Uma Paola Oliveira “Muito Maluquinha”
Por Bel Bonotto comentários
Baseado na obra de Ziraldo, “Uma Professora Muito Maluquinha” chegou aos cinemas ontem, 07 de outubro.

O filme conta a história de Cate (Paola Oliveira), uma moça do interior de Minas Gerais que vai estudar para ser professora na capital, e mais tarde volta toda “moderninha” pronta para mudar os métodos de ensino de uma tradicional escola da cidade. Por ter uma visão à frente de seu tempo, ela vira alvo fácil de críticas.
As outras professoras, que não passam de carolas, reclamam frequentemente com Padre Beto (Joaquim Lopes) da postura da “rival”. Beto, o reitor da instituição e amigo de infância de Cate, fica descontente com as reclamações, e tenta levar a situação de maneira que não prejudique a amiga. No fundo, ele sabe que os métodos nada ortodoxos são satisfatórios e as crianças aprendem de verdade. Além de, claro, os alunos serem verdadeiramente apaixonados pela professora.
Enquanto os estudantes das outras classes sofrem com o lema: “decorar, estudar, dever de casa e nenhuma diversão”, a turma de Cate aprende com entusiasmo. Ela apresenta um universo muito além das salas de aula, levando-os ao cinema e a piqueniques. A tabuada, o terror das crianças, é ensinada com música.
“Uma Professora Muito Maluqinha” traz duas participações especiais. A primeira é Chico Anísio como Monsenhor Aristides, tio de Cate e seu protetor contra a fúria conservadora das outras professoras. Por fim, o autor do livro, lançado em 1995, é o simpático administrador do cinema local. Ziraldo, caracterizado de Monteiro Lobato, abre as portas fora do horário para que Cate e seus alunos assistam “Cleópatra”.
Paola Oliveira está brilhante no papel da meiga e divertida “Professora Muito Maluquinha”, até no sotaque mineiro – que dificilmente não é reproduzido com um caipirismo típico de quem não conhece o interior de Minas Gerais – ela acertou. O longa é fiel ao livro, com algumas poucas adaptações para dar sustância à obra, e traz Ziraldo, também, como roteirista. A direção é por conta de André Alves Pinto e César Rodrigues.
No fim, fica uma nostalgia com gostinho de infância. Cate é a professora que todos nós gostaríamos de ter tido, maluquinha ou não.





