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Dia dos Namorados, presentes e moda

Por Rafa Bacarolo comentários

Moda Estamparia
Fotos: Reprodução

Daqui uns dias é chegada a hora daquele troca-troca de presentes: o Dia dos Namorados, data tão esperada por vocês, pessoas apaixonadas e comprometidas em um relacionamento duradouro etc etc e não por mim, claro, um homem solteiro e que não espera ganhar nada no dia 12 de junho.

Deixando o recalque de lado, minha missão aqui é dar dicas, coisinhas que poderão ajudá-los na escolha do tal do presente. E ai dele se trocar! O tema desse texto partiu de um dos leitores que me perguntou sobre a tal da estamparia – já tão comentada aqui – combinada à alfaiataria ou como usar aquela peça colorida no dia a dia.

Muitos dos rapazes brazucas tem aquele receio de usar algo muito chamativo, colorido, psicodélico e carnavalesco sem parecer afetado demais ou exagerado. Problemas de ordem sexual não serão tratados aqui, mas não vejo motivo para não ousar nas composições. Mas, vamos começar aos poucos.

Moda Estamparia
Fotos: Reprodução

Toda e qualquer peça que fuja da ordem ou da linearidade do look será o ponto de atenção ou o ponto de luz. O lugar no qual o olhar irá focar. No âmbito do costume, para os mais sérios que desejam um ingrediente diferente e não deixar de lado a pegada clássica, podemos ter a composição neutra (preto, marinho, grafite, cinza chumbo) + camisa estampada (em listras da cor do próprio terno, poá, floral, etc) ou o todo neutro + gravata em grafismo.

Para os namorados um tanto quanto ousados, meu conselho é o próprio terno ou blazer estampado. Outra dica de presente são as malharias (“the winter is coming”). Só que nada de comprar aquele de gola redonda e preto! Mantenha o tom clássico sem assustar o boy, mas reinvente com cores.

Acho que de cinza, preto e aquele clima pesado, já bastam problemas da vida. De novo eu clamo: vamos de cores e diversão nesse inverno. Boas compras. Qualquer coisa, me mande aquele email, sua sugestão poderá ser a pauta do próximo texto!

Um mundo de flores

Por Rafa Bacarolo comentários

~Floral
Foto: Reprodução

De volta ao mundo da estamparia, achei necessário, nesta semana, pontuar uma específica: os florais. E também propor seu uso no já tão perto inverno, porque usar florais na primavera todo mundo usa!

A mais famosa estampa floral com certeza é a Liberty, criada em 1875 pelo inglês Arthur Liberty, que é composta por florais pequeninos e delicados. Há também os maxi florais e o Paisley – que usa o boteh, um motivo de uma gota vegetal de origem persa ou indiana, muito utilizado na pashmina nos séculos 18 e 19.

E como usá-las? Um floral mais uma peça neutra ou sair de floral + floral e ser um jardim feliz. Eu, por exemplo, misturo florais coloridos aos em preto e branco. Florais com listras e florais com motivos de animais ou algo mais lúdico é o que eu indico para começar.

E então, vamos de flores nesse inverno? Dá uma olhadinha na seleção de imagens que fizemos de peças florais e outras para combinar e deixa a criatividade fluir.

Floral
Liberty, Maxi e Paisley. Fotos: Reprodução

Para os mais ousados, a estampa na parte de baixo também é uma alternativa. Fotos: Reprodução

Mix de estampas: vamos combinar?

Por Rafa Bacarolo comentários


Lacroix de borboletas e combinações de estampas em P&B da Versace e Jil Sander. Fotos: Reprodução

Já não é de hoje que a moda masculina está em um processo de reinvenção. Não me esqueço da edição 8 da revista londrina Hero, que trouxe a moda do verão 2013 em suas páginas. Um espanto ao ver tantas opções para o guarda-roupa masculino: de camiseta de borboletas de Christian Lacroix, passando pela Versace, Christopher Kane, Givenchy e Mugler. Tudo se resumia a estampas. Sim, estampas. Algo que o homem comum tem sempre aquele receio em usar. Pois usemos!

E a estamparia não sumiu, ao contrário, é aquilo que faltava para nós. A transgressão do comum. Sair da mesmice de sempre. E como filhos do tropicalismo, está mais que na hora de ousarmos. Mas a pergunta que surge é: como combinar estampas?

No último texto, disse que o conceito de tendência é aquilo que precisamos extrair dos desfiles, o instante de genialidade dos diretores de estilo. No que tange a estamparia, eles nos mostraram maneiras inteligentes e criativas de usá-las através dos conjuntos de mesmo print – que particularmente eu amo. Outra possibilidade mais ousada, são as misturas de mesmo tom, como o preto e branco, vindo em poás com losangos e zebras e listras e os logos da Versace, tudo em um único look. Ou florais com tartan e quadriculados, camuflagens descontraídas e desestruturadas.

