Para comemorarmos – ou não – o Dia dos Namorados de uma forma diferente, o Top 5 elegeu cinco casais gays que nós amamos e com os quais dividimos momentos inesquecíveis e embalados por muitos tapas e beijos, cenas bem picantes ou até mesmo boas risadas. Já pega o buquê de rosas e vem com a gente nessa.
05Emily e Naomi
Kathryn Prescott e Lily Loveless em ‘Skins UK’
Foto: Reprodução
A segunda geração de “Skins” de fato consuma o que o personagem Max não conseguiu na primeira. E o conturbado relacionamento é marcado pela dificuldade de Naomi em aceitar sua homossexualidade. Mas quando o amor fala mais alto, Emily, depois de muito sofrer, consegue ser feliz ao lado da amada.
Todo mundo precisa ter um ombro amigo, não é mesmo? Aquela pessoa que nos ajuda, ri das nossas piadas sem graça, nos paga os “bons drink” quando estamos sem nenhum tostão no bolso. E no mundo das séries, várias relações nos encantam e nos surpreendem. Por isso, separamos as cinco amizades mais marcantes com características diferentes, mas que podem, todas, serem “sintetizadas” em palavras inciadas com a lertra “i”.
05Improvável
Quinn e Mercedes, em Glee
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Quando dizem que os opostos se atraem, isto não se aplica somente a relações amorosas, propriamente ditas. É que podemos ver entre Quinn e Mercedes, em “Glee”. Uma amizade que superou as intrigas, invejas ou diferenças entre as duas. Foi muito bonito, vê-la surgir de um momento difícil, onde dizem que é quando sabemos quem são nossos verdadeiros amigos.
Polêmicas a parte, hoje vamos relembrar uma série muito peculiar. “Queer As Folk” contou os dramas e as pegações de quatro amigos gays em Pittsburgh. Você não se lembra de Brian Kinney, Michael Novotny, Emmett Honneycutt e Ted Schmidt? Então vem comigo.
Foto: Divulgação
Tudo começa em uma das noites na Babylon, a boate gay mais badala da cidade, onde Michael (Hal Sparks) – o narrador da trama – apresenta cada um de seus amigos: Brian (Gale Harold), o mito e o maior garanhão de todos. É Bonito e bem sucessido na carreira de publicitário; Ted (Scott Lowell), o inseguro e métodico contador não muito popular, e com isso sofre na hora da paquera; Emmett (Peter Paige), com o seu espírito de drag queen garante a diversão, para se ter uma ideia, trabalha numa sex shop; E por fim, ele se apresenta. Michael tenta ser o ponto de equilíbrio entre os amigos e se tornar gerente da loja de departamentos em que trabalha.
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Na noite em questão, surge no caminho deles o adolescente Justin Taylor (Randy Harrison), que faz sua “estreia” na noite gay da cidade. A partir de então, ele jamais deixaria a vida dos quatro, principalmente a de Brian, que logo ao ver “carne fresca” no pedaço trata de partir pro ataque.
Brian, Emmett, Ted e Michael. Foto: Reprodução
Porém, o desenrolar desta história é o mais complexo do mundo: Brian é totalmente avesso a qualquer tipo de envolvimento além do sexo sem compromisso, mas Justin se apaixona, e quer mais. Muitas confusões, que se arrastam pelas cinco temporadas, marcam a relação. Entre idas e vindas, momentos de paz e de conturbação e acontecimentos inesperados dá pra chorar e torcer muito por esse amor.
Michael é o melhor amigo de Brian, eles se conhecem desde a infância e tem uma cumplicidade invejável. Acontece que Michael é apaixonado pelo amigo, e essa paixão platônica – digamos assim – sempre atrapalha os namoros do rapaz, que não consegue dizer não a nada que Brian peça. Até que após algumas tentativas sem sucesso, casa-se com o professor universitário Ben e adota Hunter, um garoto de rua de 16 anos, que se prostituia e é HIV positivo.
Justin. Foto: Reprodução
O fracasso na vida amorosa acompanha Ted. E a frustração quanto a isso, o leva mais tarde, a problemas com drogas. Chega a se envolver com Emmet, mas a relação não dá certo. No final termina feliz e recuperado ao lado de um antigo caso, que ironicamente foi quem o apresentou às drogas.
Para Emmett autenticidade é sinônimo de ser feliz. De simples vendedor a estrela de telejornal na TV, passando pela meteórica carreira de astro pornô. É o ombro amigo que todo mundo deseja, sabe dar valor a vida. Se envolve com um velho milionário que morre – durante uma rapidinha do casal no banheiro de um avião – e termina ao lado de um reconhecido jogador de futebol americano.
Além dos personagens centrais, outros são tão importantes e inesquecíveis quanto, como Debbie (Sharon Gless), a mãe de Mike, que faz o tipo mãezona que toda família deveria ter e o tio, Vic (Jack Wetherall) – um homossexual da velha guarda – o maior apoiador de Michael. Tem também Lindsay (Thea Gill) – que tem um filho de Brian – e sua esposa Melanie (Michelle Clunie), preenchendo a cota de lésbicas na série.
Muito além de levantar qualquer bandeira, “Queer As Folk” nos levou a reflexões – não só com relação a homossexualidade, por tratar de forma muito real o preconceito – como também sobre relações familiares e profissionais. Pode ser considadera um marco nesse tipo de abordagem para uma série de televisão.
A carga dramática é garantinda, assim como os bons momentos de gargalhadas, o fato é que a saudade ficou após seus cinco anos em exibição, entre 2000 e 2005, no canal norte-americano Showtime. Originalmente, “Queer As Folk” é uma série britânica e durou apenas duas temporadas, entre 1999 e 2000. No Brasil, a releitura norte-americana foi exibida no canal pago “Cinemax” com o título “Os Assumidos”.