música é marcada pelo coro forte do refrão, que já diz tudo sobre ela: uma mistura empolgante de rock e soul.

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I never loved a man the way I love you; Aretha Franklin

I never loved a man the way I love you

Aretha Franklin

Atlantic - 1967

5 estrelas

Por Inês Amorim comentários

Lançado em 1967, “I never loved a man the way I love you” foi o grande responsável por projetar a Lady Soul Aretha Franklin ao estrelato. Somente a introdução da primeira faixa é o suficiente para você ser completamente conquistado pelo trabalho. Afinal, o que esperar de um disco que tem “Respect” como música de abertura? Foi com ela que Aretha conquistou seus primeiros Grammys de Melhor Gravação de R&B e Melhor Performance Feminina Vocal de R&B, em 1968. Além de um primeiro lugar na lista de singles da Billboard.

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Lucas Santtana, O deus que devasta mas também cura

O deus que devasta mas também cura

Lucas Santtana

Independente/ Doginóis

3 estrelas

Por Inês Amorim comentários

É difícil classificar o trabalho de Lucas Santtana. Em seu quinto disco, “O deus que devasta mas também cura”, o cantor e compositor baiano esbanja sonoridades, passeando do som acústico até batidas eletrônicas. De melodias dançantes à canções reflexivas. De ritmos brasileiros, como o samba, às influências de ritmos estrangeiros, como o dub.

O álbum é composto por dez faixas, sendo oito autorais e duas releituras: “O paladino e seu cavalo Altar”, versão de “This is not the fire”, da banda inglesa My Tiger My Time e “Músico”, composição de Tom Zé, Herbert Vianna e Bi Ribeiro. Além dos novos arranjos, a releitura de “Músico” contou com a participação da cantora Céu e do baterista Curumim – ambos fazem relativo sucesso fora do Brasil.

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Segunda Pele; Roberta Sá

Segunda pele

Roberta Sá

Universal Music - 2012

4 estrelas

Por Inês Amorim comentários

Segunda pele”, o quinto trabalho de Roberta Sá, se porta como uma profusão de ritmos. Diferente dos discos anteriores, o novo trabalho não traz o samba como gênero dominante, mas uma deliciosa salada de balada, marchinha, frevo e pop. Tudo numa mistura de melodias, cadências, sentimentos e tonalidades.

Eleita a melhor cantora de MPB na última edição do Prêmio da Música Brasileira, Roberta se firma a cada trabalho como um dos mais respeitados nomes da nossa música, e não é à toa. O esmero na produção do “Segunda pele” é algo latente. O virtuosismo das orquestrações compõe, juntamente com a voz suave mas de timbre forte da cantora, um trabalho que dá gosto de ser ouvido, além de orgulho. Afinal, dá uma ponta de satisfação ver a música brasileira alcançar níveis de tamanha excelência.

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