Foi um prazer te conhecer, Elena

Por Ana Paula Cruz comentários


Foto: Divulgação

Mais uma vez me culpo por deixar para ver um filme de última hora. Sou do tipo de pessoa que gosta de digerir a informação bem lentamente, saio do cinema e remonto diversas vezes o filme na minha cabeça, recorto cada detalhe, agrupo as informações e depois tento colocar tudo no papel. Mas a pressa e vontade de falar sobre este filme me impedem de cumprir este ritual.

Mas, de qualquer maneira, “Elena”, o documentário de Petra Costa, me cativou já no primeiro anúncio do YouTube – Quem é Elena?


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O material é delicado como lembranças. Talvez por esse motivo tenham escolhido tal tratamento de imagens, que te transporta para dentro da história – simulando um sonho ou pensamentos. E trata sobre a morte, a morte de uma estrela, aqui levaria estrela num sentido ambíguo. Não apenas na visão de um talento, de uma atriz que sonhava fazer cinema em Hollywood. Mas sim alguém com luz própria, a figura da irmã mais velha que é vista como musa inspiradora pela jovem Petra, a filha talentosa e sensível, a profissional exigente e que desaparece deixando apenas dor.

“Elena” é um mergulho no passado da diretora numa tentativa de se descobrir através dos rastros de histórias deixadas por sua irmã, morta há vinte anos. Através de entrevistas, gravações e diários ela reconstrói parte da história de sua família e a ambienta em parte a história do país. Elena morreu em 1990, vitima de suas angústias e desilusões, no ano em que o governo Collor fechou a Embrafilme, interrompendo a produção (e evolução) do cinema nacional, neste período (1990-1992) atuar era possível somente no teatro ou na tevê.

E depois de rodeios e mais rodeios, o que achei do filme? Páginas e mais páginas de texto não transmitiriam as emoções que eu vivi no cinema, isso pode ser totalmente emocional, mas foi como ver poesia e se emocionar com ela. Por isso, vai lá. Vai conhecer a Elena você também!

Mais homem e menos ferro em “Homem de Ferro 3”

Por Ana Paula Cruz comentários

Homem de Ferro
Foto: Divulgação

Quem me conhece sabe que sou fã declarada de Homem de Ferro. O personagem da Marvel vivido por Robert Downey Jr. no cinema, playboy filantropo um pouco mais carismático e menos problemático que nos quadrinhos, é um dos poucos super-heróis convencionais que me agradam e me mobilizam a ir ao cinema, muito por conta da presunção de Tony Stark em se mostrar como herói sem se esconder atrás de máscaras.

O terceiro filme, de pouco mais de 2 horas que estreou na semana passada, é uma boa pedida para assistir com os amigos, mas faço um alerta: saí do filme com a sensação que tinha consumido tanta informação em tão pouco espaço de tempo que tinha certeza que havia perdido alguns detalhes.

Após sua ação dentro do buraco de minhoca no episódio ao lado dos Vingadores em Nova York, Tony Stark ficou marcado psicologicamente. Sofrendo por ataques de ansiedade sempre que se lembra do evento, assim começa a sofrer com insônia e se refugia em seu porão criando diferentes tipos de armaduras.

Ao mesmo tempo, uma onda de ataques terroristas começa a atingir diversos lugares no mundo, sendo atribuída ao líder religioso chamado Mandarim (Ben Kingsley). Em um dos atentados o segurança e amigo de Tony Stark, Happy Hogan (Favreau), se fere. Revoltado, Tony – já me sinto íntima – chama o terrorista para briga. O resultado pode ser visto ainda no trailer, um ataque à mansão e início de mais uma missão para que o Homem de Ferro salve a humanidade e desta vez, sua sanidade.


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Pontos fortes: se você espera ver cenas de ação com o Homem de Ferro terá! Mas grande parte do filme é dedicada para Tony Stark, seus problemas psicológicos e sua busca para se livrar do trauma. As cenas com o herói neste filme também perdem espaço para Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e James Rhodes (Don Cheadle) que saem do status de babás do bad boy para terem efetivamente importância na missão. Destaque também para todo o jogo de cintura de Tony Stark com crianças.

