De volta aos anos 80 e Bowie como ele mesmo
Publicado em Por Ana Paula Cruz
Ah os anos 80! Para quem, assim como eu, nasceu nos anos 90 deve considerar os filmes da década anterior tão presentes nas sessões da tarde e essenciais para construção das memórias e sonhos de toda uma geração. Duvida? Com certeza você se lembrará de “Os Goonies”, História sem fim”, “A lagoa azul” e claro, porque não do clássico-trash “Super Xuxa contra o Baixo Astral”.
Hoje é aniversário de David Bowie, um dos meus grandes ídolos completa 65 anos. Não pensei duas vezes em rever um dos filmes que mais marcaram minha infância.

“Labirinto: a magia do tempo” (Labyrinth, 1986) foi o primeiro contato que tive com o cantor, a VHS tinha um espaço especial na minha estante ao lado dos desenhos do Tio Patinhas e outros clássicos daquela época. Não me recordo se esse filme chegou a passar durante a Sessão da Tarde, mas o assisti centenas de vezes, apesar do baita medo das criaturas bizarras que aparecem na história.
O filme conta a história de Sarah, vivida por uma jovem Jennifer Connelly, adolescente por volta de seus 15 anos que tem a ingrata missão de cuidar do irmão Toby. Como toda menina americana de classe média na sua situação, ela acha que é tudo muito injusto, e que não deveria dividir a suas coisas com o bebê.
Em resumo, a história é: Sarah resolve fazer um pedido ao rei dos Goblins (David Bowie), que leve seu irmão para sempre e o transforme em um deles. Porém, não estava em seus planos que o desejo fosse atendido. Desse modo, a garota inicia sua aventura para resgatar Toby através do labirinto que a levará ao castelo do rei.

Revi o longa hoje, e percebi que ainda gosto! É exatamente o que se pode esperar dos filmes infantis dos anos 1980. A importância da amizade, o repúdio ao materialismo, as criaturinhas esquisitas que acabamos amando no final e ele, David Bowie, como um protagonista que é quase um anti-herói. Ainda gosto do personagem, da mesma forma de quando tinha 5 ou 6 anos.
Entrando em critérios técnicos, “Labirinto: a magia do tempo” foi produzido pelo gênio George Lucas, na época do lançamento não fez sucesso nas bilheterias – o orçamento estimado foi de 25 milhões de dólares, enquanto a arrecadação foi de apenas 12 milhões. Tem todas as características dos clássicos de fantasia da época, assim como “História sem fim”.
Recomendo para quem, assim como eu, adora revisitar os bons momentos da infância, e para quem quer ver David Bowie fazendo conto de fadas, mas sem deixar de ser ele mesmo. O ícone.





