Tate Stevens e a temporada toda errada do “The X Factor”
Por Yhury Nukui comentários
É incrível como criamos laços com determinados programas da TV. Nessa fall season, minha atenção estava na versão americana do “The X Factor”, que não deixou uma boa impressão em 2011 e tinha tudo pra bombar neste ano. Britney Spears foi escalada para tentar aumentar audiência e Demi Lovato para atrair o público juvenil. Mas, nenhuma delas pode salvar o programa.
Demi Lovato foi uma ótima jurada, mas péssima mentora. Perdeu a incrível Jennel Garcia por tentar transformá-la em um espelho de si mesma, Paige Thomas chegou aos programas ao vivo cheia dos “gagaísmos” com pitadas de Rihanna, o que também não deu certo. Cece Frey, um dos maiores nomes da temporada, já começou odiada pelo público e prejudicada pela edição!
O “The X Factor” fez muito bem para Britney. Suas entrevistas parecem menos controladas, mais desenvoltas e a alegria finalmente reina em todas elas. A musa ficou responsável pelas crianças/pré-adolescentes e fez um excelente trabalho como mentora, tanto é que teve um de seus participantes na final. Seu longo tempo de carreira lhe trouxe um olho clínico que poucos sabiam que ela tinha. Sem falar em suas reações divertidíssimas, presentes desde as audições.
Simon Cowell continuou com seus comentários ácidos, mas fez um bom trabalho com os grupos, que no ano passado fracassaram nas mãos de Paula Abdul. L.A. Reid, por sua vez, detestou ter ficado com a categoria de participantes com mais de 25 anos e já começou os programas ao vivo fazendo o que não devia. Até hoje não consigo compreender como ele eliminou David Correy. Mas, o empresário já anunciou que não estará na próxima temporada do reality – nós agradecemos!
Quanto aos participantes, tudo seria muito diferente se estivessem na versão britânica. Jennel Garcia, Lyric 145, Cece Frey e David Correy que o digam. O formato do programa não foi feito pro público americano e tudo ficou muito claro depois dessa temporada. Tate Stevens jamais ganharia o reality se estivesse no Reino Unido. Se é que ele teria passado do Boot Camp.
Ele definitivamente não tem o fator X, mas não vou desmerecer seu desempenho durante o programa. Tate precisava muito da grana do prêmio de cinco milhões de dólares e não teria tantas oportunidades como Carly Rose Sonenclar, do grupo de Britney. Ela ficou com o segundo lugar, mas será lembrada por suas apresentações de alto nível. “Somewhere Over The Rainbow”, “My Heart Will Go On” e “Feeling Good” e “If I Were A Boy” estão aí pra provar. Britney mencionou diversas vezes que vê muito dela em Carly e vale lembrar que a musa também perdeu no “Star Search” quando era bem novinha.
Nunca me frustrei tanto numa final como essa, nem mesmo com a da segunda temporada do “The Voice”. O lado bom de tudo isso é que, além de Tate, Carly, Fifth Harmony e Emblem3 já tem contratos confirmados e Paige Thomas, do grupo de Demi, foi contratada pela Roc Nation. Alguém tem dúvida de que Jay-Z fará dela um sucesso?
Depois que o “The Voice” chegou nos Estados Unidos, Simon Cowell está demorando a entender que o modo “não polêmico” de se fazer reality é o favorito do público de lá e precisa promover mudanças mais significativas na próxima temporada. Acredito que Britney não deva voltar e com L.A. já fora do time, são dois espaços vazios na bancada. Simon só enche Demi de elogios e ela também demonstrou interesse em permanecer no programa, então podemos aguardar pelo retorno da moça.
O destaque da temporada foi Britney Spears, que causou um enorme rebuliço nas redes sociais. E quando se trata de um show de calouros, isso não é suficiente. Não foi dessa vez, Simon Cowell. Boa sorte em 2013!



