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Os melhores álbuns de 2014 segundo a gente!

O ano teve Copa, teve eleições, mas também teve muito lançamento legal, tanto aqui, quanto ao redor do mundo.

Redação Vestiário

Ô, 2014! Nem parece que esse ano só teve 365 dias. Teve Copa, teve eleições, mas também teve muito lançamento legal na indústria, tanto aqui, quanto ao redor do mundo.

Como manda a tradição, reunimos o Coletivo Vestiário, mas acabou faltando gente (acredita?), para que cada um escolhesse um disco que quisesse recomendar.

O resultado? Uma mistura de gêneros, sons e nacionalidades. Escolhas tão multiculturais quanto nós, que escrevemos pra vocês nesse ano que passou. Curta – e não precisa ter moderação!

In The Lonely Hour; Sam Smith
Jean Carlos Gemeli

Sabe aquele gostinho de quero mais que Adele deixou após se afastar da música? O debute de Sam Smith preencheu a lacuna e fez jus a sua conterrânea.

Conseguindo alcançar altas notas, Sam Smith transita muito bem entre uma batida mais acelerada, como “Money On My Mind” e uma baladinha como “Stay With Me”, “Lay Me Down” e “I’m Not The Only One”.

É um álbum triste, já que a composição das faixas é fruto de um amor não correspondido do cantor, mas de uma qualidade sem tamanho. Com “In The Lonely Hour”, Sam Smith conquistou seis indicações ao Grammy Awards. É ou não um Déjà vu de Adele?

The Golden Echo; Kimbra
Renan Riso

Kimbra traz uma atmosfera surrealista para um álbum que poucos conseguem fazer. A sua voz tem o poder de se expandir em diferentes timbres, que junta ao instrumental cheio de camadas e texturas, te leva por uma viagem repleta de encantos quase como o mundo de OZ.

Destaques para “Carolina”, “Golden Mine” e “Waltz Me to Grave”. Do começo ao fim, Kimbra narra uma jornada por este mundo mágico e cheio de nuances. Os momentos de confusão organizada em “90’s music” e “Madhouse” te preparam para a sensação de inercia que estar por vir.

“Golden Echo” ainda mistura todas essas façanhas com influências no jazz. Quem não diria que “Miracle” poderia ser cantado pelos Jackson Five?

Multishow Ao Vivo; Ivete Sangalo
Yhury Nukui

Manter-se no topo por duas décadas não é pra qualquer um. Ivete Sangalo, uma das maiores representantes da música brasileira, comemorou seus 20 anos de carreira com uma mega produção na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Dos hits às faixas inéditas, e os convidados de primeiro escalão, Ivete ousou e tal como em todos os seus outros materiais audiovisuais, mostrou que ainda tem muito o que acrescentar à nossa indústria.

O reconhecimento do Grammy Latino ao material não me deixa mentir.

IAN; Ian Ramil
Ana Paula Penkala

Por quê? Gosto de ouvir, na voz do Ian, o melhor da voz do Vitor e umas pegadas meio Tangos e Tragédias e um experimentalismo das épocas mais frutíferas dos Beatles. Cada música é uma experiência diferente. Tem uma voz doce, experimentalismos inteligentes e um certo deboche que pega bem. E dá orgulho de ser uma voz conterrânea, nascido na lendária Satolep (Pelotas), minha cidade querida.

Kiss Me Once; Kylie Minogue
Guilherme Popolin

Em março deste ano o “Kiss Me Once” me pegou de jeito. Kylie Minogue nunca me decepciona, e desta vez não foi diferente. O álbum traz música pop da melhor qualidade, do começo ao fim.

Foi o primeiro trabalho da artista pela gravadora Roc Nation, do rapper JAY Z. As faixas do álbum soam contemporâneas, antenadas com as tendências, mas sem perder a identidade musical da popstar australiana. Além de toda qualidade técnica, “Kiss Me Once” se tornou um álbum que vai me fazer lembrar de uma época linda e que já sinto saudades. Amor define.

Convoque seu Buda; Criolo
Vic Matos

Criolo vem provar que é um dos poucos que realmente acrescenta algo à música popular brasileira atual. Vai do rap ao samba, do hip hop ao maracatu, sem preconceitos e fazendo críticas sociais de maneira inteligente e com conhecimento de causa. As preferidas são o gostoso sambinha “Fermento Pra Massa” e a parceria com Tulipa Ruiz em “Cartão de Visita”

1989; Taylor Swift
Mônica Alves

Se você não esteve na lua nos últimos meses, deve saber a influência que Taylor Swift teve em 2014. Seu álbum "1989" quebrou recordes, superou expectativas e consolidou o lugar de Taylor no cenário pop mundial, confirmando seu posto de ícone da nova geração.