Enfim, uma infinidade de composições que, no final, irão compor sua identidade visual. Claro que não precisamos nos enfiar dentro do guarda-roupa e sair com tudo ao mesmo tempo. O que quero propor é pensar na possibilidade da estamparia como uma brincadeira. O que acham?

Vamos combinar de no próximo texto amadurecer essa ideia? No mais os deixo com algumas imagens dos desfiles de Primavera-Verão Ready-to-Wear 2013.


Fotos: Reprodução

Fotos: Reprodução

Um grito por liberdade

Por Rafa Bacarolo comentários


Foto: Reprodução

Na última sexta-feira, antes da viagem de Dia das Mães, pouco antes de sair, vejo chegando na portaria do prédio minha Vogue Hommes Paris. Para dar aquela praticada no francês ou no final só olhar as figurinhas, como fazia na infância, vez ou outra compro as edições francesas. Para minha surpresa, duas na verdade, a revista veio como um sopro de novidade – palavra em falta na moda, como disse no texto da semana passada.

A primeira surpresa veio já na capa: o anúncio “MODE ÉTÉ 2013 – LA SENSATION DU FREE STYLE” ou Moda Verão 2013 – A sensação do Estilo Livre. Sendo que a 4 anos atrás, outros como a mim, já acreditavam na morte da tendência. Mas, agora, e o peso dessas poucas palavras em uma revista de moda como a Vogue?

A primeira frase que abre o texto de Olivier Saillard é um deleite para os olhos cansados da mesmice: “É possível combinar a moda, seja ela masculina ou feminina, com o sentimento de liberdade?”. Mais adiante ele compara o espartilho utilizado pelas mulheres no século XVIII às obsessões contemporâneas pela cirurgia plástica e o modelo estético perfeito – saca a Barbie?

Não ficarei aqui traduzindo e plagiando o texto, o utilizei como ponto de partida pela relevância de lê-lo em uma das revistas mais renomadas de moda do mundo. Se a própria Vogue disponibiliza duas de suas páginas para falar do sentimento de liberdade na moda, qual é o novo papel das publicações de moda, sejam impressas ou digitais, como este blog?

Adianta os sites brasileiros de renome nos dizer sobre a(s) tendência(s) para essa estação? Estampas mil, conjuntinhos, listras, o navy, o preto e o branco, têm também o amarelo, os neutros, os candy, os fluo, os anos 40’s, os 60’s, os 90’s.

E os estilistas em suas coleções, também precisam se reinventar. É necessário outro projeto para se exibir tais coleções. São novos tempos. Novos olhares. É extrair dos diretores de criação que existe uma ideia diferente a ser mostrada e não fazer como forma de dever, de estar obrigado a.

Desde o desfile apocalíptico de Lagerfeld para a Chanel, inverno 2012, a alta-costura se rendia ao streetwear, ao estilo livre e liberto da juventude das ruas. Hoje tudo é possível e muito mais democrático, não somente ao acesso da roupa, objeto material da moda, mas, e principalmente, quanto ao modo de se vestir e de misturar conceitos. Tudo vale. E que bom que tudo vale.

A segunda surpresa foi o nu frontal de Jarrod Scott. Mas isso já é outra pauta.

Uau, Taylor! Cantora está mais mulher e sambou no Met Ball

Por Jader Gomes comentários

Taylor Swift
Fotos: Reprodução

Seria chover no molhado dizer que a Gisele Bündchen estava arrasando, que o Marc Jacobs foi de pijama ou que a Madonna causou polêmicas. Tantas coisas estranhas, e tantas outras dignas de respeito. A noite no Met Ball foi do preto, a aposta da noite, por mais que seja “clichê”, rendeu os melhores looks. Como Cara Delevingne, Nina Dobrev e Jessica Hart, por exemplo. Mas o destaque da noite, pela atmosfera e pela mudança nos padrões do que está acostumada a mostrar, foi Taylor Swift.

A cantora está de fato na sua melhor fase, na carreira se consolidou definitivamente como um dos maiores nomes da música desta década. O estilo princesa intocável de cabelos cuidadosamente encaracolados ficou na era pré-Red, os tons pasteis e as saias rodadas preenchidas com tule também.

Taylor foi de preto, pedraria e transparências e arrematou tudo com um belo penteado que deixou sua franja infantilizada escondida. Quando, há um ano, Taylor usaria transparências laterias? O vestido é J Mendel, carteira e sapatos da Givenchy e jóias Lorraine Schwartz. Pode não ter sido o look preferido por você, mas não tem como negar que Swift demarcou mais uma mudança – e positiva – em sua postura pública.

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