O expressionismo de “Metrópolis” completa 85 anos
Publicado em Por Ana Paula Cruz

Uma das grandes obras-primas da sétima arte completa hoje oito décadas e meia. Celebrado por ser muito à frente de seu tempo, “Metrópolis” (Metropolis, 1927) tratou de assuntos delicadíssimos para o período de sua produção, como a manipulação das massas e o preconceito social, além da parte técnica, com efeitos especiais inovadores para a época.
O filme traz um mundo futurista, que mantém os cidadãos mais pobres isolados no subsolo, e se não bastasse, eles são obrigados a trabalhar em prol dos mais poderosos, que por sua vez, vivem no Jardim dos Prazeres e gozam do melhor na superfície. Porém, a tensão ente os dois mundo vira confronto, bastante intenso, quando o filho do governante, Freder (Gustav Fröhlich) conhece a líder dos operários, Maria (Brigitte Helm).
Dirigido pelo austríaco Fritz Lang, “Metrópolis” é inspirado em romance escrito em parceria com a esposa, a escritora alemã Thea von Harbou. Tornou-se um dos grandes influenciadores do expressionismo alemão, e quando lançado impressionou tanto Hitler, que o ditador pediu que um de seus ministros convidassem o diretor para trabalhar para o partido. Lang recusou, posteriormente começou a a produzir filmes com conteúdo antinazista.
Em 2008, para surpresa de muitos, foram encontrados na Argentina 30 minutos inéditos da obra, que atualmente está em restauração para ser acrescentada na versão original. Neste mesmo ano, a UNESCO o acrescentou no Programa Memória do Mundo – que visa preservar documentos e obras importantes da humanidade.