Hinos como “Shake It Off” e “Blank Space” dividem espaço com as já conhecidas letras intimistas da artista, como em “I Wish You Would” e “Clean”, ao mesmo tempo em que “Bad Blood” e “Welcome to New York” nos colocam em contato com a nova realidade da cantora.

A fase atual de Taylor é um presente para os fãs antigos e o álbum aparece como porta de entrada para uma multidão de novos admiradores, deixando apenas um recado para os que ainda torcem o nariz. Haters gonna hate hate hate hate hate.

Abraçaço Ao Vivo; Caetano Veloso
Murilo Araújo

Desde 2006, temos visto uma incrível repaginação musical de Caetano Veloso, fruto do encontro com a Banda Cê, na trilogia dos álbuns “Cê” (2006), “Zii e Zie” (2009) e “Abraçaço” (2012).

Em 2014, Caê nos presenteou com a turnê que encerrou a parceria, e rendeu o álbum “Abraçaço Ao Vivo”, um dos melhores do ano. O disco carrega toda a autenticidade dos artistas que sabem valorizar o palco, em interpretações como a melancólica “Estou Triste”, ou até mesmo o rap desajeitado de “Funk Melódico”, em que Caetano quase perde a respiração. Além disso, é incrível ver como a sonoridade desta última fase encontra bem com músicas antigas como “Você não entende nada” e “Eclipse Oculto”, que soam deliciosas junto ao canto empolgado da plateia.

Vale ouvir com carinho “Um Comunista”, “O império da lei”, e “A Bossa Nova É Foda”, que merecidamente levou o prêmio de Melhor Canção Brasileira na última edição do Grammy Latino.

Louder; Lea Michele
Artur de Francischi

Com uma ajudinha de Sia, e de vários outros compositores, Lea Michele entregou um trabalho consistente em seu disco debute, “Louder”. Com músicas poderosas, como “Cannonball” e “If You Say So”, é difícil não perceber a presença do falecido namorado da atriz, Cory Monteith, na concepção do material.

“You´re Mine”, “Burn With You”, e “Battlefield” fazem com que cruzemos os altos e baixos do relacionamento do casal. Destaque ainda para os vocais poderosos de “Burn With You” e “Empty Handed”. Enquanto “Glee” caminha para sua última temporada, espero que esse tenha sido só o começo da carreira musical da moça.

Tough Love; Jessie Ware
Renato Cabral

Se existe alguma insegurança quanto aquele sempre esperado fracasso do segundo álbum, Jessie Ware passou longe disso com “Tough Love”. Com belíssimas faixas como “Cruel”, “Say You Love Me” e “Pieces”, a cantora nos guia por uma jornada de relacionamentos repletos de altos e baixos.

Intercalando letras sobre o fracasso de relações, até a entrega completa ao amor, o álbum é um belíssimo trabalho sem exageros, melancolias ou melodramas. Na edição deluxe, o destaque ainda fica com a faixa “Midnight Caller”, na qual a britânica flerta com uma sonoridade parecida com do duo La Roux.

Never Been Better; Olly Murs
Duds Saldanha

O britânico nunca divulgou um disco como divulgou este, e também não errou ao escolher os seus convidados. O trabalho, que conta com Demi Lovato em uma das faixas, é o quarto da carreira.

Mais autoral que o anterior e mais na vibe do segundo, que efetivamente acendeu a luz nele. Olly mostrou, mais uma vez, que pode construir o seu próprio mercado e trazer faixas apaixonantes com força de hit. Pessoalmente, as letras das músicas me deram um sacode numa semana ruim e me colocaram pra dançar. Um dos trabalhos que mais se destacaram em 2014, pra fechar o ano com chave de ouro.

Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse; Mariah Carey
André Pacheco

Mariah Carey peca pelo excesso de arrogância e pelo desmazelo com que parece guiar as estratégias em sua carreira. Dona de uma voz fantástica – não tão atualmente como num passado já distante – e de tino musical como poucas, a cantora deixou muito a desejar quando o assunto foi a inteligência por detrás de “Me. I Am Mariah”, lançado em meados deste ano após promessas e juras de um material novo substituto do chato “Memoirs Of An Imperfect Angel”, de 2009.

Indo do R&B clássico, como em “Camouflage”, ao pop eletrônico dos anos 1990 mostrado em “Meteorite”, o álbum é uma deliciosa viagem por histórias de amor, de sexo e de família, tudo com pitadas retrô. A emocionante “Supernatural” com participação dos seus filhos é um dos pontos altos do trabalho. Destaques também para “#Beautiful” e “You Don’t Know What To Do”, que, ironicamente até poderiam qualificar Mariah. Uma bela artista, mas que não sabe o que faz, pelo menos quando o assunto é vender bem o seu peixe.

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Edição #20
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