Dando adeus ao “oi oi oi” nosso de cada dia
Por Jader Gomes comentários
Têm sete meses que todo mundo liga a tevê aberta no horário nobre nacional para assistir “Avenida Brasil”, e quem não o faz certamente se sente um extraterrestre, certo? O furor pela novela começou antes mesmo de sua estreia, já que sua antecessora, “Fina Estampa”, não estava agradando principalmente por aquilo que realmente move uma trama: o grande vilão. Nela, a função ficou a cargo de Tereza Cristina, personagem de Christiane Torloni, que não conseguiu combinar bem os traços de humor com os de vilania. Simplesmente não fluiu.
Mas eis que “Avenida Brasil” não só trouxe uma grande vilã, como um bando de personagem com, digamos, quality star. Adriana Esteves, que já explorou seu talento de todas as formas e em todos os gêneros da atuação, entra para o hall frequentado por nomes como Claudia Abreu, a Laura de “Celebridade”; Renata Sorrah, a Nazaré de “Senhora do Destino”; Patrícia Pillar, a Flora de “A Favorita”, só para citar os nomes mais amados e quentes na nossa memória.

A mocinha Nina, com personalidade menos estereotipada, apesar de não ter sido o chamariz, também contou pontos a favor. Afinal, ninguém é de tudo tão bonzinho ou completamente maquiavélico, e é isso que também estamos vendo nesta última semana com a Carminha. Se há redenção ou se o autor João Emanuel Carneiro tomou o melhor caminho para o desfecho da personagem, a resposta só poderá ser descoberta hoje, com o capítulo final. De qualquer forma, o lugar de Carmen Lúcia está e continuará intocável nos nossos corações.
E esse texto, é claro, não poderia deixar de destacar outros personagens que ajudaram no sucesso do folhetim. Lá no Divino, as empregadas Janaína e Zezé, principalmente a última, caíram no gosto do público. Todo mundo torcia para que a fofoqueira de plantão tivesse seu momento auge e congelasse no final de um dos capítulos, até que isso finalmente aconteceu, e muitos ainda sonham e clamam nas redes sociais para um spin-off. Mas, por hora, eu quero mesmo é ver tu me chamar de amendoim:
Me diga, quem não quis abraçar o Tufão pelo menos uma vez a cada capítulo? Ou ser um pouco como a maria chuteira Suellen, mais uma personagem de destaque para o currículo de Ísis Valverde. Ainda no bairro, os bonitões Darkson e Adauto e a hilária, mas pouco aproveitada, Beverly. E se antes de se mudaram para o subúrbio, Verônica, Noêmia e Alexia eram as chatas da novela, como não amá-las – e principalmente seus figurinos – depois que ficaram pobres? Um viva também para Betty Faria como Pilar. E do lixão, a gente manda um beijo – de longe mesmo – para o falecido Nilo.
E se o fim da novela vai quebrar algum recorde de audiência ou causar o apagão que estão falando por aí, não importa de fato. Valeu a pena cada “oi oi oi” e parece que já estou sentindo saudade.





