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Novo “Missão: Impossível” não é apenas uma continuação barulhenta

Publicado em Por Ana Paula Cruz

Missão Impossível
Foto: Divulgação

Missão: Impossível – Protocolo fantasma” (Mission: Impossible – Ghost Protocol, 2011) logo no início já traz duas coisas que me deixam extremamente preocupada em um filme. A primeira é pelo gênero, se for ação, já fico com pé atrás. Por fim, quando os estúdios cismam em fazer uma sequência – não pretendendo generalizar, existem diversas possibilidades e muitos filmes em que continuações são fundamentais. Porém, quando o primeiro fator vem combinado com o segundo, filme de ação, o meu grau de preocupação chega a níveis altíssimos.

Dois exemplos em que roteiros são deixados de lado, enquanto as sequências são utilizadas unicamente como vitrine de efeitos especiais, são as franquias “Transformers” e “Velozes e Furiosos”. Ambos possuem continuações dispensáveis quando olhamos a história e o aprofundamento dos personagens, porém possuem efeitos especiais de cair o queixo.

E justamente por isso, que em momentos assim vamos ao cinema esperando o bom e velho blá blá blá, além de muitas explosões muitas vezes sem sentido. Porém, o quarto filme de “Missão Impossível” conseguiu agradar com doses certas de exagero e humor, coisa que eu não me lembro de ter visto nos últimos dois da franquia estrelada por Tom Cruise.


Dirigido por Brad Bird – cujos últimos trabalhos foram animações como “O gigante de ferro” e “Ratatouille” – o filme mostra mais uma missão do agente Ethan Hunt (Tom Cruise). Após ser resgatado de uma prisão em Moscou, ele vê a agência secreta em que trabalha, a IMF (Impossible Missions Force), ser desativada sob suspeita de ter cometido um atentado na capital russa.

Então, Ethan lidera o grupo de agente restantes – Benji (Simon Pegg), Jane (Pauta Patton) e Brandt (Jeremy Renner) – na tentativa de capturar o verdadeiro responsável pelo atentado e evitar o acesso do vilão ao arsenal nuclear da antiga União Soviética, que se acionado poderá causar a Guerra Nuclear adiada durante a Guerra Fria.

Destaque para as cenas em Dubai, que deixariam qualquer mortal sem ar. O lado romântico do longa também merece um ponto positivo, por não ter caído no clichê de resolver unir os casais no último momento. Quem nunca se pegou pensando “e agora eles se beijam” no final de qualquer filme de ação? Sinta-se feliz em não ver isso “Missão: Impossível – Protocolo fantasma”.