“Crossroads: Amigas Para Sempre”, um clássico. Você não está lendo errado

Por Ana Paula Cruz comentários

Hoje é aniversário da Deusa, da Neidinha para os íntimos, e por isso, entre tantos filmes e artistas, decidi começar a falar de cinema aqui no Vestiário de um jeito divertido. Comecemos pela Princesa do Pop.

Crossroads
Foto: Promocional

Se você tem mais de 16 anos ou é fã, com certeza deve saber que Britney Spears teve uma rápida passagem pela sétima arte no começo dos anos 2000. Um simples filme, acabou virando um clássico para enfeitar as nossas sessões da tarde. O que dizer de “Crossroads: Amigas Para Sempre”? O mais alto grau do clichê no cinema hollywoodiano! Mas quem se importa com clichês quando se é um adolescente? Na verdade, o mundo adolescente é todo feito de clichês.

Três amigas que fazem um pacto quando crianças, elas unem objetos que simbolizam os seus sonhos em uma caixa e a enterram, para que seja desenterrada por elas após a formatura do colégio. Porém, o tempo passa e cada uma segue um caminho diferente.

Kit (Zoe Saldana, “Avatar”) se torna a garota popular do colégio e está noiva. Mimi (Taryn Manning, “De repente é amor”) vira “a estranha”, a garota afastada dos demais, com má fama no colégio e grávida. Por fim, temos Lucy (OMG! OMG! It’s Britney, bitch!) a nerd virginal, abandonada pela mãe e reprimida pelo pai controlador que não permite que ela estude música, e deseja que ela vá para faculdade para se torne uma doutora – ou algo que o valha.


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Durante o baile de formatura, as amigas-e-rivais se reencontram, e ao desenterrar a caixa com os objetos mais preciosos de infância, lembram do passado e dos antigos sonhos. Desta forma, sem mais nem menos, resolvem sair em viagem a bordo do carro de Ben (Anson Mount), o rapaz que supostamente saiu da cadeia.

Por que é tão ruim e tão bom ao mesmo tempo? No Brasil vivíamos em tempos de Sandy, lá fora, pipocava Britney e um pop que misturava puritanismo com vadiagem. Nos espelhávamos em comédias românticas adolescentes e seriados tipicamente americanos como “Gilmore Girls” e “The O.C.”.

“Crossroads” era exatamente a união disso, e hoje, revendo o filme, noto o quanto a atuação de Britney deixou a desejar, o quanto o roteiro é ruim, sendo apenas um amontoado de informações repetidas de todas as outras obras do gênero. Mas assim como “Clueless” (“As patricinhas de Beverly Hills”), o longa marcou uma geração e ditou moda. Por exemplo, Kit usa óculos escuros com coração de strass na lente colorida, e isso foi o meu sonho de consumo por meses. As roupas, as músicas, a vontade de rodar o mundo que os jovens das décadas de 1990 e 2000 tinham – e que os de hoje também têm, mas não é meu mundo mais.

E não sinto vergonha em dizer que “Crossroads” é um clássico ao seu modo. Todos temos direito de cultivar o nosso baú da vergonha, não é mesmo? Fãs, não me entendam mal, Britney Spears tem o seu valor, mas muitas cantoras devem ficar limitadas aos palcos, ou tentar muitas vezes até que encontrem o lugar nas telonas.

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