O menino com a panela na cabeça ou a professora espevitada?

Por André Pacheco comentários

Ziraldo
Foto: Reprodução/Estadão

Esta semana foi aniversário do Ziraldo, um dos caras mais formidáveis e criativos do Brasil, pelo menos na minha opinião. Com 80 anos muito bem vividos, meu conterrâneo criou obras inesquecíveis, e para todos os públicos. Os infantis “Turma do Pererê”, “Bichinho da Maçã” e o formidável “Flicts” – foi o primeiro livro que li sozinho. Pros adultos, Ziraldo tocou por anos o jornal de esquerda “O Pasquim”, cheio de sátiras à política brasileira nos tempos da ditadura, acabou preso por isso.

Mas, de toda a sua obra, duas se destacam com maestria. “O Menino Maluquinho”, lançado originalmente em 1980, e, meio que compondo uma grife, “Uma Professora Muito Malquinha”, com primeira tiragem feita 15 anos depois. Os dois livros ilustrados acabaram indo pras telas mais tarde. Sei que é uma tarefa difícil escolher apenas um, mas vamos colocar os maluquetes pra brigar?

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Menino Maluquinho

Professora Muito Maluquinha

As vendas do livro já passam de 3 milhões de cópias, um número ótimo pro mercado editorial brasileiro. Com uma panela na cabeça, o menino que só queria ser criança encanta gerações com o seu olho maior que a barriga e pernas que abraçam o mundo. Rendeu dois filmes e uma série pra tevê, além de inúmeros produtos licenciados.

No ano passado, a adaptação pros cinemas foi lançada trazendo Paola Oliveira e a participação especial de Chico Anysio (foi seu último filme antes de morrer em janeiro deste ano). O sucesso comercial não é tão grande como do “rival”, mas a história é tão linda quanto. Que tal uma professora revolucionária que ensina com paixão?

Agora que conheceu um pouquinho mais sobre as duas obras, escolha a melhor!

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