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Um grito por liberdade

Por Rafa Bacarolo comentários


Foto: Reprodução

Na última sexta-feira, antes da viagem de Dia das Mães, pouco antes de sair, vejo chegando na portaria do prédio minha Vogue Hommes Paris. Para dar aquela praticada no francês ou no final só olhar as figurinhas, como fazia na infância, vez ou outra compro as edições francesas. Para minha surpresa, duas na verdade, a revista veio como um sopro de novidade – palavra em falta na moda, como disse no texto da semana passada.

A primeira surpresa veio já na capa: o anúncio “MODE ÉTÉ 2013 – LA SENSATION DU FREE STYLE” ou Moda Verão 2013 – A sensação do Estilo Livre. Sendo que a 4 anos atrás, outros como a mim, já acreditavam na morte da tendência. Mas, agora, e o peso dessas poucas palavras em uma revista de moda como a Vogue?

A primeira frase que abre o texto de Olivier Saillard é um deleite para os olhos cansados da mesmice: “É possível combinar a moda, seja ela masculina ou feminina, com o sentimento de liberdade?”. Mais adiante ele compara o espartilho utilizado pelas mulheres no século XVIII às obsessões contemporâneas pela cirurgia plástica e o modelo estético perfeito – saca a Barbie?

Não ficarei aqui traduzindo e plagiando o texto, o utilizei como ponto de partida pela relevância de lê-lo em uma das revistas mais renomadas de moda do mundo. Se a própria Vogue disponibiliza duas de suas páginas para falar do sentimento de liberdade na moda, qual é o novo papel das publicações de moda, sejam impressas ou digitais, como este blog?

Adianta os sites brasileiros de renome nos dizer sobre a(s) tendência(s) para essa estação? Estampas mil, conjuntinhos, listras, o navy, o preto e o branco, têm também o amarelo, os neutros, os candy, os fluo, os anos 40’s, os 60’s, os 90’s.

E os estilistas em suas coleções, também precisam se reinventar. É necessário outro projeto para se exibir tais coleções. São novos tempos. Novos olhares. É extrair dos diretores de criação que existe uma ideia diferente a ser mostrada e não fazer como forma de dever, de estar obrigado a.

Desde o desfile apocalíptico de Lagerfeld para a Chanel, inverno 2012, a alta-costura se rendia ao streetwear, ao estilo livre e liberto da juventude das ruas. Hoje tudo é possível e muito mais democrático, não somente ao acesso da roupa, objeto material da moda, mas, e principalmente, quanto ao modo de se vestir e de misturar conceitos. Tudo vale. E que bom que tudo vale.

A segunda surpresa foi o nu frontal de Jarrod Scott. Mas isso já é outra pauta.

Sem identidade não existe moda

Por Rafa Bacarolo comentários

Beth Ditto
Beth Ditto desfilando para a Gaultier, em 2011. Foto: Reprodução

É tão bom voltar a escrever. Mas então surge a dúvida: sobre o que escrever? E sendo o meu primeiro texto aqui, como me fazer presente nele? O que sei é que até o final destas linhas não chegarei à resposta alguma. Se já estiverem sentados, encham os copos e então, vamos conversar sobre moda, ou melhor, sobre identidade.

Qual será seu papel hoje? Há algum papel para a moda que não o de mercado? Sempre fascinante e tentadora, porém não mais inventiva. O novo passou a se autojustificar. É tudo do mesmo. A moda perdeu sua característica principal: a novidade. O de criar a uma velocidade cada vez maior e tornar um objeto obsoleto o mais rapidamente possível para que um NOVO venha. Mas onde estão essas características?

Essa novidade ou transfiguração do lugar-comum – termo utilizado por Danto e título de um dos livros mais incríveis que li, no campo da arte moderna e contemporânea – se fez e faz pela ruptura com o que houve antes, a tradição. Ou seja, algo que nem sempre precisa ser compreendido, mas que arrebate os expectadores.

Indo mais afundo, se a moda não alcançou o mesmo reconhecimento que as demais esferas artísticas, foi pelo simples fato de não haver um jornalismo de moda que se colocasse como crítico, pensante e reflexivo. Os jornalistas de moda lutam incansavelmente por credibilidade, mas ao mesmo tempo são acríticos. É uma ligação demasiadamente estreita entre a imprensa e as maisons, o que torna difícil saber o que é uma nota sobre um desfile ou um comunicado da assessoria de imprensa da marca. O capital cultural da moda está ligado ao capital financeiro.