Pontos fracos: tudo no filme acontece num ritmo frenético, ao contrário do que acontece com muitos filmes de ação, se você desviar os olhos por um segundo pode ter perdido um detalhe muito importante do filme.

Chame os amigos, pegue a pipoca e divirtam-se!

Thor 2: o deus do trovão retorna para salvar o universo

Por Lucas Calore comentários

Thor, o herói mais bacana dos últimos grandes lançamentos nas telonas, está de volta. Em “Thor: o Mundo Sombrio”, além de proteger a Terra, o deus do trovão, interpretado por Chris Hemsworth, também deverá salvar todos os Nove Reinos de um grande e perigoso vilão.

O trailer legendado e cheio de ação, divulgado nesta terça-feira (23), foca no romance do herói com a bela Jane Foster (Natalie Portman), sua paixão em nosso planeta.


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Após os acontecimentos de “Os Vingadores”, Thor está focado em restaurar a ordem no universo. Porém, os Elfos Negros, uma raça antiga liderada pelo vingativo Malekith em aliança com Loki (Tom Hiddleston), retornam para deixar novamente o universo em trevas.

O longa, dirigido por Alan Taylor (do seriado “Game of Thrones”), estreia no dia 22 de novembro no Brasil. Será que a sequência irá superar o primeiro filme?

Drama de primeira qualidade marca “Meu Pé de Laranja Lima”

Por Jader Gomes comentários

Meu Pé de Laranja Lima
Foto: Divulgação

Ontem aconteceu a pré-estreia de “Meu Pé de Laranja Lima” aqui em São Paulo, e eu fui conferir. Confesso que nem lembrava direito da história que o livro homônimo conta, por isso não espere que eu faça comparações entre o que foi apresentado na telona e o que foi escrito há décadas por José Mauro de Vasconcelos.

Talvez, muitos já soubessem, mas a carga dramática é ainda mais intensa do que poderia imaginar. É um filme pesado. Não existem sutilezas para retratar o quanto uma criança que foge dos padrões comportamentais – principalmente os tidos como ideias por famílias interioranas, pobres e de bons anos atrás – sofre. É meio que a história de um talento incompreendido, que só colhe os frutos de sua “genialidade” depois.


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Mas, diferente de todos os outros personagens, o Portuga, vivido por José de Abreu, é a única pessoa que dá ouvidos e reconhece a genuína capacidade de criar histórias e usar a imaginação do garoto Zezé -interpretado por João Guilherme Ávila na infância e por Caco Ciocler quando adulto – vide sua relação de amizade com o pé de Laranja Lima Minguinho.

É um filme que vale a pena pela grata interpretação do estreante protagonista. João Guilherme consegue passar a aura sofrida e entristecida que o papel pede, carregando em si quase todo o filme, mesmo dividindo créditos com veteranos consagrados.

“Meu Pé de Laranja Lima”, que estreia nos cinemas nacionais na próxima sexta-feira, dia 19, e é dirigido por Marcos Bernstein, esfrega na sua cara o quanto a intolerância e a violência não são armas para se combater algo visto como incomum. Confira o site oficial do longa clicando aqui.

A hora da estrela de Vanessa Hudgens brilhar

Por Yhury Nukui comentários

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Foto: Reprodução/Cosmopolitan

Dá pra acreditar que esse mulherão estava, há pouco mais de sete anos, a frente do musical mais lucrativo da história da Disney e em seu primeiro grande personagem? Pois é, Vanessa Hudgens cresceu e apareceu!

Desde que a trilogia “High School Musical” foi encerrada, a moça não poupou esforços para tirar o estigma do canal que lhe deu sucesso: já são oito filmes de seis gêneros diferentes. E, para alegria de seus fãs, quatro deles estreiam nesse ano: o primeiro é “Spring Breakers”, dirigido por Harmony Korine, que sai no fim de março.

O longa, que concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, anda causando rebuliço em boa parte do mundo e rendendo elogios ao elenco, em especial à Vanessa, James Franco e Selena Gomez.

O forte realismo das cenas é um dos pontos mais exaltados pela crítica. Só pra início de conversa, a personagem de Hudgens chega a usar cocaína e participar de um menage à trois – e isso não é nem o pior.

O estigma está perto de chegar ao fim. É melhor que todos estejam preparados!


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Spring break forever, bitches.

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