Porém podemos ver isso pelo lado não tão negativo. Se não há novidade e não há jornalismo de moda dissociado da máquina financeira, o que fazer? Reinventar-se. O novo se faz na identidade do indivíduo. Sabendo que a roupa nada mais é que o objeto material e visual de uma identidade interna, como interferir na personalidade alheia?

Tivemos o baile do MET, esta semana, e observamos situações dantescas. Nos divertimos. E se até elas “erram”, por que nós não? Ou melhor, vestir o que quisermos! Uso 44, mas quero uma calça 40. Use-a. Tem todo o direito. Mas que você poderia ficar melhor com a mesma calça na sua numeração, disso não há dúvidas.

É tudo uma questão de aceitação, primeiramente. Você não precisa se vestir como uma magra. Toda gorda pode usar listras ou estampas. Como? Sendo feliz, primeiramente. E nada como alguns truques. As roupas estão aí para deixar nossa identidade mais bonita e nos fazer único, como desejamos ser. Esse final pode ter ficado parecido com um livro de autoajuda, mas sem humor, a vida fica difícil de ser levada.

Uau, Taylor! Cantora está mais mulher e sambou no Met Ball

Por Jader Gomes comentários

Taylor Swift
Fotos: Reprodução

Seria chover no molhado dizer que a Gisele Bündchen estava arrasando, que o Marc Jacobs foi de pijama ou que a Madonna causou polêmicas. Tantas coisas estranhas, e tantas outras dignas de respeito. A noite no Met Ball foi do preto, a aposta da noite, por mais que seja “clichê”, rendeu os melhores looks. Como Cara Delevingne, Nina Dobrev e Jessica Hart, por exemplo. Mas o destaque da noite, pela atmosfera e pela mudança nos padrões do que está acostumada a mostrar, foi Taylor Swift.

A cantora está de fato na sua melhor fase, na carreira se consolidou definitivamente como um dos maiores nomes da música desta década. O estilo princesa intocável de cabelos cuidadosamente encaracolados ficou na era pré-Red, os tons pasteis e as saias rodadas preenchidas com tule também.

Taylor foi de preto, pedraria e transparências e arrematou tudo com um belo penteado que deixou sua franja infantilizada escondida. Quando, há um ano, Taylor usaria transparências laterias? O vestido é J Mendel, carteira e sapatos da Givenchy e jóias Lorraine Schwartz. Pode não ter sido o look preferido por você, mas não tem como negar que Swift demarcou mais uma mudança – e positiva – em sua postura pública.

Kristen Stewart é a mais bem vestida do ano?

Por Jader Gomes comentários

Kristen no Oscar 2103
Fotos: Reprodução

Pasme, mas isso não é uma brincadeira! Kristen Stewart, eternamente trollada por sua (in)expressividade padrão e também por, normalmente, não acertar no que veste, foi eleita pela revista Glamour do Reino Unido como a mais bem vestida de 2013 – e pelo segundo ano consecutivo. Alô?

Pois é, e apesar de tantos looks desastrosos, como o que usou no Oscar e que acabou ainda mais prejudicado pelo fato da atriz estar usando muletas/ou ter subido ao palco mancando, ela garantiu a votação a seu favor. E você, engole Kristen Stewart como a mais bem vestida? Assim a sua credibilidade fica ameaçada, né Glamour?!

Rio, Marisa Monte, Sônia Braga e top models no Calendário Pirelli

Por Jader Gomes comentários


Adriana Lima. Foto: Divugação

Super tradicional na moda, o Calendário Pirelli sempre traz as melhores modelos do mundo fotografadas por profissionais tão reconhecidos quanto. A edição de 2013 foi lançada oficialmente hoje, no Rio de Janeiro, que foi o pano de fundo do material.

O Brasil é pela terceira vez escolhido para isso, só que agora com algumas novidades. Pela primeira vez, atrizes e pessoas comuns também fizeram parte, além da preocupação em relacionar a questão social e econômica do país no contexto – que vem ganhando ainda mais notoriedade internacional.

Marisa Monte e Sônia Braga, além de Isabeli Fontana e Adriana Lima, foram as brasucas famosas fotografadas por Steve McCurry. O time conta ainda com tops do nível de Karlie Kloss, Summer Rayne Oakes e Petra Nemcova. Confira o vídeo:


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